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Região Demarcada do Alto Douro

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O vinho tratado e a paisagem duriense

É na vasta Região Demarcada do Alto Douro que se produz o famoso Vinho do Porto, assim conhecido nos quatro cantos do mundo. É do Porto porque daí parte após o seu envelhecimento, mas as suas raízes são do Douro, do Alto Douro Vinhateiro. Este precioso néctar - o vinho tratado ou vinho fino - e os vinhos de mesa, apreciados e reconhecidos internacionalmente com inúmeros prémios, constituem hoje o principal setor económico da região. 

O grande investimento humano na transformação da paisagem do vale do Douro e das suas encostas até aos planaltos circundantes deram origem àquela que é a mais antiga região demarcada, com uma paisagem deslumbrante, jardim verde, de tonalidades exuberantes, numa espontaneidade artística dotada de características únicas, como as luminosas alterações originadas pelas estações do ano em conjugação com as diversas fases de rejuvenescimento das folhas das videiras, o seu crescimento a par dos cachos de uvas, antes do manto mul…

Descida ao Ferrão, Alto Douro

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De S. Martinho ao Ferrão

A vila de S. Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, é um dos lugares a partir dos quais se pode iniciar a descida até à margem direita do rio Douro. Neste caso, o caminho a seguir é a estrada N322-2, passando pelas aldeias de Roalde, Paradela de Guiães, Ordonho e Gouvinhas. Após esta aldeia, os vinhedos adensam-se e evidenciam-se na sua forma e beleza, vislumbrando-se o serpentear do rio Douro.

Uma das quintas que nestes lugares, em volta do Ferrão, se impõe pela sua extensão e beleza é a quinta do Crasto, imponente, sobranceira ao leito do rio, desenhada nesta altura do ano em bardos verdes, e o casario da quinta, sobressaindo de extensas manchas de verdura, resplandece de cores brancas, numa diligência permanente, ou espécie de saudável vaidade dos caseiros que tratam cuidadosamente das vinhas, dos espaços, do vinho e tudo o mais que faz o Douro.

Ferrão, na linha do Douro

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Ferrão, entre a Régua e o Pinhão

Quem viaja na linha ferroviária do Douro, do Porto ao Pocinho, tem a oportunidade de passar no apeadeiro do Ferrão, onde podem os visitantes apear-se do comboio e dali apreciar a lindíssima paisagem duriense, à sombra, debaixo de algumas frondosas árvores. Mas, a não ser que tenham marcado e combinado com uma das quintas que em redor disponibilizam serviços turísticos de alojamento, ou então comprando uma viagem de barco até ao Pinhão ou Régua, sair do Ferrão, por exemplo em direção ao Porto, apenas de comboio poderá fazer-se a viagem de regresso, sendo conveniente acompanharem-se de uma merenda, pois ali mesmo, no Ferrão, não existe qualquer restaurante ou snack-bar.

Douro: lugar do Ferrão

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Estação ferroviária do Ferrão

O comboio no Douro

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Viagem de comboio ao longo do rio Douro

O comboio, no Douro, cedo ligou as suas extremidades: do Porto a Barca d'Alva. Barca d’Alva é um lugar pertencente à freguesia de Escalhão, concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, situada no norte do distrito da Guarda. Inserida no Parque Natural do Douro Internacional, situa-se junto à fronteira com Espanha. Infelizmente, já aí não chega, hoje, o comboio, por razões que se prendem, sobretudo, pela inoperância de sucessivos governos de Portugal e pela falta de figuras das terras do Douro e do nordeste capazes de reivindicarem para esta região um dos seus meios de transporte principais, com enormes capacidades turísticas. Fica-se, deste modo, pelo Pocinho, o comboio. Pocinho é uma aldeia do concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda. A sua estação ferroviária é atualmente o terminal da Linha do Douro. Mesmo assim, é uma viagem de sonho. É certo que existe já uma rede razoável de estradas que proporcionam boas ligações entre vilas e a…

Percorrer o Douro de barco

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Passeios no rio Douro, em barco próprio ou num cruzeiro
No passado, eram os barcos rabelos que, rio abaixo, faziam o transporte das pipas cheias com o vinho colhido no Alto Douro. Naturalmente, já vazios, subiam agora o rio novamente em direção às vinhas e ao vinho. Hoje em dia, pode descobrir-se todo esse rio, desde o Porto a Barca d'Alva, em barco próprio, alugado ou em cruzeiro desde o mais simples ao mais luxuoso barco hotel, de construção apropriada para navegar no rio Douro.

Quem sobe, desde o Porto até à Régua, Pinhão, Tua, Pocinho e Barca d'Alva, sentirá um gosto especial, desfrutando da paisagem única que o Douro a todos oferece. Os primeiros setenta quilómetros são relativamente inóspitos, fazendo com que a entrada na zona das vinhas e do vinho seja um grande acontecimento. Há vários cais em todo o percurso que podem ser usados para incursões e explorações em terra: uma refeição tradicional num restaurante especial, uma visita a determinado produtor, quinta ou casa de …

Sobre o azulejo no distrito de Vila Real

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"Notas sobre o azulejo no distrito de Vila Real"
de Joaquim Barros Ferreira

(...) Com a construção da linha de caminho de ferro do Douro, o comboio chega ao Pinhão, zona excelente do vinho do Porto. Ora a estação do Pinhão, na confluência do mesmo rio com o Douro, possui variadíssimos painéis de azulejos, um valioso museu dos costumes, transportes (rabelo e carro de bois), belas reproduções de vinhas e socalcos, quintas, aldeias, acompanhadas sempre da majestosa e imponente paisagem transmontana. Embora originada talvez do fim do século XVI, a modalidade de enxadrezado, também conhecida por azulejo de caixilho, vê-se na vila do Pinhão, na série de azul-branco e na estação de Moledo, na de verde e branco. De corrente posterior, apontam-se o friso de pendentes ao jeito romântico, na Casa da Misericórdia, rua dos Camilos, Régua e, na respectiva capela, onde se nota uma importante transposição de vitrais para os azulejos, no arco de meia volta e falsas impostas. Afigura-se também, …