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O gato e a gralha-preta

Atividades do NetBila

Encontro no Farol (edição 2022)

Encontro no Farol - apresentação História baseada num facto verídico.  O misticismo de uma aldeia escrito nos personagens!  Edição em livro 2022: ao contrário da edição eBook , o livro impresso contém um posfácio do autor, descrevendo resumidamente uma das principais personagens da história. Disponível na Amazon  ou no ArteAzul'Atelier [ arteazul.net ], praceta do Tronco, 23, em Vila Real. Entre em contacto com o autor: 93 809 76 61.

Encontro no Farol

  Edição eBook Encontro no Farol: Palavras ditas e reditas História baseada num facto verídico. Vivências de uma aldeia e o misticismo escrito nos personagens!  Ao contrário da edição eBook , o livro impresso contém um posfácio do autor, descrevendo resumidamente uma das principais personagens da história.

O gato e a gralha-preta

A história de um gato e de uma gralha-preta! Numa convivência de respeito, assim viveram durante longos anos, o gato e a gralha-preta, até que a saudade os separou, sem que o mundo entristecesse!

A Ponte da Misarela

As lendas da ponte da Misarela, lembradas por Manuel Fontoura na sua autobiografia!

Uma história sobre o Santuário de S. Bento da Porta Aberta

Reprodução de uma história sobre o Santuário de S. Bento da Porta Aberta, no Minho, contada a Manuel Fontoura, em 15 de setembro de 1941, quando se dirigia ao Colégio de Singeverga, para, aí, iniciar os seus estudos, após a instrução primária.  Informação recolhida da Autobiografia de Manuel Henriques Pires Fontoura, que designou como “Autobiografia de um homem simples”, editada em maio de 2008.

A lenda do cavaleiro de ouro

  Reporta-se esta lenda ao lugar onde existem as mamoas de Santa Bárbara, e a uma mulher de Sabrosa que, durante a noite, seguiu, sonâmbula, um cavaleiro com uma armadura dourada que tinha visto em sonhos. Da monografia do concelho de Sabrosa "SABROSA da Pré-História à Actualidade" de A. M. Rocha Soares.

A história de duas árvores

"Duas Árvores": uma linda história em que duas árvores são as protagonistas. Uma história da autoria de Salvador Parente, no seu livro "Rudes Penedias - Paisagem Trasmontana!

O gato

Brincadeiras daquele gato

Uma lenda do rio Sabor

Uma lenda do rio Sabor que o meu avô me contou por João de Deus Rodrigues É uma felicidade ter avós! E ela é ainda maior quando se passa a infância com eles, a ouvir-lhes contar lendas e histórias. Vem isto a propósito do meu último livro, “Homenagem ao Rio Sabor”, que me trouxe à memória uma Lenda sobre o Rio Sabor que o meu avô me contava na horta de Salgueiros, sentados ao luar a ouvir cair os últimos pingos de água da nora. Era assim: «Uma jovem, muito formosa, chamada Florbela, pastoreava as ovelhas junto a um moinho onde vivia um rapaz da sua idade, órfão de pai e mãe, chamado Benjamim, que era moleiro. Os pais dele tinham-se afogado numa noite de temporal, quando caíram ao rio, tinha ele dezassete anos. Um belo dia meteu conversa com ela e perguntou-lhe o nome. Ela disse-lhe que se chamava Florbela. Ele sorriu e disse-lhe que só lhe ia chamar “Bela”, por ser tão bonita... Mas ela também lhe perguntou o nome a ele, e ele disse-lhe que se chamava Benjamim. A partir daí passaram a

A lenda da aldeia de Morais

Morais, Macedo de Cavaleiros, aldeia medieval por João de Deus Rodrigues Morais, Macedo de Cavaleiros, é uma aldeia medieval anterior à nacionalidade. Diz-nos o Abade de Baçal nas suas “Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança – Tomo VI, pág 328”, o seguinte: «Gonçalo Rodrigues de Morais é o primeiro que acho em esta cidade e povoou o lugar de Morais, a que deu o nome...». Isto, aconteceu no ano de 1119 e, sendo assim, o lugar já existia. Aliás, o Pinho Leal, no “Portugal Antigo e Moderno”, confirma-o. Mas Morais também foi Comendador das Ordens Militares do Templo, de Malta e de Cristo. Numa Monografia de Balsamão, de 1859, encontra-se a seguinte passagem: “Em a freguesia de Morais, tiveram as Ordens do Templo e de Malta uma herdade que lhe foi deixada por D. Frolbe e Martim Pires, no reinado do Senhor D. Affonso II, como se achou pelas inquirições de El Rei D. Affonso III em o julgado de Lamas de Orelhão, a 18 de Novembro de 1258”. Penso que essa propriedade se situar

Aldeia de Talhas

Duas lendas da aldeia de Talhas, Macedo de Cavaleiros por João de Deus Rodrigues Talhas é, actualmente, uma das 38 freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros, e uma das mais antigas e laboriosas do distrito de Bragança. Tem uma área aproximada de 45 quilómetros quadrados e situa-se na margem direita do Rio Sabor. O seu orago, é o arcanjo São Gabriel. Aldeia antiga, dizem que é da Idade do Ferro, tem um núcleo de arte rupestre a merecer estudo dos arqueólogos. O topónimo de Talhas, segundo os genealogistas, deriva do latim “TINALIA” que significa talha ou vaso. José Leite de Vasconcelos na “Revista Lusitana” - Volume XXXV, pág. 313, no artigo Etimologia de Talhas, escreve, e passo a citar: «Tealas= a Tealhas, é o plural de tealha..., vasilha que devia ser de dimensões grandes (…). Imagino que talha, por evolução linguística, veio, em tempos remotos, a significar sepultura aberta em um penedo, ou em uma laje (…). Tendo-se constituído um povoado num

O Sebastião Dino

O Sebastião Dino por José Ribeiro Vale do rio Pequeno, em Cabeda - Vilar de Maçada, encosta onde se situam as melhores quintas da povoação A veia versejadora do Sebastião Dino O Sebastião Dino foi um dos personagens mais castiços da Vilar de Maçada do meu tempo. A par do Simão da Eusébia e de mais uns poucos. Que são relativamente raras estas figuras cheias de carisma, riquíssimas de profunda filosofia sobre o mundo, sobre a vida e sobre o carácter das pessoas nas suas lucubrações aparentemente desconexas, inspiradas muitas vezes por um copito a mais… Muitíssimas histórias cheias de humor, de sarcasmo ou de peripécias várias, ainda hoje se contam destes figurões, histórias essas que vão passando de geração em geração. E conta-se como sua a conhecida anedota do Mártir São Sebastião e da última e fatal seta que lhe feriu o coração, desabafo esse que transcrevo uma versão menos vernácula: «pois foi essa mesma que o «cozeu…» Outra faceta talv

Douro: carrego atribulado

Um carrego atribulado do carreiro Benedito por José Ribeiro Estávamos em meados dos anos cinquenta e seguia o seu caminho normal de Vilar de Maçada para o Pinhão pela estrada de Sabrosa com uma pipa de vinho tratado para uma casa inglesa o carreiro Benedito e os seus dois ajudantes, os três já bem «tratados» também com umas pinguinhas surripiadas à dita pipa.  Era relativamente fácil matar a sede num néctar tão tentador como era uma pipa de quinhentos litros de vinho fino, ali à mão, transportada na solidão de um caminho e na pachorrenta chiadeira de um carro de bois… Com um pequeno escopro e umas pancadinhas laterais aliviava-se um bocadinho um dos aros, uma verruma fina fazia o furinho no espaço entre aduelas por onde uma palhinha seria o biberão para tal deleite! Com um bocadinho de sebo no furo e re-apertado o aro da pipa, ficava tudo como à saída do armazém.  Mas aquele carrego, nessa tarde escaldante de verão pela estrada de Sabrosa,

A história da «Casa da Máquina»

A casa da máquina de meu avô Zeferino por José Ribeiro Ruínas da Casa da Máquina, em Vilar de Maçada A história da «Casa da Máquina», como era conhecida uma destilaria de aguardentes vínicas fundada por meu avô materno Zeferino Alves Rodrigues, começa em Parada do Pinhão, no vizinho concelho de Sabrosa, donde meu avô era natural, sendo seu pai e meu bisavô, Rodrigo Rodrigues Alves, Juiz de Paz e correligionário de António Teixeira de Sousa de Celeirós, casado em Sanfins, último Primeiro Ministro da monarquia com D. Manuel II.  O meu avô, por volta de 1910 mudou-se com a família toda para a vizinha povoação de Vilar de Maçada (a minha mãe e meus tios e tias eram tão crianças que sempre se consideraram vilarmaçadenses, tendo já aqui nascido os dois mais novos, César e Cassilda). Essa curta «emigração» que iria ditar o destino da nossa família deveu-se a uma razão muito pragmática: A freguesia de Parada do Pinhão está fora da Região Demarcada do Al

O casamento trinta anos adiado

O casamento trinta anos adiado por José Ribeiro Capela de Cabeda O casamento trinta anos adiado da Maria da Fonte com o Herculano do Côto Esta Maria da Fonte nada tinha a ver com a heroína do Alto Minho do tempo da Patuleia. Mas foi também a heroína de uma comovente história de amor passada ao longo da segunda metade do século passado. A Maria da Fonte era uma bela mulher de Cabeda. Ainda a conheci muito bem, já mulher madura. Foi sempre uma bonita mulher, elegante, aloirada e de porte senhorial, apesar da dureza da vida de aldeia, no ganha pão do dia a dia. Tanto mais com quatro filhos para criar, filhos do seu amado Herculano Ribeiro, mais conhecido por Herculano «do Côto», nome de um bairro da aldeia, bairro de bons artífices e de exímios caçadores. Tempos desgraçados aqueles! Jornas de cinco mil réis, mal davam para a brôa que daria um bocado de «sustância» ao caldinho da ceia... E o Herculano, a certa altura, mais precisamente no ano da graça de 1947, resolveu botar-se a emigrar

A tasca do Faustino

Ao contrário do vizinho, a tasca do Tinho Apagaram-se já algumas luzes do céu e uma nesga de lua espreita pelo postigo, só, para além da porta da tasca do Faustino, o único restaurante fino da freguesia, conforme ele mesmo faz crer aos seus clientes.  Todas as noites, já hora tardia, permanece o cheiro a alho retardado nas sobras espalhadas junto às cascas por cima da banca e no fundo de duas grandes malgas lubrificadas de azeite. Da lareira restam umas lascas de lenha mal queimada, envoltas por grande quantidade de cinza com pequenas cavidades onde estrategicamente se alojaram inúmeros caroços de azeitonas.  No mesmo espaço da cozinha, configura-se a sala de jantar com uma mesa de madeira tosca, ao centro, acompanhada à distância de meia dúzia de bancos e duas ou três cadeiras mal-amanhadas. Digo duas ou três, pois uma delas, de quando em vez, serve de contraforte à porta de entrada que insiste em permanecer aberta, sendo necessário encerrá-la nas noite

O Minério do Poço Palheiro

O Minério do Poço Palheiro por José Ribeiro José Ribeiro, filho do bem conhecido e saudoso «doutor de Fornos», da quinta de Fornos, Cabeda.  Aquele poço está testinho de minério! Os serões na Quinta de Fornos, como era costume na aldeia, eram sempre passados no escano à volta da lareira. Lido «O Primeiro de Janeiro» com as notícias do país e do mundo, e comido o apresigo e o caldinho da ceia, preparada nos potinhos de ferro com excelência, carinho e singeleza pela nossa mãe, era o nosso pai quem monopolizava a temática do serão. Como exímio divagador que era, tanto poderia vir a lume uma historinha passada na aldeia como a que irei aqui relatar, ou outra qualquer passada na sua roda de amigos de Vila Real, cujos pontos de encontro eram o Café Excelsior e o Clube. Também poderiam vir à baila algumas das suas preocupações com a vida duriense, dada a sua condição de l

Pela Ladeira do Arrebentão III

Pela Ladeira do Arrebentão III por Jorge Lage Linguagem popular A mêo da tarde do dia seguinte regressámos a Valdasmós para virar o feno. E passados mais dois dias voltámos lá para trazer a carrada. Puseram-se ao carro as varas compridas ou grade, com duas estadulhetas à frente e duas atrás, para carregar mais feno que até batia no cachaço dos beis. Até as velhas engarelas deram lugar a umas novas e de estadulhos mais altos. Com o feno já junto em pequenos montes preparados para a forcada e mandar para o carro, o meu Pai e o meu irmão avaliaram, em pormenor e desenharam mentalmente, como deviam sair do lameiro encosta sobessa acima, rumo à Ladeira do Arrebentão. A Ladeira do Arrebentão era o «Cabo das Tormentas» da minha aldeia. Só os lavradores mais destemidos se aventuravam com um carro carregado Arrebentão acima. O feno engoliu engarelas, estadulhos, mesmo os dois estadulhos de volta. Dos bois apenas se viam os pescoços, as molidas e os focinhos. O meu Pai calcou munto bem o feno,