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Sinonímia, toponímia e outros conceitos

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Diz Jorge Lage:
- Não é fácil investigar sobre sinonímia, toponímia e outros conceitos
«Quem me dera cá o Verão, O tempo das carmiadas! Queria dar ao meu amor Quatro castanhas piladas.»
Nesta quadra do cancioneiro da castanha, destaco a palavra «carmiadas» que tem diversos significados exarados no Grande Dicionário da Língua Portuguesa (de José Pedro Machado): poderá ser um estado da Natureza que tem muitos frutos vermelhos (este tempo seria no Verão ou princípio do Outono). O douto Frei Henrique Pinto Rema, da Academia de História, baseado no mesmo léxico, avançou-me com: «<carmeada>, efeito de carmear, de desfazer de nós (...), <carmear>, desenrolar, abrir» e para hipótese de descascar as castanhas e cozê-las (tempo de Outono e de magustos). Eu, inicialmente, associei carmeadas a desfolhadas, por ligação aos «farripos» ou tiras do folhato ao descaroçar-se o milho e as castanhas assadas que se comiam no final, como reza noutra quadra popular. Só qu…

Vinho fino, tratado ou vinho do Porto

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Sobre o vinho do Porto, o vinho mais famoso de Portugal
Sobre o vinho do Porto, o vinho mais famoso de Portugal, parece-me existir desde sempre, por parte dos agricultores mais modestos, talvez, e daqueles que gostam de defender as raízes culturais da região do Alto Douro, uma certa contrariedade no que respeita à designação do vinho generoso que se produz, de facto, na região vinhateira do Alto Douro.  A maior parte do vinho colhido no Douro é verdadeiramente envelhecido nas caves de Vila Nova de Gaia, junto ao Porto, sendo aproveitado o nome desta cidade para referir o tão famoso vinho. Razões haverá, além das que se mostram evidentes, para a escolha da expressão “vinho do Porto”, que os historiadores conhecerão melhor do que ninguém, não se pretendendo de modo nenhum com este pequeno artigo dar ênfase a esta realidade, incongruente para alguns, normal para outros.

Vinho fino ou vinho tratado são as expressões que os mais tradicionalistas gostariam de associar ao vinho generoso que nas…

Desconfinamento

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Desconfinamento - instruções das autoridades

Novo coronavírus: distanciamento social

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Distanciamento social nos espaços comerciais de primeira necessidade, em Vila Real.

Por cima da relva do jardim, não!

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Dizia a criança para o adulto: – Não se deve passar por cima da relva do jardim!  Irado, retorquiu: – Ora, ora... então os cães podem, e eu não posso, porquê? Feita a análise da circunstância, poderá chegar-se a conclusões diversas. No entanto, o adulto terá alguma razão, atendendo à qualidade da cultura democrática que tem vindo a ser implementada.

Da terra de Torga

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Nozes, avelãs, castanhas, kiwis, dióspiros, abóbora Do Marão ali tão perto à cidade, vistas de agrado, a terra de Torga, para quem não sabe S. Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa; nozes, avelãs, castanhas, kiwis, dióspiros, abóbora que o escritor terá saboreado repetidamente; as mesmas propriedades naturalmente rústicas, polpas volumosas e sabores autênticos como só poucos hoje em dia conseguem vencer! Não que merecêssemos verdadeiramente prenda tão  valiosa mas assim foi entendido e agradecemos com sentido pela mesma autenticidade enquanto tomamos o gosto às delícias da terra, a terra de Torga. Que riqueza de sabores! Bem-haja a quem no-los ofereceu!

Saber mais sobre o vinho

Existe hoje a necessidade por parte de muitos de saber mais sobre o vinho. Poderá afirmar-se que o conhecimento, maior ou menor, das características e dos paladares das diversas qualidades de vinhos, tornou-se moda e ainda bem, pois o país, Portugal, possui grandes áreas vitivinícolas, com variedade de castas, de microclimas e nuances diversas no modo de fabrico, que dão origem, por sua vez, a inúmeros sabores capazes de satisfazer um largo universo de pessoas. De facto, o vinho merece toda a deferência pela sua componente histórica, pelo seu sabor, pelo trabalho que envolve a cultura das vinhas e o seu próprio fabrico.