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Pão-de-ló e bolos de azeite

Pão-de-ló e bolos de azeite em bolachas São tão finos estes bolos de azeite, também designados popularmente por "bolos económicos", que se transformam em verdadeiras bolachas.

Massa de feijão

Entre factos, a gastronomia! Especial massa de feijão!

Foz-Tua e Castedo do Douro

Maravilhosa paisagem, numa das encostas mais belas do Douro A vista é maravilhosa, esta que se observa para o rio Douro, numa das encostas mais belas da região vinhateira, vislumbrando-se a aldeia de Foz-Tua. Apesar do fim de tarde e nebulosidade do céu, as cores do Alto Douro ali estão patentes, e a serenidade em harmonia com Santa Marinha e a sua capela, muito bem situada entre o Castedo e o rio! Palavras de simpatia e agradecimentos para essas duas aldeias – Foz-Tua e Castedo – são devidas neste momento, não apenas pela paisagem deslumbrante que entalham à sua volta e gratuitamente manifestam, mas também pela saborosíssima merenda com que nos presentearam, composta de, para além das especiais uvas de mesa, outros produtos regionais das redondezas, alguns ali enviados pelo Ilídio Monteiro, da padaria que gere, próxima à estação de caminho de ferro do Tua: pão de centeio, pão sovado e bolos económicos, iguarias simples, mas com particulares características de confeção e sabor, que sat

Falachas

Falachas Receita transcrita de "CASTANEA - uma dádiva dos deuses" de Jorge Lage 1 Kg de farinha de castanhas; 1 colher (concha de sopa) de farinha triga; Sal, açúcar, água e folhas de castanheiro. As castanhas devem ser picadas ou piladas (descascadas) e secas (endurecidas no forno ou desidratadas), sendo depois moídas em moinhos de água ou outros, com mós tradicionais de granito. A farinha deve ser passada por uma peneira, rejeitando-se a farinha mais grossa. A farinha é amassada, em água morna ou fria, e preparada, conforme a do milho, mas, sem levar fermento ou crescente, juntando-se-lhe de início à água, sal e açúcar a gosto. Mexe-se muito bem, ficando no tabuleiro ou tacho algum tempo "sem fintar". A massa deve ficar sobre o grosso, mas bem moldável. Depois, em cima da mesa ou tabuleiro, estendem-se as folhas de castanheiro em grupos de 3 ou 4, colocando, com uma colher de inox, a massa, em cima das folhas e espalma-se de forma circular. Nesta operação, deve te

Tarte de coco com leite e natas

Tarte de coco com leite condensado e natas A tarte representada pela foto neste pequeno artigo é de confeção rápida, muito conhecida, podendo ser alterada a sua receita nas quantidades. Sem adição de farinha, consiste na mistura de ovos em quantidade bastante, coco ralado e leite condensado e natas. A mistura deita-se numa fôrma forrada com massa folhada, indo ao forno a uma temperatura entre os 170 e 190 graus centígrados. Coze durante aproximadamente trinta minutos. Imagens em vídeo desta mesma tarte encontram-se inseridas no Canal YouTube do NetBila . Vídeo »»

Folares

Folares de Valpaços, Chaves e Mirandela por Jorge Lage Pelo país abaixo chamam-lhe bôlas-de-carne e nós, transmontanos, dizemos folares. Estamos convencidos que o nome «folar» lhe advém de ser mais um produto cerimonial para a Páscoa e para outros momentos festivos, como o cerimonial do 1.º de Maio e que quase se extinguiu na nossa região. Aliás, no que toca ao tempo pascal, como os israelitas tinham os pães ázimos pela Páscoa (passagem do Povo de Deus da escravidão do Egipto para a Terra Prometida), também nós temos pela Páscoa da Ressurreição o folar. Tal como as alheiras, o folar seria, no tempo da Inquisição, confecionado pelos judeus, em vez da nossa tradicional carne de porco do fumeiro, com carne de aves e de caça, disfarçando a fidelidade à religião judaica. Mas, queria referir que o folar ao longo do rio Rabaçal apresenta três variantes, pelo menos quanto ao aspecto. Em Mirandela e em algumas aldeias do sudeste de Valpaços, a massa leva uma quantidade maior de azeite, em vez d

Alho e água para condimentar o frango

Junte-se ao alho, água e salsa O alho, como principal ingrediente, coloca-se esmagado numa pequena malga, a que se junta um pouco de vinagre de cidra, uma reduzida porção de água, sal, pimenta e um pouco de piri-píri. Acrescente-se também um bom ramo de salsa, ripando-se bem fina. Misturem-se os ingredientes muito bem, com um garfo, por exemplo, obtendo-se assim uma pasta mais ou menos homogénea que vai servir para barrar, com o mesmo garfo, duas pernas de frango, enquanto estas assam lentamente na grelha.

Delicioso folar

Última porção e receita deste folar Antes mesmo de acabar com a última porção deste delicioso folar, amavelmente oferecido, eis que a sua receita chega por mensagem, incitando-me a fotografar o que resta da degustação. Transmito, de modo simples, a fórmula dos ingredientes que deram origem ao folar e o modo de o preparar. Um quilograma de farinha tipo 65, mais a quantidade de farinha suficiente para tender a massa; quarenta gramas de fermento de padeiro, derretido em um pouco de leite morno; um pacote de manteiga; azeite Almatolia ; dez ovos e sal. Depois de bem amassada a farinha com os ingredientes, deixa-se levedar durante uma hora, acrescentando, de seguida, salpicão da caluga, salpicão do cachaço e um pouco de toucinho, levedando mais uma vez, durante outra hora. Vai ao forno durante, sensivelmente, quarenta minutos.

Bolos Cerimoniais

Bolos Cerimoniais Alguns manjares do primeiro de maio por Jorge Lage No livro, «As Maias entre mitos e crenças», falamos de alguns manjares do primeiro de Maio. O «Bolo Finto», de Estremoz, receita de Luísa Conceição Ribeiro Valente e recolhida pela M.ª das Neves, é um bolo cerimonial do 1.º de Maio, que se come bem cedo, acompanhado de um copito de aguardente ou licor, antes do nascer do Sol, «para não entrar o burro», nas pessoas da casa e nos animais. Este bolo encanta-me e a minha filha acha-o uma delícia, por isso abasteço-me quando por lá passo. O negócio vende bem desde o Alto Alentejo até Beja e, em vez do tradicional bolo de meio quilo ou quilo, já se espalharam os bolos fintos miniaturas, do tamanho dos económicos transmontanos. Mas, ainda sonho comer um dia um bolo finto feito em casa particular, por exemplo em casa da Luísa Conceição, em Veiros. O «Bolo Finto», como o nome indica, fica a fintar longas

Rebuçados da Régua

Rebuçados da Régua - limão e mel  Rebuçados da Régua O limão e o mel fazem parte do "segredo" dos famosos rebuçados da Régua que se veem à venda na estação de comboios da Régua. As mulheres que os fabricam circulam pelo interior da estação e suas imediações com cestos pendurados no regaço transportando os doces rebuçados que vendem aos passeantes. Através de mãos ágeis, o limão e o mel são adicionados ao açúcar em ponto, vertendo-se esta mistura numa pedra de mármore, previamente untada com manteiga. Depois de fria a mistura, corta-se em pequenos pedaços e embrulham-se em papel branco.

Sabores do Convento

Doces sabores oriundos do Convento de Santa Clara de Vila Real Convento de Santa Clara, em Vila Real - Portugal Edição da Ouriversaria Soares, imagem de M. Monteiro Bilhete postal dos anos 1930 Foi extinto, em 1855, o Convento de Santa Clara de Vila Real. Tal como em outros conventos, a doçaria era primorosamente desenvolvida pela experiência de algumas das religiosas que aí se recolhiam em clausura perpétua. Os doces eram não só para consumo dentro das paredes do convento como também e principalmente para venda a algumas casas ricas da cidade. O produto da venda revertia para auxiliar às despesas de subsistência das religiosas que chegaram a atingir, em determinadas épocas, um número superior a cinquenta. Apesar do seu desaparecimento e a extinção do convento, as receitas e os seus segredos sobreviveram “milagrosamente” e foram parar às mãos de quem até hoje, sabiamente, os conservam, como é o caso da Pastelaria Gomes, na rua António Azevedo e a Casa Lapão, na rua da Misericórdia, amb

Arroz de azeitonas

Arroz de azeitonas com atum Já referi neste blogue a adição de azeitonas ao arroz , evitando o sal como tempero, servindo para o efeito qualquer tipo de azeitonas. Neste caso, tal como mostra a fotografia, trata-se de azeitonas meia cura, podendo assim designar-se, pois após a colheita, permanecem em água e sal, louro, limão e outros ingredientes durante mais ou menos seis meses até poderem degustar-se. As que utilizei para este prato simples de arroz curtiram três meses, e é neste estado incompleto que em meu entender melhor servem o arroz de azeitonas, concedendo-lhe um travo agreste. Assim, em tacho relativamente largo, independentemente da quantidade de arroz, faça-se um estrugido com cebola bem picada. Junte-se uma boa quantidade de azeitonas – uma dúzia ou mais –, tendo antes o cuidado de as descaroçar. Acrescente-se também um bom ramo de salsa e deixe aloirar o estrugido. Como em qualquer arroz, a quantidade de água a acrescentar é importante. O objetivo é que ele resulte quase

Folar caseiro

Folar caseiro, mais ou menos tradicional O folar mostrado na foto que acompanha este pequeno artigo tem como característica principal a pouca carne de que é formado. Há, de facto, quem desvalorize a abundância de carnes no interior, dando sim mais importância à qualidade da massa. Assim, apenas uns pedaços finos de carne entremeada de porco, previamente salgada umas boas semanas antes, e rodelas de chouriço com bastante colorau, serão suficientes para completar a condimentação deste folar. Estes pedacinhos de carne e chouriço estalam-se em seco na frigideira e acrescentam-se à massa deste bolo tradicional transmontano, composta por um quilo de farinha, sal, sessenta gramas de fermento, leite morno, azeite e uma dúzia de ovos. A massa do folar deverá deixar-se levedar durante uma meia dúzia de horas, colocando-se no seu interior, após este processo, as carnes, e, mais uma vez, levedando de novo duas ou três horas. Finalmente vai ao forno à temperatura de 220 graus centígrados, durante m

Tarte de creme de leite

Tarte de creme de leite com limão Em primeiro lugar, forre-se uma fôrma de tarte com massa quebrada. Confecione-se um creme de leite, juntando a raspa e sumo de um limão, deixando-o repousar por alguns minutos. Entretanto, deverá bater-se as claras, em castelo, adicionando a seguir um pouquinho de açúcar, batendo novamente até ficarem relativamente firmes. Verte-se o creme de leite sobre a massa quebrada e, logo de seguida, as claras, levando ao forno a cento e oitenta graus centígrados, durante trinta minutos.

Folar

Folar de Chaves Por alturas da Páscoa, o folar toma lugar nas mesas transmontanas, sendo um bolo muito apreciado, em que os ingredientes variam muito de lugar para lugar. O que mostro na imagem é um bom exemplar do folar que se confeciona em Chaves. Segundo a tradição, o folar é o presente que os padrinhos dão aos afilhados ou os paroquianos ao pároco. Clique na imagem para visualizá-la em maior tamanho. Lenda da origem do folar

Aletria

Aletria experimental A massa de farinha em finíssimos fios, a que se adicionam leite, ovos, açúcar e canela dá origem ao doce conhecido por aletria, como é exemplo a que se mostra através da foto. Em água a ferver com casca de limão e pau de canela, adiciona-se uma quantidade de aletria. Deverá mexer-se lentamente, deixando cozinhar por mais ou menos três ou quatro minutos. Junta-se um pouco de açúcar e leite, deixando ferver mais uns dois minutos. Nesta receita, a título experimental, decidiu-se juntar ovos inteiros previamente batidos numa tigela. Depois, lentamente, juntaram-se à aletria. Em travessa ou prato, dependendo da quantidade, verte-se este preparado e polvilha-se com canela. Publiquei já nesta mesma rubrica, uma receita de aletria, adaptada por Jorge Lage, do «Guia Mirandela», podendo ser consultada na ligação a seguir: Aletria de Mirandela

Tarte de coco rápida

Tarte de coco A tarte de coco rápida que se apresenta neste pequeníssimo artigo é idêntica a outra, cuja receita foi aqui já publicada. No caso presente, os ingredientes são os mesmos, com as mesmas quantidades, excetuando a número de ovos: três ovos e três claras.  Esta receita foi alterada, aproveitando-se três claras de ovo que restaram de uma outra sobremesa. O modo de confeção é exatamente o mesmo da receita anterior.

Castanhada

Castanhada por Jorge Lage Ingredientes: 1 kg de castanhas; 600 g de açúcar; 2,5 dl de água; 1 vagem de baunilha. Confeção: Golpeie as castanhas de modo a cortar-lhes a casca e a pele. Leve as castanhas ao lume, numa panela, cobertas de água. Deixe-as ferver durante 3 minutos. Descasque-as em seguida. Leve-as de novo ao lume, uma vez descascadas, cobertas de água quente, e deixe-as cozer. Depois de cozidas, passe-as por um passe-vite, repetindo a operação por três vezes. Num tacho, leve o açúcar com água e a vagem de baunilha a lume brando e deixe ferver, até ganhar ponto de pérola. Junte-lhe o puré de castanhas e mexa com uma colher de pau até o doce ficar transparente. Guarde o doce em compoteiras ou utilize-o como base de outras sobremesas ou em recheios. Receita extraída do livro «A Castanha Saberes e Sabores», de Jorge Lage Nota: A “Castanhada” foi servida no almoço, em Al

Delícia de Castanha

Delícia de Castanha por Jorge Lage Ingredientes: 0,5 litro de leite; 6 gemas; 150 gramas de açúcar; 6 folhas de gelatina; 500 gramas de castanhas; 0,5 litro de natas. Preparação: Ferva o leite e retire do lume. Numa tigela, misture as gemas com 100 gramas de açúcar e mexa até obter uma mistura clara. Junte-lhe o leite fervido, mexa e leve novamente ao lume, mexendo sempre. Logo que comece a querer ferver, retire e junte as folhas de gelatina previamente demolhadas; misture bem e deixe arrefecer. Depois de frio, adicione o puré de castanhas. Bata as natas com o restante açúcar em chantilly e junte cuidadosamente ao preparado anterior. Deite numa fôrma passada por água fria e meta no frigorífico até solidificar. Desenforme cuidadosamente e decore a gosto. Receita de Susana Rafaela M. Alves, de Bragança, in «Doçaria Tradicional de Castanha». O puré de castanhas pode ser obtido cozendo as castanhas e passando-as no passe-vite.