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Cozido à transmontana, confecionado em pote de ferro!

Enriquecedora a experiência de confecionar
uma variedade de cozido à transmontana, em pote de ferro!

Vídeo no canal NetBila, no YouTube


É enriquecedora a experiência de confecionar um cozido à transmontana, ou melhor, uma variedade de cozido à transmontana, pois entendo terem faltado algumas carnes do porco que são essenciais a um bom cozido, como por exemplo a unha do porco, a linguiça e a chouriça, nomeadamente a chouriça de sangue.
No entanto, as carnes utilizadas para este cozido – confecionado em S. Lourenço de Ribapinhão, uma aldeia lindíssima do concelho de Sabrosa, mesmo juntinha à região do Alto Douro – não deixaram de ser mais que suficientes: a orelheira e o focinho, a carne entremeada, o canelo, o chouriço com colorau e o saboroso salpicão do cachaço.
É, de facto, estimulador da mente a simples ação de cozinhar em pote de ferro este conjunto de carnes, não constituindo naturalmente quaisquer dificuldades, logo após o seu demolho, pois neste caso foram escolhidas carnes salgadas, nem todas defumadas, como as que formam por exemplo o cozido à barrosã, feito, como a própria palavra indica no Barroso – região de Boticas e Montalegre. A este propósito, em alguns restaurantes, sobretudo em dias festivos de feiras de fumeiro, nem sempre essas carnes são perfeitamente bem cozidas, entendendo-se evidentemente a afluência de muita gente a procurar esse repasto, causando por vezes dificuldades em atender a todos. Mas isso não deverá, evidentemente, desculpar o desmazelo e falta de atenção para com os clientes que, muitas vezes idos de longe, fazem-no propositadamente para se divertirem na região e, claro, degustar o tão falado cozido à barrosã.
Voltemos ao cozido de que escrevo hoje: a tal variedade de cozido à transmontana. A ideia principal para esta variedade de cozido – foi confecionar uma variedade de cozido à transmontana, também usado no Alto Douro, de modo a cozerem-se as carnes muito bem cozidas, tornando-as macias e facilmente digeríveis, numa cozedura lenta, em pote de ferro.
O acendimento da fogueira, depois de recolhida uma quantidade razoável de lenha, aproveitando pedaços de uma madeira antiga que já não tinham serventia; o aconchego àquela fogueira do pote de ferro com água; a inclusão das carnes e da couve; e, no meio do processo, a altura importante da prova, acompanhada de um bom vinho do Douro; proporcionou uma manhã entusiasmante, culminando num simples, mas lauto almoço!
Foram captadas algumas imagens, resumidas e reunidas em vídeo, que se encontra publicado no canal NetBila, do YouTube, cuja ligação se indica a seguir:

https://www.youtube.com/watch?v=QV9rt-p53U0

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