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O amigo Costa Pereira partiu

Costa Pereira O Costa Pereira, de Vilar de Ferreiros - Mondim de Basto, deixou-nos hoje, 19/04/2022, fruto da doença que o ia debilitando. Foi a esposa, da sua encantada Bajouca - Leiria, que deu a infausta notícia à amiga comum, Maria da Graça, conterrânea e amiga. Baixo e atarracado, quase sempre com máquina fotográfica na mão ou ao pescoço, sempre pronto a registar um momento ímpar ou uma paisagem invulgar, tinha vigor e energia por uma dúzia. Conheci-o pelos seus escritos ilustrados com fotografias, neste blogue - o NetBila - e depois no "tempocaminhado". Parece que conseguia parar o tempo para tanto trabalho. Aparecia sempre quando eu apresentava os meus livros na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, discreto e atento. Depois dos eventos apareciam os seus generosos e atentos textos e fotografias nos blogues. Teve uma vida muito activa e generosa, envolvendo-se em boas causas e sempre ponto a ajudar e a elevar a paróquia de Carnaxide, a de Bajouca e a sua querid

Maias

Maias "É pra maia" por Jorge Lage Imagem obtida na freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, entre os lugares das Paredes e Saudel. Em véspera do 1.º de Maio, bem cedo, no Mercado Municipal de Braga, dei com imensos ramos de gestas ou maias a serem vendidos pelas lavradeiras, emprestando ao local um odor campestre. Diziam-me das giesteiras negras floridas: - é pró Maio! Outras vendedeiras aconselhavam: - é para não entrar a preguiça. Outras asseguravam que: - é para não entrar o mau-olhado. Todas me queriam vender um ramo ou uma coroa e eu tinha de explicar-lhes que o meu interesse era para saber o que elas pensavam sobre esta milenar tradição maioca religioso-profana. A sua origem remonta muito para além das civilizações grega e romana, com as florálias e o culto à deusa Maia, muito para além das civilizações egípcia ou fenícia, esta última com as festas de arromba, com os tabuleiros de trigo espigado, em honra de Adónis. As menções bíblicas à festa da Páscoa judaica ou a saíd

Folares

Folares de Valpaços, Chaves e Mirandela por Jorge Lage Pelo país abaixo chamam-lhe bôlas-de-carne e nós, transmontanos, dizemos folares. Estamos convencidos que o nome «folar» lhe advém de ser mais um produto cerimonial para a Páscoa e para outros momentos festivos, como o cerimonial do 1.º de Maio e que quase se extinguiu na nossa região. Aliás, no que toca ao tempo pascal, como os israelitas tinham os pães ázimos pela Páscoa (passagem do Povo de Deus da escravidão do Egipto para a Terra Prometida), também nós temos pela Páscoa da Ressurreição o folar. Tal como as alheiras, o folar seria, no tempo da Inquisição, confecionado pelos judeus, em vez da nossa tradicional carne de porco do fumeiro, com carne de aves e de caça, disfarçando a fidelidade à religião judaica. Mas, queria referir que o folar ao longo do rio Rabaçal apresenta três variantes, pelo menos quanto ao aspecto. Em Mirandela e em algumas aldeias do sudeste de Valpaços, a massa leva uma quantidade maior de azeite, em vez d

Castanhada

Castanhada por Jorge Lage Ingredientes: 1 kg de castanhas; 600 g de açúcar; 2,5 dl de água; 1 vagem de baunilha. Confeção: Golpeie as castanhas de modo a cortar-lhes a casca e a pele. Leve as castanhas ao lume, numa panela, cobertas de água. Deixe-as ferver durante 3 minutos. Descasque-as em seguida. Leve-as de novo ao lume, uma vez descascadas, cobertas de água quente, e deixe-as cozer. Depois de cozidas, passe-as por um passe-vite, repetindo a operação por três vezes. Num tacho, leve o açúcar com água e a vagem de baunilha a lume brando e deixe ferver, até ganhar ponto de pérola. Junte-lhe o puré de castanhas e mexa com uma colher de pau até o doce ficar transparente. Guarde o doce em compoteiras ou utilize-o como base de outras sobremesas ou em recheios. Receita extraída do livro «A Castanha Saberes e Sabores», de Jorge Lage Nota: A “Castanhada” foi servida no almoço, em Al

Delícia de Castanha

Delícia de Castanha por Jorge Lage Ingredientes: 0,5 litro de leite; 6 gemas; 150 gramas de açúcar; 6 folhas de gelatina; 500 gramas de castanhas; 0,5 litro de natas. Preparação: Ferva o leite e retire do lume. Numa tigela, misture as gemas com 100 gramas de açúcar e mexa até obter uma mistura clara. Junte-lhe o leite fervido, mexa e leve novamente ao lume, mexendo sempre. Logo que comece a querer ferver, retire e junte as folhas de gelatina previamente demolhadas; misture bem e deixe arrefecer. Depois de frio, adicione o puré de castanhas. Bata as natas com o restante açúcar em chantilly e junte cuidadosamente ao preparado anterior. Deite numa fôrma passada por água fria e meta no frigorífico até solidificar. Desenforme cuidadosamente e decore a gosto. Receita de Susana Rafaela M. Alves, de Bragança, in «Doçaria Tradicional de Castanha». O puré de castanhas pode ser obtido cozendo as castanhas e passando-as no passe-vite.

Bolo de nozes com chocolate

Bolo de nozes com chocolate Enviado por Maria da Graça Ingredientes: 250 gramas de miolo de noz; 250 gramas de açúcar; 8 ovos; 1 tablete de chocolate de 125 gramas; 1 chávena de café de leite; 1 colher de sopa de manteiga. Confeção: Batem-se as gemas com o açúcar, muito bem batido, juntam-se as nozes (moídas), e depois as claras em castelo. Em seguida, deita-se a massa em fôrma untada e vai ao forno, durante 30 minutos. Derrete-se a tablete de chocolate com manteiga e leite, e barra-se o bolo, depois de desenformado.

Bolo de Amêndoas

Bolo de Amêndoas Enviado por Maria da Graça Bolo de Amêndoas (imagem composta) Ingredientes: 250 gramas de amêndoa com pele; 250 gramas de açúcar; 6 ovos. Confeção: Rala-se a amêndoa com a pele. Batem-se as gemas com o açúcar até ficar em gemada clara. Em seguida, junta-se a amêndoa moída, e por fim as claras (6+3), em castelo bem firme. Vai ao forno em fôrma untada. Coze durante 20 minutos. Depois de desenformar, cobre-se com ovos moles. (As 3 claras que se juntam às 6, são tiradas aos ovos com que se confecionarem os ovos moles ou "doce de ovos").

Pudim de Mel

Pudim de Mel Enviado por Maria da Graça Pudim de Mel (imagem composta) Ingredientes: 400 gramas de açúcar; 9 ovos; Duas colheres de sopa de mel; Uma colher de sopa de azeite; Uma casca de limão. Confeção: Juntam-se os ingredientes todos numa tina e ligam-se, batendo tudo muito bem. Em seguida, deita-se o preparado em fôrma untada com margarina e farinha. Coze em lume muito brando, no bico do fogão. (Também pode cozer-se em forno médio).

Os Jogos Populares

Exagero dos detalhes Detalhes que não favorecem a actividade lúdica Numa pequena reflexão sobre jogos, no seu livro "Os Jogos Populares", António Cabral alerta para o exagero dos detalhes. Em jogos tão simples, como por exemplo, os jogos das crianças, mas também os dos adultos, determinados pormenores àcerca das regras, quando levados em conta com objectivos perfeccionais, desvirtuam completamente a actividade lúdica. Diz o autor: " ...num jogo tão simples como a Corrida do Arco, entrar em detalhes que nada têm a ver com a actividade lúdica infantil, complicando, por exemplo, o sistema de pontuação relativamente à queda do arco, ao derrube de obstáculos e aos minutos de prova, transforma-se o jogo numa autêntica gincana. Assim, com exagero de procedimentos em relação às regras de jogo, este deixa de ter características simples e perde espontaneidade e naturalidade. " António Cabral alerta ainda que os meios técnic

Os Narros

Quem são os Narros? por Jorge Lage Pela proximidade de uma localidade os vizinhos tendem sempre a arcar ou a ser confundidos, pelos que estão de fora. Em Valência ao ouvirem-me falar, disseram-me que eu era Galego. Até sou de perto e até o meu amigo José Posada, grande referência na indústria da castanha, dizia que eu era «Galego do Sul». No Litoral Centro chegam a dizer-nos que somos Espanhóis, pelo simples facto de ficarmos perto da fronteira.  Também a família mesmo que afastada acaba toda por «herdar» a mesma alcunha ou o epíteto. Mesmo que se queira negar, aparece logo quem diga: - É rescendido de… Vem isto a propósito de quem são os «Narros» ou mais depreciativamente os «Nharros»? Depois de muita consulta, investigação e pesquisa para o livro «Mirandelês», chegámos à conclusão que, em tempos recuados, os «Narros» seriam os humildes artesãos de metais dos subúrbios do casco velho de Bragança, hoje bem integrados na cidade. O Dicionário de Espanhol-Português refere «narria» como um

O Pulsar do País Real

Portugal adveio de um processo fraternal por Barroso da Fonte Por Barroso da Fonte, foi escrito este texto, e enviado ao NetBila, no dia 24 de Junho de 2011, data em que se completaram 883 anos da Batalha de S. Mamede, travada em Guimarães, após um processo quase ensaiado 268 antes. Ou seja: Portugal adveio de um processo fraternal que povos ancestrais foram preparando para que a emancipação se transformasse com quietude e naturalidade. Em 868 deu-se a reconquista cristã, com Vímara Peres a ser designado primeiro titular daquela porção de terreno que ocupava a parte poente do Império Asturo-Galaico-Leonês. Onde desagua o Rio Douro existia uma povoação conhecida por Cale que tinha influência fulcral para a entrada e saída daqueles que viviam do mar e pretendiam sossegar em terra firme, ou que, vivendo em terra, utilizavam o mar para viagens mais distantes. Desse movimento de entradas e saídas nasceu o Portus de Cale que daria Portusc

No tempo dos antigos

No "mou" tempo! por Jorge Lage O tempo anual no meio rural media-se, e ainda se mede para os mais velhos, pela vida das pessoas, pelas colheitas dos frutos e outras fainas agrícolas do que pelos meses do ano. Depois, com mais precisão, era marcado pelas feiras e romarias e pelo calendário litúrgico. Ainda havia outros factos ou tempos nefastos para datar períodos mais longos. Começa assim a canção popular: Raparigas do meu tempo, Rapazes da mesma idade, Já que eu me caso tão cedo, Gozai vós a mocidade! Era o tempo de solteiro que passava para quem se decidia pelo casamento. Nesse tempo, o rapaz casava com a rapariga e a rapariga escolhia um rapaz. Para trás ficava o «tempo de escola», para quem a podia frequentar. Ficava, ainda, «o tempo de rapaz» e «o tempo de rapariga», que, geralmente, quase coincidia com a adolescência, «o tempo de solteiro». A pessoa que casava passava a ter o estatuto de homem ou de mulher adul

Jogos Populares Portugueses

Jogos Populares Portugueses, de António Cabral por Editorial Domingos Barreira No livro "Jogos Populares Portugueses" diz o seu autor – António Cabral: "...Vejamos como os jogos do nosso povo, tradicionais ou não, se ligam frequentemente ao trabalho, sobretudo ao rural, e não podem entender-se no seu verdadeiro significado sem que essa ligação seja tida na devida conta. A ligação em alguns é mais do que evidente, como é o caso dos jogos do malhão, da reca, das andas, do ferro bacelar, das corridas de burros, de cântaros, etc. O burro utilizava-se, como ainda se utiliza, para transporte de cargas e de pessoas, à ida e à vinda do trabalho do campo e para serviços com ele relacionados." Todas as formas culturais evoluem. Estão sujeitas às vicissitudes do tempo, às mudanças sociais, a novas influências estéticas e a novoas ritmos de vida. Mas a essas formas culturais subjaz um quotidiano das comunidades reflectido numa identidade específica que se projecta na cultura do

O Jogo Infantil

O Jogo Infantil: Período sensório-motor por António Cabral «O jogo consiste em transformar um meio num fim em si mesmo», disse Piaget. Isso acontece com o jogo infantil. No seu quarto estádio de desenvolvimento, entre os 8 e os 12 meses (período sensório-motor), a criança aprende a separar os meios dos fins e o jogo surge. Por exemplo: uma bola com que brinca escapa-se para trás de um obstáculo; antes, fora do alcance visual, não a procurava, mas agora sim. Ultrapassar o obstáculo é o meio a que pode achar graça. Se o converte num fim aparece o jogo. O mesmo sucede com o jogo popular. O homem que lança fora do campo, onde trabalha, a pedra que o estorva pode converter o lançamento num fim em si mesmo e assim nasce o jogo do malhão. in Jogos Populares Portugueses , de António Cabral

Jogo do Barril

Jogo típico do Alto Douro por António Cabral António Cabral, Castedo do Douro 1. Usa-se um barril dos que se utilizam para guardar ou transportar vinho, mas sem os dois tampos, e suspende-se a uma altura de cerca de meio metro do solo. 2. Os concorrentes partem da meta, um de cada vez, e terão de passar pelo interior do barril, dele sair totalmente, voltar pelo mesmo caminho e cortar a meta. 3. A distância entre a meta e o barril é da responsabilidade do júri. 4. Vence a prova o que a fizer em menos tempo. Jogo típico do Alto Douro, em particular do concelho da Régua. Evoca os trabalhos preparatórios das vindimas em que os lavradores, directamente ou socorrendo-se de tanoeiros, consertam as vasilhas para o vinho. Isso acontece normalmente entre meados de Agosto e de Setembro e é, então, natural que o jogo apareça. Quando as vasilhas estão ainda sem as tampas, o rapazio, feito olhapim das mil e uma habilidades artesanais, descobre o processo de se divertir, enfiando-se por elas dentro,

Os Jogos Populares e o Ensino

Porque não têm atribuído importância aos jogos populares? por Editorial Domingos Barreira ,  numa publicação, neste blogue, de 19 de maio de 2006 Que os jogos educam é ponto mais ou menos assente. Daí que os professores de Educação Física, em cumprimento dos programas que vêm do Governo, organizem, para além da ginástica, jogos de voleibol, basquetebol, andebol, etc. Mas porque não têm atribuído a mesma importância aos jogos populares? Estes vão-se permitindo (alguns) nas escolas primárias, até porque seria impossível contrariar sempre os gostos das crianças. Claro que há professores que incentivam a sua prática. Mas porque é que os jogos populares estão à margem do desporto que se pratica no ensino secundário e universitário? Porque a instrução, quanto mais elevado for o seu grau, implica a massificação, a nivelação cultural, o esquecimento e o repúdio da cultura popular? Ninguém escreve isto assim, talvez poucos o pensem com tal agre

As castanhas e os jogos

Jogo de damas com castanhas por Jorge Lage Há algumas décadas escasseavam os brinquedos comercializados, especialmente nos meios rurais e ainda mais o pecúlio para os adquirir. Se em muitos lares não havia dinheiro para pão, como se podia pensar em comprar brinquedos? Nesses tempos, as crianças brincavam especialmente com materiais (paus, pedras, areia), frutos (castanhas, nozes, avelãs, bolotas, abóboras, pinhas, maçarocas de milho), folhas e bugalhos, colhidos directamente da natureza. Com folhas, frutos, paus e pequenos cacos, ainda hoje se joga às casinhas, representando cenas da vida doméstica ou da imaginação criativa infantil. A manufactura dos próprios brinquedos é já um jogo de construção, que desenvolve a habilidade manual, a criatividade e o amor pela obra produzida. Conjuntamente com nozes, bolotas, bugalhos, paus, cortiça e casca de pinheiro, as castanhas são, no período em que abundam, dos objectos lúdicos mais utilizados.

A Leira

A leira: a Marela e a Biôsa por Paulo André Da Silva O lavrador aricava a sua leira agarrando fortemente o arado para não dar cabo do renobo e afoutava a mula já velha e com poucas forças. Entrementes ia pensando na zargolina que tinha apanhado no dia anterior. A água d'arcos da catalana do seu amigo Maneta, era boa! O barbamzum do andubinho estava sempre a passar! Aquilo provocou uma grossabagolhoça que vai demorar a desaparecer. Ainda por cima, antes do jantar, já o sol estava bem a pique e a fome apertava, e aquela repolhaça russa nem um chismiz de bica me deu! Isto de um homem andar sempre no monte vira um samalagantas que só sabe comer em cuncas. Estouque tenho que ganhar juízo! Enquanto o Barrosão cismava no que lhe tinha acontecido, a mula arreou e ele, rápido, afagou-lhe a pele e tudo voltou ao normal. – Não tinha ficado mal, não senhora – pensou ele.  Os regos estavam que

Na formação de Portugal

Na formação de Portugal: Preponderante o papel de Santos Portugueses por Barroso da Fonte O Grupo dos Amigos da Piconha nasceu dia 19 de Fevereiro de 2005, durante uma confraternização entre Transmontanos, mais ligados à Região de Barroso. Começou por uma aposta entre dois dos presentes, sobre quem ganharia as eleições legislativas do dia seguinte. Quem perdeu, pagou. Para engrossar o grupo, começaram por convidar os restantes membros da mesa. Depois o homenageado desse dia, mais um por isto e mais outro por aquilo. Fixou-se o grupo em doze casais. Vivem dispersos por todo o país: Lisboa, Gaia, Porto, Guimarães, Chaves. Mas para epicentro elegeu-se Tourém, no concelho de Montalegre. E, para pretexto das várias reuniões culturais, gastronómicas e turísticas, escolheu-se o simbolismo histórico do Castelo da Piconha que foi Português até ao Tratado dos Limites, em 1864, que pretendeu endireitar as fronteiras entre Portugal e a Espanha. Como sempre acontece em partilhas, uns ganham e outro

Mirandelês

Mirandelês Um livro de quatro transmontanos por Barroso da Fonte Foto dos quatro transmontanos inserida no "Mirandelês" Somos agradavelmente surpreendidos com um volume de 300 páginas, cheias como um ovo, de palavras, expressões e seus significados locais, pois nem sempre essas mesmas expressões ou palavras têm, em Mirandela, a simbologia que lhes dão noutras terras. É esta diferenciação lexical que distingue esta obra de quatro autores Transmontanos da mesma geração. Não é um livro espalhafatoso, nem destinado à obtenção de graus académicos ou honrarias encomiásticas. Terá nascido num ambiente descontraído, à imagem de quem troca uns momentos de sueca, por algo mais telúrico e mais genuíno. Deram as mãos, distribuíram tarefas, puseram-se a caminho e