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Manuel Henriques Pires Fontoura

Manuel Fontoura: primeiro discurso na Assembleia da República, em 1978 Excerto 3 Via férrea – Que dizer o que foi até hoje a linha do Corgo? Pelo seu traçado sinuoso, pelo seu obsoleto, inestético e incómodo material de tracção em circulação, digno de museu, é um verdadeiro atentado feito a todos quantos trabalham e vivem nessas pobres terras. Digo até hoje porque, desde há dias, entraram em funcionamento novas locomotivas Diesel, que para já só têm a vantagem de não pegar fogo às matas e vinhas das propriedades limítrofes, pois o restante material continua a ser o mesmo, onde o aquecimento no Inverno não existe e a chuva e a neve são muitas vezes visitantes incómodos. Soubemos e alegramo-nos com a notícia de que brevemente este material de transporte vai ser substituído com gradual alteração e rectificação do actual traçado. Quero neste momento solidarizar-me com a tristeza e naturais apreensões das humildes gentes de algumas povoações

Deputado Manuel Fontoura

Manuel Fontoura: primeiro discurso na Assembleia da República, em 1978 Excerto 2 Manuel Fontoura Assim irei falar, não por ordem de importância, pois todas são importantes, mas naquelas que me parece merecerem, neste momento, uma certa prioridade e porque são o principal escolho e empecilho à entrada do progresso nas terras de Trás-os-Montes. Mesmo assim por onde começar? Pelo ensino, saúde, assistência na velhice, vias de comunicação, abastecimento de água, distribuição de energia eléctrica, habitação, saneamento básico, que sei eu, se tudo ou quase tudo nos falta? Como sem boas, ou pelo menos funcionais vias de comunicação, estradas, caminhos-de-ferro, via fluvial, e porque não, via aérea, os povos não se podem desenvolver e progredir, será por elas que irei começar. É a província de Trás-os-Montes servida por três grandes encruzilhadas que con

Manuel Fontoura, genuíno transmontano

Manuel Fontoura: primeiro discurso na Assembleia da República, em 1978 Excerto 1 Manuel Fontoura, enquanto Secretário da Mesa da Assembleia da República, ao lado direito do então Presidente da Assembleia da República, Leonardo Ribeiro de Almeida Manuel Henriques Pires Fontoura, genuíno transmontano, para além da sua vida familiar exemplar, sempre ao lado de sua esposa Adelina, também transmontana, e por ela constantemente apoiado, aconselhando-o nas diversas decisões, algumas difíceis, tomadas ao longo de uma vida em comum, juntamente com filhos, netos e bisnetos, Manuel Fontoura foi um homem de trabalho, muito ativo socialmente, ligado a movimentos e associações, guiando-se fielmente por princípios cristãos até ao fim dos seus dias. Participou durante muitos anos na vida política regional, mas também a nível nacional enquanto deputado.  Transcrevo, nestas páginas, em alguns excertos, o seu primeiro grande discurso na Assembleia da República, em 31 de janeiro de 1978, a propósito das c

Manuel Fontoura

Manuel Henriques Pires Fontoura Manuel Henriques Pires Fontoura nasceu em Montalegre a 12 de agosto de 1925. Ingressou nos Serviços Florestais de Vila Real em 1951, tendo chegado ao cargo de Chefe de Secção. Ainda nos Serviços Florestais, na Circunscrição de Santarém, tomou posse como chefe de repartição, em 1995, tendo-se Jubilado em 12/8/1995. Exerceu ainda as seguintes funções: Secretário-geral da Associação de Futebol de Vila Real, de 1972 a 1980; Presidente do Clube Vilarealense de Pesca Desportiva, em 1974; em 1975, Vice-presidente da Assembleia-geral, sendo eleito presidente da mesma, em 1976; Membro efetivo da Primeira Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila Real, de 28/10/1974 a 25/5/1976; Deputado à Assembleia da República, de 3/7/1976 a 12/11/1980; Secretário da Mesa da Assembleia da República, de 8/1/1980 a 12/11/1980; Presidente da Direção da Associação de Futebol de Vila Real, de 1980/81 a 1995/96;

Monografia de Sabrosa

"SABROSA da Pré-História à Actualidade" de A. M. Rocha Soares Sabrosa Desde há uns dias a esta parte, folheio, de novo, as páginas da Monografia do Concelho de Sabrosa, dando conta da importância deste livro, para quem tem a vontade ou simples curiosidade em conhecer melhor a História e histórias do concelho, cujo autor é A. M. Rocha Soares , personalidade sabrosense que referi já em artigos anteriores.  A monografia “SABROSA Da Pré-História à Actualidade” é uma edição do Município de Sabrosa, do tempo em que José Marques foi Presidente da Câmara Municipal, referindo na parte final do seu texto introdutório, inserto neste livro: Com a edição desta obra, que se constitui como a primeira Monografia do Concelho, mais uma vez, António Manuel Soares, presta um elevado serviço cultural à Comunidade Sabrosense. Trata-se de uma obra de homenagem à terr

Padre Ernesto Sales

A propósito do cento-cinquentenário do nascimento do Padre Ernesto Sales por Jorge Lage Padre Ernesto Sales Cento e cinquenta anos do nascimento do Padre Ernesto Augusto Pereira de Sales, nascido acidentalmente no Mogadouro em 1864 e vindo para Mirandela, aos três anos. Ordenado sacerdote em 1887 foi paroquiar Suçães até 1892 e Franco até 1893, passando a ser capelão militar da arma de Engenharia e pároco da Igreja da Graça em Lisboa. Destacou-se como escritor bem documentado e ajudou imenso o Abade Baçal na sua obra monumental. Da sua obra bibliográfica consta:  Notícia Histórica de Nossa Senhora do Amparo de Mirandela (1887); Discurso comemorativo da Batalha do Bussaco (1904); Livro do Soldado para sua educação moral e patriótica (1905); Livro do curso de instrução elementar pa

Fernão de Magalhães Gonçalves

Fernão de Magalhães Gonçalves por Costa Pereira Fernão de Magalhães Gonçalves Fazia Anos ! Dia de Reis Fernão de Magalhães Gonçalves é uma figura que vai ficar no panteão dos escritores e poetas transmontanos mais famosos. Nasceu em Jou (Murça) a 06 de Janeiro de 1943 e faleceu em Seul (Coreia do Sul) a 08 de Junho de 1988. Poeta, escritor, investigador e ensaísta, está credenciado homem de letras. Iniciou a sua carreira com o pseudónimo de Fernando Gil no Diário de Lisboa e na República. Depois de passar pelo Seminário dos Franciscanos em Braga, Leiria e Lisboa, concluiu que não tinha vocação sacerdotal. Sem perder a fé, mas antes a reforçar com doutrina e formação cultural, Fernão Magalhães Gonçalves desce ao encontro do que outros similares seus têm de engenho e arte para fazer reluzir com ele o que de belo a poesia tem para da

Miguel Torga

Miguel Torga, por Fernão de Magalhães Gonçalves Origens S. Martinho de Anta (imagem alterada) Toda a vida humana é uma história da infância. E a biografia de Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha) conta-se em poucas linhas. Autor de mais de cinquenta obras de poesia, prosa e teatro publicados desde os 21 anos, nasceu em 1907, a 12 de Agosto, dia de Santa Clara no calendário romano então vigente, em S. Martinho de Anta, Trás-os-Montes, e é do signo do Leão. Proveniente de uma família de condição humilde, teve uma infância rural, rigorosamente primitiva e possivelmente feliz. Enredada de desacertos e desencontros, a sua adolescência foi precocemente dura e brutal, humilhante, permanentemente instável. (...) S. Martinho de Anta em 1907 O dia 12 de Agosto de 1907, três dias antes das festas da Senhora da Azinheira, calhou numa segunda-feira e, em S. Martinho de Anta, era tempo de malhadas. As medas de centeio e trigo alinhavam-se rigorosamente a toda a volta do Largo do Eirô, pa

João de Deus Rodrigues

João de Deus Rodrigues, Prémio Nacional de Poesia 2011 Fernão de Magalhães Gonçalves João de Deus Rodrigues João de Deus Rodrigues nasceu na aldeia de Morais, concelho de Macedo de Cavaleiros, no ano de 1940. É casado e pai de dois filhos. Em 1961 foi para Lisboa, como militar, tendo depois ingressado no Ministério da Economia. Em 1970 é colocado no Ministério do Exército – Fábrica Militar de Braço de Prata – e mais tarde ficou a pertencer ao Ministério da Defesa Nacional, de onde é aposentado. Fez o Curso Complementar dos Liceus e frequentou cursos profissionais na IBM Portuguesa, e um curso de desenho e pintura. Fez exposições individuais de pintura e participou noutras coletivas, nacionais e internacionais, tendo sempre como tema dos seus trabalhos a Ruralidade. Trabalhou, ainda, doze anos na atividade seguradora.  Para além da escrita, colabora em a

Padre Fontes

Padre Fontes enviado por Eugénio Mendes Pinto Romance de uma vida (excerto) Montalegre Ando bem disposto, apesar do mau tempo que se tem feito sentir pelas bandas do Barroso. Hoje, o Sol abriu o cinzento e foi possível ver o azul do mar no céu. Não quero transformar o texto em poesia. Tudo quero simples como a minha simplicidade. Levantei-me cedo, pois este silencioso aroma da manhã obrigou-me a deixar os lençóis. Mas ando com azia. Penso que é do vinho doce que uns amigos me trouxeram do Porto. Delicioso esse mel. Não resisto àquele sabor da cor do sangue de Cristo, sem fermentações. Divino. É nestas pequenas coisas que Deus existe. Julgo que não estou a dizer nenhuma atrocidade. Deus está nas pequenas coisas, nos momentos que ficam para a eternidade, na beleza, na harmonia. Mas deixemos Deus repousar no dia que amanhece. Levantei-me, estive a escrever uns pequenos textos, celebrei missa e, como sempre, vim para a câmara. Durante a viagem de Vilar de Perdizes para Montalegre atravesso

Bento da Cruz

O ideal de felicidade de Bento da Cruz por Barroso da Fonte Quero «viver apaixonadamente e morrer a tempo» foi o ideal de felicidade de Bento da Cruz Convivi com Bento da Cruz na Barragem de Pisões na década de sessenta. Em 30 de Junho de 1962 abandonei o Seminário de Vila Real. E, nos primeiros dias de Julho seguinte, fui ali pedir emprego, recorrendo ao Senhor José Cruz que tinha sido primeiro sargento militar e que vivia maritalmente com minha prima, Maria do Carmo, professora do ensino primário. O seu Pai era conhecido pelo «Tio Vicente Terré», de Codeçoso que casara para Gralhós, onde a filha nasceu. Curiosamente veio a ser a professora que preparou para a quarta classe o atual Presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes, António Chaves, que curiosamente foi o maior confidente e biógrafo de Bento da Cruz.  O inspetor José Dias Baptista que foi meu condiscípulo de Seminário em Vila Real, desde o primeiro ano

Maria da Graça

Maria da Graça, uma mondinense de respeito por Costa Pereira Já uma vez, em Março de 2010, escrevi acerca desta minha distinta conterrânea, da diáspora, como eu, o que repito e teimo divulgar: "Não vai gostar, mas como a sei mulher que a quem como ela amar e defender a terra onde ambos nascemos é capaz de perdoar este meu atrevimento, eis-me a revelar o nome daquela "minha conterrânea Mg que para ver e conhecer gente transmontana que em verso ou prosa honre as letras lusas não há igual!", como noticiei no blog Ao sabor do tempo, em post, de 26 de Fevereiro 2010, intitulado "encontro cultural". Trata-se da minha conterrânea Maria da Graça Borges de Matos, natural de Mondim de Basto, onde nasceu a 4 de Janeiro de 1956, filha de José Teixeira de Matos e de Maria Alzira Teixeira Borges. Como já divulguei, nada de novo aqui. De novo, apenas que fez anos no passado dia 04, e que nem uma mensagem de parabéns lhe mandei. Nesse dia, infelizmente fui chamado, pela amizad

Nuno Nozelos

Nuno Álvares Pereira da Conceição Nozelos por Jorge Lage Nuno Nozelos nasceu em Fradizela (concelho de Mirandela), em 15 de novembro de 1931. Foram seus pais Manuel António Nozelos e Esperança de Deus Gonçalo, sendo Nuno o primeiro de oito filhos. Após o ensino primário na própria aldeia de Fradizela, frequentou o ensino dos Salesianos, primeiro em Poiares da Régua, depois em Mogofores e finalmente no Estoril, onde concluiu o curso de Filosofia. Posteriormente frequentou o Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa. Fez, além disso, diversos cursos de índole profissional, virados para a área jurídico-administrativa e relacionados com a carreira que seguiu no Ministério da Saúde. Aí começou a trabalhar em 1955, vindo a ocupar o cargo de técnico superior principal, lugar em que se aposentou em 1984. Paralelamente com a carreira administrativa, Nuno Nozelos esteve sempre virado para a escrita, sua grande vocação, quer enquanto escritor, quer enquanto jornalista e conferencista.

Piteira Santos

Piteira Santos, filho de barrosão e nome grande na Amadora por Barroso da Fonte Fernando António Piteira Santos, patrono da Biblioteca da Amadora, nasceu em 23-01-1918, na Amadora, mas era filho do barrosão Vitorino Gonçalves dos Santos, natural do concelho de Montalegre. A mãe - Leonilde Bebiana Piteira Santos - nascera em Lisboa, de família oriunda de Ançã. Esta senhora que fora católica praticante, familiarmente tratada por «Mãe-toni», faleceu em 26-02-1963, pouco tempo depois do filho ter partido para o exílio. O pai, valoroso republicano, foi promovido, por distinção, ao posto de tenente da GNR, sendo posteriormente transferido para o exército, de onde se reformou, como major. Foi agraciado com a Ordem Militar de Avis e com a Torre de Espada, falecendo em 27-02-1943. O seu biógrafo escreve que Vitorino Gonçalves dos Santos «herdou de seus pais traços marcantes das suas personalidades, ressaltando a inteireza de carácter e de fidelidade a princípios, faceta que se coaduna com a ati

A. M. Rocha Soares

A. M. Rocha Soares, autor da monografia "Sabrosa da Pré-História à Actualidade" A. M. Rocha Soares António Manuel da Rocha Soares, autor da monografia "Sabrosa da Pré-História à Actualidade", nasceu em Sabrosa, em 22 de Março de 1955. Frequentou os ensinos básico e secundário, naquela vila, ingressando no Liceu Nacional de Vila Real em 1972, tendo ali completado o Curso Complementar dos Liceus em 1974. Percorreu os duros caminhos da emigração, havendo trabalhado, durante as férias escolares, como operário fabril, em França, entre 1972 e 1980, tendo ali permanecido durante o ano de 1975. Leccionou, entre 1982 e 1986, nos ensinos preparatório e secundário, quer em Sabrosa, quer no vizinho concelho de Alijó, havendo entretanto obtido o Diploma Superior de Estudos Franceses Modernos, da Alliance Française . Acedeu, em 1986, à carreira de Oficial de Justiça, onde serviu cerca de 11 anos. Concluindo, em 1994, a Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universi

Jorge Golias, «Pai da Revolução» do 25 de Abril

Jorge Golias, «Pai da Revolução» do 25 de Abril por Jorge Lage O mirandelense Coronel Jorge Golias é o «Pai da Revolução» do 25 de Abril Jorge Sales Golias e "A Descolonização da Guiné-Bissau" A revista trimestral «O Referencial», órgão de informação da Associação 25 de Abril, no seu n.º 128 (Janeiro a Março de 2018) traz uma interessante peça sobre o colaborador do Notícias de Mirandela, Cor./Eng., Jorge Golias, com o título «O Pai da Revolução». Como diz o povo, «a verdade é como o bom azeite, vem ao de cima». Já aqui tinha referido que Jorge Golias esteve na génese do «Movimento dos Capitães» e o texto d’«O Referencial» vem confirmá-lo como verdade histórica. O texto da «Referencial» deve-se a Jorge Golias ter sido o «orador convidado» da 13.ª edição dos «Almoços com histórias», na sede da Associação 25 de Abril, em 10 de Janeiro último. Aí «o Coronel Jorge Sales Golias desfiou memórias, recordou narrativas, reviveu momentos da guerra na Guiné-Bissau e da revolução em Por

Jorge Sales Golias

Jorge Sales Golias por Jorge Lage Jorge Golias em destaque na Associação 25 de Abril A associação 25 de Abril, presidida pelo Coronel Vasco Lourenço, escolheu para o primeiro almoço/debate, de 2018, dia 10 de Janeiro, o Coronel Jorge Sales Golias, mirandelense que esteve na génese do Movimento dos Capitães. Grândola escreveu o seu nome no Monumento aos Capitães. Jorge Golias é seguramente uma das personalidades mais cultas de Mirandela e o que melhor conhece a sua longa História Municipal.  Nas Forças Armadas o seu nome é incontornável para as altas patentes e a História Contemporânea de Portugal refere-o como um destacado militar de Abril. Vasco Lourenço, no texto difundido aos associados, afirma que «o Jorge Golias (…) é um capitão de Abril genuíno, de todas as horas» e «elemento fulcral do Movimento dos Capitães na Guiné, o Golias seria determinante na conspiração, na acção concreta do 25 de Abril e no processo de descolonização/independência dessa antiga colónia portuguesa. (…) O c

Coronel Jorge Golias

Jorge Golias por Jorge Lage Biografia do Coronel Jorge Golias Terão andado, em Mirandela, à procura de alguém influente no 25 de Abril para discursar. Eu referiria duas personalidades: uma o ex-vereador e um dos melhores escritores de Mirandela, o Tenente-Coronel Henrique Pedro; o outro esteve na génese do MFA e do 25 de Abril, o Coronel Jorge Golias. Mas, para quem pouco conhece Jorge Sales Golias, nasceu em 1941, em Mirandela, onde fez o 5.º ano liceal e o 7.º no ex-Liceu Camilo Castelo Branco, em Vila Real. Concluiu a Academia Militar e Engenharia Eletrotécnica no IST. Participou na Guerra Colonial (Guiné 1972-1974) e no 25 de Abril de 1974 foi Chefe de Gabinete do Governador da Guiné, membro do MFA, do Conselho de Administração dos CTT/TLP e adjunto do Chefe de Estado-Maior do Exército. Tem o curso de Estado-Maior, o curso de Logística do Exército dos USA e o de Gestão de Empresas na AIP. É Coronel reformado. Foi administrador de três empresas. Pertence à CHT – Comissão da História

Aníbal Milhais, o soldado Milhões

Era transmontano o soldado Milhões por Barroso da Fonte Herói Nacional da I Guerra Mundial Nasceu em Valongo de Milhais, concelho de Murça, em 9 de Julho de 1895. Faleceu em 3 de Junho de 1970. O heróico soldado, gastando as suas munições e aquelas que os seus camaradas iam deixando à medida que tombavam, manteve os alemães em respeito, o que facilitou a retirada aos fugitivos. Esse gesto que contrariava as ordens do seu comandante, evitou a carnificina humana que seria muito mais catastrófica do que foi. Aníbal Augusto Milhais, seu verdadeiro nome, regressou ao seu batalhão, depois de vaguear sozinho, à deriva, facto que mais enobreceu a sua clarividência, lealdade e bravura. Logo aí foi condecorado com a Ordem de Torre e Espada do seu comando e, ainda em França, é-lhe conferida a mais alta condecoração a que um soldado raso pode aspirar. Em 1919 regressa a Portugal, passa pelos quartéis onde prestara serviço (Bragança, Chaves e Tomar) e recolhe a

Soldado Milhões

Soldado Milhões Centenário da Batalha de La Lys por Jorge Lage A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa, homenageou o Soldado Milhões, a 14 de abril de 2018, por ocasião do Centenário da famosa e maldita Batalha de La Lys, durante a Primeira Grande Guerra. Esta viria a terminar, sete meses depois, pelas onze horas, do dia 11 de novembro de 1918. Esta guerra foi de uma grande envergadura em que lutaram de ambos os campos de batalha cerca de setenta milhões de militares e tombaram nas várias frentes de guerra uns nove milhões. A batalha mais mortífera para o CEP (Corpo Expedicionário Português) deu-se na planície de La Lys. Esta toca-me por vários motivos: pela dimensão das baixas do exército português (alguém terá passado informação aos alemães porque fomos atacados quando se ia processar à substituição das nossas tropas por ingleses); por, mesmo estando feridos, carregarem na retirada o célebre Cristo das Trincheira que se encontra no Mosteiro da Batalha (há quase 60 anos); por