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A mostrar mensagens de Setembro, 2020

Baga (Tinta)

Vinhos: grandes castas portuguesas Baga (Tinta) Para quem gosta de Nebbiolo de corpo médio, Pinot Noir ou Xinomavro. Uma das castas portuguesas com mais rendimento, Baga, pode ser encontrada em algumas partes do país, mas é mais concentrada na região das Beiras, especialmente na Bairrada e Dão. As uvas estão no seu melhor quando bem maduras, apresentando vinhos de cor intensa, óptima estrutura e acidez ampla com taninos potentes brilhantemente equilibrados para evoluir bem na garrafa. O aroma começa com cereja / bagas vermelhas que evoluem para ameixa vermelha / preta, sabores de tabaco e grãos de café finalizando com complexidade expansiva. A acidez ampla da uva leva à produção de vinho espumante de qualidade cujo consenso geral é o de que os melhores de Portugal vêm da região da Bairrada. Harmonização com a casta Baga: Baga, como vinho tinto, é um gosto adquirido para muitos assim como não é para os fracos de coração. Com a acidez vibrante e taninos amplos de um Nebbiolo, mas com al

Alguns provérbios sobre Natal, Janeiro e Entrudo

Provérbios enviados por Jorge Lage Quem quiser o bom alhal, ponha-o pelo Natal. Castanhas do Natal sabem bem e partem-se mal. Pelo Natal poda natural. Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar. Janeiro frio e molhado, enche a tulha e farta o gado. Janeiro se não tiver trinta e uma geadas tem de as pedir emprestadas. Quem vareja antes de Janeiro deixa o azeite no madeiro. Bácaro de Janeiro vai com a mãe ao fumeiro. Em Janeiro procura a perdiz o seu parceiro. No dia de São Julião (8 de janeiro), quem não assar um magusto não é cristão. Alhal Porrudo pelo Entrudo Quem quiser o bom alhal porrudo, ponha-o pelo Entrudo. Em Fevereiro chuva, em Agosto uva. Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam. Antes de casar tem casa em que morar, terras que lavrar e vinhas que podar. De médico e de louco, todos temos um pouco. Para a feira e para o moinho não esperes pelo vizinho. Mais vale pouco, mas certo, do que muito, mas incerto. Grande e longo é o caminho do ensino po

Bolo de Coco

Bolo de coco, por Maria da Graça Ingredientes: 4 ovos; 250g de açúcar; 250g de farinha; 250g de manteiga; 6 colheres (sopa) de coco; 1 colher (chá) de fermento; 2 chávenas de leite. Confeção: Bate-se o açúcar com a manteiga. Seguidamente juntam-se as gemas. Depois deita-se o leite, a farinha com o fermento e o coco alternadamente. Por último, juntam-se as claras em castelo. Vai ao forno em forma untada e polvilhada. Depois de frio, rega-se com uma chávena de leite, adoçado com 4 colheres de açúcar e vai-se polvilhando com coco.

Terras do Marão

Por Terras do Marão, de Costa Pereira Travassos... Há muito tempo que não visitava Travassos, esta aldeia do Bilhó que o rio Cabril ou Mestas rega. Voltei a fazê-lo no início de agosto, aproveitando uma deslocação de Vilar de Ferreiros a Vila Real (via Lamas de Olo) para assim mais uma vez matar saudades dos meus tempos de criança em que, com frequência, a pé ou ao colo de minha saudosa mãe percorria os cantos dessa simpática aldeia da montanha maronesa e na hospitaleira casa da também já saudosa Ti Ninfa de Travassos, onde me demorava a brincar. Fiquei encantado com o seu património arquitetónico devidamente restaurado, e em adequados cartazes identificado. Um placar no desvio, em Celas, a recomendar aos turistas que para entrar em Travassos de autocarro só indo à volta pela aldeia do Covelo, ficava ali muito bem, pois é sabido que pelo lado de Celas só lá se chega em carro ligeiro. Fica a recomendação. Próximo da aldeia do Bilhó, com vista para a Senhora da Graça, Mondim de Basto D

Douro, Património Mundial

Região do Alto Douro, Património Mundial por Costa Pereira À pendura fiz em meados de agosto uma agradável incursão por terras da região duriense, onde ido dos lados de Amarante desci a Mesão Frio; e pela Rede e Caldas de Aregos dei comigo no Peso da Régua. Vila desde 1837, a Régua foi elevada a cidade em 1985, e nessa altura reconhecida também como Cidade Internacional da Vinha e do Vinho. Situada na margem direita do Douro, esta desenvolvida cidade do distrito de Vila Real é hoje um dos polos de atração turística mais importantes da região em que está integrada. Uma vez que a etapa a seguir tinha por fim chegar a Armamar, a decisão foi deixar a Régua e da outra banda do rio tomar a encantadora estrada que marginando o Douro aponta em direção ao Pinhão, para no primeiro desvio com a indicação da capital da "maçã de montanha" chegar ao destino. Vista de Armamar para a Régua

Centro do verdadeiro Alvão

Romagem de saudade ao centro do verdadeiro Alvão por Costa Pereira Há muitos anos que não fazia o trajeto que de Vilar de Ferreiros pela encosta da serra de Ordens e da granítica Alvadia conduz ao planalto do verdadeiro Alvão. Pelo Covelo, simpática aldeia da freguesia de São Salvador do Bilhó, deixei o concelho de Mondim de Basto para entrar, por Macieira, no de Ribeira de Pena. Macieira é uma airosa povoação da freguesia de São João Baptista de Limões, e como as demais aldeias da freguesia apostada na proteção do seu harmonioso e rico património tradicional.  Já depois de Macieira, ainda na meia encosta da serra de Ordens, esta panorâmica com o Monte Farinha lá ao longe, como pano de fundo, é admirável! Mas todo o trajeto de Macieira a Alvadia é sedutor e oferece uma espetacular panorâmica desta zona de transição entre Trás-os-Montes e Minho, e que o Tâmega a partir de Ribeira de Pena, oposta a Cabeceiras de Basto (Minho), até Mondim, oposto a Celorico de Basto (Minho) delimita admin

Provérbios enviados por Jorge Lage

Mais provérbios da pesquisa incansável de Jorge Lage Para boas colheitas, pede bom tempo a Deus nas têmporas de São Mateus. Em Setembro vai-se andando e comendo. A homem calado e a mulher barbada, em tua casa não dês pousada. Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes. Lua nova setembrina, sete meses determina. Galinha de campo não quer capoeira. Com a vinha em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono. Pelo Outubro recolhe tudo. Nem contas com parentes, nem dívidas com ausentes. Em Outubro, o sisudo colhe tudo. Pelo S. Francisco vê o teu campo arado e o teu trigo semeado. A pobre não prometas e a rico não devas. Em Novembro, pelo S. Martinho, lume, castanhas e vinho. Míscaro da decrua, cheira por toda a rua. Sete castanhas são um palmo de pão. Cesteiro que faz um cesto, faz um cento, se lhe derem verga e tempo. Nem no Inverno sem capa, nem no Verão sem cabaça. Galinhas de S. João, no Natal ovos dão. Cruas, assadas, cozidas ou engroladas, com todas as manhas, bem boas são a

Miradouros de S. Lourenço

Miradouro de S. Lourenço, em Chaves por Jorge Lage Miradouros que têm o nome de S. Lourenço há vários pelo país, entre outros: Miradouro de S. Lourenço (ou do Espigão), em Vila de Porto, ilha de Santa Maria; Miradouro de S. Lourenço (no Castro de S. Lourenço), em Vila Chã – Esposende; Miradouro de S. Lourenço, no Bairro Alto de S. Lourenço, em Santa Iria – Loures; Miradouro de S. Lourenço, em Armamar.  Mas, para os flavienses e os que gostam da cidade de Trajano, o Miradouro de S. Lourenço, fica na subida da serra do Brunheiro, estrada Chaves/Valpaços que faz espalhar a vista pela Veiga de Chaves ou do Tâmega, por terras e serras galegas em que sobressai o dominador castelo de Monterrei. Um miradouro que é um dos principais pontos de referência e atracção turística. As boas vistas do alto da freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão Vilar Celas, S. Lourenço de Ribapinhão Vista para a serra do Alvão, no plano mais distante desta imagem Nota do autor do blogue NetBi

Concelho de Santa Marta de Penaguião

Santa Marta de Penaguião, entre a Régua e Vila Real Geios – concelho de Santa Marta O concelho de Santa Marta de Penaguião situa-se entre os da Régua e de Vila Real, apresentando características paisagísticas próprias de um e outro. O concelho de Santa Marta tem, na sua parte sul, uma paisagem de vinhas plantadas em geios  –  terrenos entre dois muros ou degraus; a parte norte mostra a rudeza da serra do Marão. Apesar da sua pequena área, o concelho de Santa Marta é um dos concelhos do Alto Douro de maior riqueza agrícola, dada a sua abundante produção de vinho de boa qualidade. Geios – concelho de Santa Marta A paisagem constituída pelos vinhedos mostra bem a força humana despendida para construir e manter os muros que suportam as vinhas que descem pelas encostas. É maravilhosa essa paisagem ajardinada, podendo comodamente ser observada numa boa parte, viajando de automóvel da Cumieira para a Régua. Para visualização em tamanhos grandes, clique sobre as imagens.

Castelão (Tinta)

Vinhos: grandes castas portuguesas Castelão (Tinta) Para quem gosta de Barbera, Cabernet Franc Madura ou Tempranillo (um Rioja encorpado). A variedade de uva tinta mais amplamente cultivada em Portugal ainda é muitas vezes referida no país como Periquita, embora esse nome seja legalmente propriedade de José Maria da Fonseca, na Península de Setúbal, fora de Lisboa. É altamente adaptável a diferentes condições climáticas e a sua notável versatilidade permite que os produtores de vinho façam vinhos distintos – desde os tintos e rosados de consumo fácil aos tintos potentes e intensos para guardar na adega por muito tempo. Está no seu melhor e é mais expressiva na Península de Setúbal, onde dá origem a vinhos carnudos e intensos, com aromas de frutas vermelhas e flores azuis, que casam bem com o uso hábil de carvalho. Harmonização com a casta Castelão: Castelão é uma uva omnipresente em Portugal encontrada não só na região de Setúbal, mas no Tejo e no Alentejo. Embora existam muitos estilo

Canelo com batatas assadas

Canelo fumado cozido e assado com batatas assadas Há por aí quem, em alguns restaurantes, chame a este prato “joelho da porca”. Prefiro designá-lo por “Canelo com batatas assadas”. O canelo de porco deve comprar-se não demasiado fumado e seco, tendo esse especial cuidado, pois caso contrário a sua parte exterior, a parte gorda, fica de tal modo ressequida, resultando mesmo na sua desidratação, não se obtendo daí, assado ou cozido, qualquer sabor. Mais parece sola dos sapatos. Por isso, é muito importante essa tal peça de porco fumado não o ser demasiadamente desidratada, perdendo-se a meu ver a parte mais saborosa. Duas horas e meia em panela de pressão será o tempo suficiente para que resulte a cozedura do canelo nas melhores condições. Findo esse tempo, desosse-se, coloque-se numa travessa e tempere-se com alho picado miúdo, uns salpicos de vinho branco e orégãos.  Coloquem-se no forno batatas aparadas e partidas aos quartos com um fio de azeite, colorau e uma pitada de sal. Acrescen

Torta de Amêndoa

Torta de Amêndoa, por Maria da Graça Ingredientes: 12 ovos; 250 g de açúcar; 300 g de amêndoa com pele; 1 colher (sopa) de manteiga; 1/2 chávena de leite; raspa de limão; 1 colher (café) de pó Royal; 3 colheres (sopa) de farinha. Confeção: Batem-se as claras em castelo com o açúcar. Depois ligam-se todos os outros ingredientes à parte e quando estiverem bem ligados, juntam-se as claras batidas em castelo. Unta-se o tabuleiro com manteiga e coloca-se uma folha de papel vegetal também untada. Em seguida, deita-se a massa no tabuleiro. Vai ao forno em temperatura média. Enrolar em pano húmido, polvilhado de açúcar.

O rio Douro e seus afluentes

A beleza do Douro Rio Douro: Foz do Tua, Carrazeda de Ansiães (clique na imagem para observar em tamanho maior) A beleza do Douro não está apenas no seu rio, mas também nos afluentes Sabor, Pinhão e Corgo, nos montes e vales que os envolvem, nas albufeiras criadas pelas barragens. Os vales profundos que o rio cavou ao longo de milénios contrastam com as serras que se avistam por boa parte do seu percurso: Marão, Montemuro, Leomil, Meadas e Lapa. Uma boa parte da beleza "fisionómica" da região do Douro deve-se ao sacrifício e ao trabalho árduo dos antepassados dos seus habitantes que revolveram a terra, a trabalharam e prepararam, levantando muros infindáveis, edificando socalcos, plantando as vinhas.

Passeio de um dia pelo Douro

Um dia, ou parte dele, pelo Douro Um passeio pelo Douro é sempre um ótimo passeio, mesmo que descontraído e sem grandes expectativas no que diz respeito a visitas concretas a lugares, caves ou restaurantes. Um dia, ou parte dele, chega bem para percorrer este pedaço de Douro que vos indico, esplendorosa paisagem, natureza moldada pelo homem! Talvez mais prático para muitos, uma tarde é o espaço de tempo do dia que será capaz de preencher em pleno as necessidades de um certo bem-estar, na companhia de bons ares, complementados pela variedade de cores e de texturas que a zona envolvente ao rio Douro transpira nesta altura do ano. Vindimas feitas, sente-se muitas vezes o cheiro a mosto durante o percurso feito de automóvel.  Vila Real – saída para a Régua pela estrada de Santa Marta de Penaguião. Passando a Cumieira, a paisagem duriense desperta os sentidos e assim será até Sabrosa. Uma volta grande e indireta até chegar à terra de Fernão de Magalhães, mas vale a pena. Uma primeira parage

Touriga Franca (Red)

Vinhos: grandes castas portuguesas Touriga Franca (Red) Para quem gosta de Malbec, lotes com Merlot ou estilos mais leves de Zinfandel. Também conhecido localmente (embora não juridicamente) como Touriga Francesa, esta é a uva mais cultivada no Vale do Douro e é responsável por muitas das uvas que entram na produção dos vinhos secos do Douro e do vinho do Porto. Os produtores adoram a Touriga Franca pois é fácil de cultivar, resistente e de confiança para a obtenção de bons rendimentos. A Touriga Franca mostra aromas delicados mas intensos com notas de fruta de baga preta e flores, combinadas com corpo amplo e pigmento profundo. É uma das principais variedades utilizadas em lotes de vinho do Porto, juntamente com outras variedades bem vistas do Douro, tais como a Tinta Roriz e Touriga Nacional. Encontra-se esta casta mais no Alentejo, Tejo, Beiras, e nas áreas ao redor de Lisboa. Apesar de sua força como casta de lote, pode ser utilizada sozinha como monovarietal. Harmonização com a c

Douro, lugar extraordinário

Breves considerações sobre o vale do rio Douro O rio Douro apresenta características específicas notáveis que fazem dele um lugar muito especial para visitar e apreciar, incluindo a sua própria história. Por exemplo, a sua nascente, situada algures na Sierra de Urbion, Espanha, só foi descoberta na primeira metade do século XX. Nas suas margens, a cultura da vinha dá origem a vinhos de excelência reconhecidos internacionalmente, sendo o Vinho do Porto o mais afamado. A região demarcada do Douro, criada no século XVIII, é a mais antiga do mundo. Rio Douro: próximo da Foz do Sabor, Torre de Moncorvo Na foz do rio Douro, duas cidades, Vila Nova de Gaia e Porto, mais conhecida esta no estrangeiro, acolhem desde o início da existência desta região demarcada grande parte das suas colheitas – o vinho que nos grandes armazéns da zona ribeirinha de Gaia é submetido ao processo de envelhecimento. As barragens construídas ao longo do rio, para além da sua importância na produção energética, são e

Queijo de ovelha curado da Quinta da Veiguinha

Queijaria Artesanal Quinta da Veiguinha, em Alfândega da Fé Não sendo um especialista de queijos, nem sequer um mero entendedor das características que conferem qualidade aos queijos, vou observando, aqui e ali, e vendo alguns programas televisivos sobre variadíssimos queijos e as suas confeções. Tive já oportunidade de constatar o trabalho e cuidados que  a feitura do queijo exige, principalmente o que se faz por processos artesanais. A montra de queijos à qual costumo dirigir a vista, de vez em quando, estava hoje vazia daquele que costumo comprar. Um pouco desanimado por esse facto, olhei em redor, verificando o carácter insignificante da variedade. Disposto a desistir da ideia de um aperitivo à base de queijo, reparo em duas unidades, ali, num canto, como desprezadas por outros clientes, imaginando o desânimo dos dois queijos, despertando assim a minha atenção. – Mostre-me estes dois se faz favor. Queijo de ovelha curado da Quinta da Veiguinha, em Alfândega da Fé Aproximando-me, en

Cruzeiros no rio Douro

Passear no Douro, em cruzeiro Principalmente nos meses de verão, são já muitos os barcos que sobem e descem o rio Douro, pertencentes a empresas portuguesas e estrangeiras que se dedicam ao transporte e alojamento turístico. De facto, alguns desses barcos têm capacidade hoteleira e fazem percursos desde Vila Nova de Gaia até Barca d'Alva, durante sete dias. São passeios muito bonitos e repousantes, pois os turistas dispõem de todo o conforto e bem-estar em quartos suficientemente grandes com casa de banho privativa, cada um deles com varanda, permitindo a observação cómoda das margens e da paisagem duriense. Os cruzeiros nestes luxuosos barcos são maioritariamente ocupados por turistas estrangeiros naturalmente com boa capacidade financeira. Cruzeiros no rio Douro As empresas de cruzeiros no Douro disponibilizam para o mesmo percurso diferentes alternativas: viagem de ida e volta a partir do cais de Gaia até ao Pocinho ou Barca de Alva; viagem só de ida no barco com regresso de com

Broas de Azeite

Broas de Azeite, por Jorge Lage Ingredientes: 800 grs de azeite; 2 kg de farinha; 1 kg de açúcar; 12 ovos; 1 limão (raspa). Confeção: Batem-se as gemas com o açúcar, juntando-lhe a raspa de limão. À parte, amassa-se o azeite com a farinha. Misturam-se os dois preparados num tacho. Batem-se as claras em castelo e misturam-se com o preparado. Com uma colher (de sopa) de massa faz-se uma bolinha e com o cabo da tesoura faz-se pressão para ficar baixinha e com as marcas impressas na broa. As broas de azeite são tradição de Vila Viçosa, na noite de trinta de Abril para o primeiro de Maio. Recolha feita por Manuela Morais (de Murça) e receita da «Pastelaria Mestre» – Vila Viçosa, adaptada por nós para o livro: «As Maias – entre Mitos e Crenças». Nota 1: As «Boas de Azeite» assumem-se como uma tradição alentejana, de Vila Viçosa. Nota 2: Ao divulgarmos as receitas mais tradicionais de Portugal consideramos que estamos a dar a conhecer o melhor da nossa gastronomia aos leitores e é uma forma d

Quadros Durienses

Belos quadros durienses Lugar da Cruzinha, em Lagoaça, linda aldeia do concelho de Freixo de Espada à Cinta São muitos e belos os quadros durienses: lindas paisagens observadas a partir do rio ou dos montes que o circundam. Quem vem do rio Douro, na área internacional, começa por constatar a grandiosidade das suas margens, como são exemplo as arribas, em Lagoaça, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança. De caudal mais apertado, o rio percorre esse vale ladeado por declives, alguns quase a pique onde aves raras nidificam como é o caso das águias. De Lagoaça ao rio é muito perto, mas a estrada sinuosa deve ser percorrida com cuidado. Um dos lugares da aldeia onde pode observar-se um belo quadro do Douro Internacional é a Cruzinha. Do miradouro da Cruzinha avista-se não só o rio, mas uma boa parte do planalto do lado espanhol. Deixando o Douro Internacional, Barca d'Alva e o cenário envolvente deixam antever uma beleza única, quadro raro deste Douro grandioso can

Recantos do Douro

Panorâmicas e recantos do Douro Na região do Douro Vinhateiro são diversificadas as panorâmicas e muitos os aprazíveis recantos. Miradouros como o de S. Leonardo, em Galafura, Régua; e o de S. Domingos, em Fontelo, Armamar são apenas dois exemplos dos vários miradouros naturais da região do Douro. Os cumes dos montes, alguns apenas acessíveis a pé, outros com as suas capelas onde pode chegar-se de automóvel em percursos rodeados de vinhas. Terraços agrícolas, escadarias talhadas pela força do homem, formando pequenos mundos, autênticos paraísos como as Quintas – simples e de pequena dimensão ou complexos mais avultados. Lindíssimas umas e outras, construídas e constantemente renovadas nas encostas que se sobrepõem ao rio Douro. Capela sobre o rio Douro, em Covelinhas - União das Freguesias de Galafura  e Covelinhas, concelho do Peso da Régua Desde há uns anos a esta parte, aproveitando as ótimas características das paisagens durienses e tudo o que o Alto Douro pode oferecer, a ideia do

Touriga Nacional (Red)

Vinhos: grandes castas portuguesas Touriga Nacional (Red) Para quem gosta de lotes com Cabernet Sauvignon, de Petite Syrah elegante ou Syrah/Shiraz mais encorpados. No passado, a Touriga Nacional foi a variedade dominante na região do Dão, onde se diz ter origem, e é em grande parte responsável pela fama dos vinhos do Dão tintos. Hoje também é uma das variedades mais importantes do Douro e é universalmente considerada uma das melhores uvas de Portugal, se não do mundo. A Touriga Nacional dá origem a vinhos poderosos escuros, encorpados e com aromas complexos excepcionais. Frequentemente revela notas de amora preta, mirtilo, esteva e de alecrim. A sua fama tem assegurado a sua disseminação por todas as regiões do país, desde os cantos mais ao norte ao sul do Algarve, e é mesmo emocionante o interesse dos viticultores no estrangeiro; também já está a ser plantada na Austrália e nos EUA, entre outros. Os vinhos Touriga Nacional envelhecem lindamente e alcançam complexidade aromática quand

Delgada ou Delegada?

Delegada: lindo lugar da freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão Por diversas vezes me questiono a propósito da designação do lindo lugar pertencente à freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, contíguo ao monte da Carvalhada: a Delgada. Delgada ou Delegada? Delgada ou Delegada? Consultando o sítio na internet do Município de Sabrosa, a designação encontrada para esse lugar é “Delgada”, tal como referenciado no Google Maps. No entanto, está inscrita no sinal de identificação da localidade, a denominação “Delegada”, sendo esta talvez a designação correta, segundo algumas opiniões: lugar a quem se delegou algo, ou seja, aldeia a quem se incumbiu alguma função ou competência.  Seja qual for o nome do lugar, certo é que se trata de uma pequena aldeia muito bonita, situada numa suave inclinação, voltada para sul, tendo ao seu pé outro lugarzinho também bonito – o Muro, ambos muito próximos do Vale das Gatas. Vídeo "A caminho da Delgada, S. Lourenço"

A caminho da Delgada, S. Lourenço

Delgada ou Delegada? Lindo lugar da freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão

O Douro por estrada

Conhecer o Douro por estrada Conhecer o Douro por estrada é a forma mais frequente e simples de o explorar. Podemos controlar os ritmos, paragens e destinos sem interferências, limitados apenas pela finitude do tempo que nunca nos permite fazer e ver tudo o que queríamos. A rede viária que rege os acessos ao grande vale duriense inclui hoje vias rápidas a partir de quase todas as origens, diluindo o grande desafio de outrora que era, simplesmente, o de chegar... A progressão no Douro ao volante de um automóvel está melhor que nunca, mas são muito raras as vezes que o turista é alertado para o tempo real que lhe vai tomar o trajeto. Isso leva muitas vezes a criar uma ansiedade que não está em consonância com o ambiente geral de tranquilidade que o Douro pede. O correto planeamento é a chave, com o conhecimento dos tempos que "ir daqui para ali" nos vão consumir. Desaconselhamos, por isso, os programas que visam correr o Douro em toda a sua extensão; conhece-se melhor o Douro s

Trincadeira / Tinta Amarela (Tinta)

Vinhos: grandes castas portuguesas Trincadeira Para quem gosta de Carignan, Grenache ou Dolcetto. Embora a Trincadeira seja uma das mais difundidas castas portuguesas, está no seu melhor em locais quentes, secos e com muito sol, o que a torna perfeitamente adequada para regiões como o Alentejo. No entanto, não é fácil de produzir, uma vez que é propensa a rendimentos irregulares e bolores desastrosos. Mas na maioria dos anos a Trincadeira produz grandes vinhos com excelente acidez, taninos suaves e aromas abundantes e intensos de ameixa preta e amora em compota, produzindo vinhos elegantes e bem equilibrados. A Trincadeira quando em lote com Aragonês no Alentejo ou com Touriga Nacional no Douro, onde é conhecida como Tinta Amarela, irá resultar num vinho muito envolvente. Harmonização com a casta Trincadeira: Uma uva muito divertida, esta variedade é raramente vista como solista, mas acrescenta uma textura agradável e uma nota floral suave aos vinhos que integra. A Trincadeira pode aju

Vinhos de Vila Real

Adega Cooperativa de Vila Real São produzidas uvas de alta qualidade na região que envolve a capital transmontana, principalmente na bacia hidrográfica do Baixo Corgo, uma das três sub-regiões do Alto Douro, em que o microclima particular, aliado às características favoráveis do solo xistoso, permite a realização de vinhos de excelência, resultado de uma cultura vitivinícola baseada na tradição. Penelas: aldeia do concelho de Vila Real, situada na margem esquerda do rio Corgo, pertencente à freguesia de Folhadela Do Grémio dos Vinicultores do concelho de Vila Real nasce, em 1955, a Adega Cooperativa de Vila Real, criada com o intuito de proteger os interesses dos seus associados, assegurar o escoamento da produção e sua comercialização, e consolidar a imagem dos vinhos produzidos no concelho. As três sub-regiões do Alto Douro Dando resposta à necessidade da sua modernização, a Adega Cooperativa de Vila Real dispõe, desde 1992, de novas instalações, incrementando assim desde essa altura

Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos, em Amarante

A Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos foi construída pela Ordem Terceira de S. Domingos, concluída em 1725 Amarante é uma cidade sede de concelho pertencente ao distrito do Porto. O município de Amarante está encostado geograficamente à região do Alto Douro, nomeadamente aos concelhos de Vila Real e de Santa Marta de Penaguião. Em virtude da chegada dos voos "low cost" ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, a cidade de Amarante tem visto, nos últimos tempos, aumentar o número de turistas estrangeiros, não só para a visitarem, mas também utilizando-a como ponto de passagem para o Douro Vinhateiro. Em Amarante muito há para visitar e observar atentamente como por exemplo a célebre Igreja de São Gonçalo. No entanto, neste artigo, pretendemos dar conta das obras de recuperação de outra igreja, não menos importante, a Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos, também conhecida por Igreja de S. Domingos. Essas obras terminaram já em 2011, estando assim as suas portas abertas, todos

Vinhos e Gastronomia

Vinhos e Gastronomia, por Academia Vinhos de Portugal Harmonização de vinhos portugueses com gastronomia Quando se trata de comida, alguns vinhos e países possuem casamentos tradicionais mantidos ao longo dos tempos – empanadas argentinas e churrasco com Malbec, paelha espanhola e tapas com Tempranillo, e até mesmo dolmas gregos e polvo grelhado servido com Assyrtiko. No entanto, para a maioria dos epicuristas, citar "comida portuguesa" provavelmente não evoca os pratos tradicionais de leitão Pata Negra assado (o porco preto, de cascos negros, que se alimenta de bolotas) e bacalhau, o bacalhau salgado amado nacionalmente supostamente preparado de mais de 1000 maneiras diferentes. Como a maioria não conhece estes pratos ou a sua qualidade intrínseca portuguesa, este país ibérico está em ligeira desvantagem epicurista, certo? Não, nem tanto assim… A comida portuguesa é soberba e se se aventurar a vir a Portugal, assegure-se de que pára nos templos culinários de Lisboa tais como

Bolo de Maio ou Bolo do Tacho

Bolo de Maio ou Bolo do Tacho, por Jorge Lage Receita recolhida por Susana Estevam – Brasil Ingredientes (para 6 pessoas): 500 g de farinha de milho; 80 g de cacau; 40 g de manteiga; 4 colheres de sopa de café solúvel; 14 colheres de sopa de açúcar; 2 colheres de sopa de canela em pó; 5 colheres de sopa de azeite; uma pitada de sal e 1 litro de água a ferver. Confeção: Misturar muito bem todos os ingredientes e depois juntar a água a ferver e misturar para que fique uma mistura homogénea. Deixar “descansar” de um dia para o outro.  No dia seguinte, untar uma forma redonda (sem buraco) com manteiga. Mexer a mistura do dia anterior e colocar na forma já untada. Vai ao forno a 170 graus centígrados, durante cerca de uma hora. Receita recolhida por Susana Estevam – Brasil e fornecida pela sua avó, natural de Monchique in «As Maias entre mitos e crenças».

Dormidos

Dormidos, por Jorge Lage Bolos do tempo de Páscoa, «Folar doce» da Páscoa Bolo Dormido, Padaria Seramota, Minandela São uns bolos do tempo de Páscoa e que só são feitos no fim-de-semana dos Ramos, da Páscoa e da Pascoela. A Inês, patroa da Padaria Seramota , guarda ciosamente a receita e não abre muito jogo. São feitos com farinha, fermento de padeiro, manteiga, azeite, ovos, leite, aguardente, sumo de laranja, açúcar e canela. Como se fosse uma secreta herança, foi-me dizendo: – Foi a mãe do senhor Joãozinho Belo que deu a receita à minha avó Olema! Chamam-se «Dormidos» por ficarem 24 horas a levedar (mais se o tempo estiver frio e um quase nada menos se estiver quente) ou a dormir. – 24 Horas? Eu chamava-lhes dorminhocos! Aos dormidos há quem lhe chame o «Folar doce» da Páscoa. Curioso registar que o «Bolo Dormido» é de massa menos compacta que o «Bolo Podre» de Santa Maria de Émeres. O «Bolo Dormido» é bastante idêntico aos «Bolos Merendeiros» de Montoito, concelho de Redondo, e do

A navegabilidade do rio Douro e o turismo

A navegabilidade desde Vila Nova de Gaia e Porto até Barca d'Alva Com a construção das barragens no rio Douro e respetivas eclusas – estruturas com comportas, formando represas, regularizando o curso do rio para o tornar navegável –, é hoje possível percorrê-lo desde Vila Nova de Gaia e Porto até Barca d'Alva, em barcos pequenos como são exemplo as réplicas dos antigos barcos rabelos ou mesmo iates e embarcações maiores como os barcos hotel com características adequadas para a navegação em águas pouco profundas.  Barca d'Alva Uma boa gestão dos recursos hídricos por parte dos organismos responsáveis, portugueses e espanhóis, têm também contribuído para que o rio Douro constitua uma ótima via de comunicação principalmente para os turistas que, de todas as partes, chegam à região. Americanos, ingleses, alemães, suiços, franceses, australianos, espanhóis e portugueses sobem e descem o rio Douro para, deste modo, conseguirem penetrar e observarem de perto a região demarcada mai

Gatinhos e mãe gatinha

Brincadeiras de uma família de gatos!

Lascas de presunto em tomatada

Com batatas cozidas, lascas de presunto em tomatada Imagens desta iguaria, não tenho. A lembrança recente de um almoço, mais um na sua simplicidade, dá-me a possibilidade e o gosto de descrever o prato que hoje vos apresento: lascas finas de presunto em tomatada. Batatas cozidas, bem cozidas como prefiro, aguardam a molhada que é constituída por cebola refogada a que se acrescentou tomate bem maduro, partido aos pedaços. Dois dentes de alho e as lascas do dito presunto juntam-se numa segunda fase. Deixe-se apurar, e deguste-se com um bom vinho tinto. Daqueles vinhos bons e baratos servem perfeitamente. Não vale a pena a sujeição a grandes cerimónias. Dois ou três copos, no mínimo, são necessários para a contraposição da salmoura do presunto. Mas não se esqueça: não beba, se for conduzir!

Largo de Santa Bárbara, em S. Lourenço, concelho de Sabrosa

Quinze anos passaram desde o dia em que o Largo de Santa Bárbara foi inaugurado Largo de Santa Bárbara inaugurado em 17 de setembro de 2005 Passaram quinze anos desde o dia da inauguração do Largo de Santa Bárbara, em S. Lourenço de Ribapinhão, no concelho de Sabrosa. De facto, foi no dia 17 de setembro de 2005 que a Junta de Freguesia de S. Lourenço, juntamente com a Câmara Municipal de Sabrosa, em cerimónia solene, deram início à utilização do espaço para a realização das festas em honra de Santa Bárbara, servindo naturalmente para outros eventos, como por exemplo a celebração eucarística campal que este ano, por via da pandemia, se realizará naquele largo às 17:00 horas de domingo, dia 20 de setembro, se a meteorologia o permitir. Assim, numa singela homenagem à padroeira dos mineiros, realizei um pequeno vídeo por algumas ruas de S. Lourenço e também no Largo de Santa Bárbara. Vídeo

Largo de Santa Bárbara, em S. Lourenço (vídeo)

Largo de Santa Bárbara, em S. Lourenço, concelho de Sabrosa Largo de Santa Bárbara: inaugurado em 17 de setembro de 2005

À descoberta do Douro

Região do Alto Douro Toda a região do Douro é um convite à sua descoberta, pelas suas gentes e pela sua cultura, pelas suas únicas e maravilhosas paisagens, pelo rio que serpenteia todo o trabalho de séculos ao longo das suas margens até aos locais mais altos. Vista sobre o rio Douro -  Miradouro de São Leonardo de Galafura, Peso da Régua De carro, seguindo o fluxo da água ou atravessando vilas e aldeias, de comboio, do Porto ao Pocinho, a bordo de um cruzeiro, respirando odores fluviais ou em voo de helicóptero, apreciando do alto os contornos mágicos da paisagem; tudo isto é possível na primavera, no verão e no outono. Percorrer o Douro é apreciar os seus conventos e igrejas, conhecer o seu artesanato rústico, saborear a sua genuína gastronomia, admirar o folclore das festas e romarias e retemperar energias em milagrosas termas ou em repousantes hóteis, pousadas ou unidades rurais de alojamento.

Pão Moreno

Pão Moreno, por Jorge Lage Receita cedida por Maria Gentil Vaz Ingredientes: ½ kg de farinha; 3 ovos; 1 colher de manteiga; 1 pacote de canela; ½ kg de açúcar; 1 colher de chá de bicarbonato de sódio; 1 colher de fermento; 1 copo do vinho de aguardente; Nozes migadas aos pedacinhos. Confecção: Bater tudo junto com a mão até os ingredientes estarem bem misturados. Coloca-se a massa numa forma untada com azeite e polvilhada com farinha.  Cozer em forno bem quente. (Receita cedida por Maria Gentil Vaz e «herdada» da família, de Mós – Torre de Moncorvo.) Nota 1: Este é um bolo “afrodisíaco”, muito usado nos baptizados mas essencialmente nos casamentos acompanhado de queijo de cabra acabado de fazer e de licor de açúcar queimado. Nota 2: Receita de «Licor de açúcar queimado» – Queimar açúcar até ficar bem escuro. Mistura-se 5 litros de água e 1 litro de aguardente e acrescenta-se o açúcar queimado. Mexe-se bem até derreter o açúcar.