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A mostrar mensagens com a etiqueta Gourmet

Pão-de-ló e bolos de azeite

Pão-de-ló e bolos de azeite em bolachas São tão finos estes bolos de azeite, também designados popularmente por "bolos económicos", que se transformam em verdadeiras bolachas.

Foz-Tua e Castedo do Douro

Maravilhosa paisagem, numa das encostas mais belas do Douro A vista é maravilhosa, esta que se observa para o rio Douro, numa das encostas mais belas da região vinhateira, vislumbrando-se a aldeia de Foz-Tua. Apesar do fim de tarde e nebulosidade do céu, as cores do Alto Douro ali estão patentes, e a serenidade em harmonia com Santa Marinha e a sua capela, muito bem situada entre o Castedo e o rio! Palavras de simpatia e agradecimentos para essas duas aldeias – Foz-Tua e Castedo – são devidas neste momento, não apenas pela paisagem deslumbrante que entalham à sua volta e gratuitamente manifestam, mas também pela saborosíssima merenda com que nos presentearam, composta de, para além das especiais uvas de mesa, outros produtos regionais das redondezas, alguns ali enviados pelo Ilídio Monteiro, da padaria que gere, próxima à estação de caminho de ferro do Tua: pão de centeio, pão sovado e bolos económicos, iguarias simples, mas com particulares características de confeção e sabor, que sat

Bolos Cerimoniais

Bolos Cerimoniais Alguns manjares do primeiro de maio por Jorge Lage No livro, «As Maias entre mitos e crenças», falamos de alguns manjares do primeiro de Maio. O «Bolo Finto», de Estremoz, receita de Luísa Conceição Ribeiro Valente e recolhida pela M.ª das Neves, é um bolo cerimonial do 1.º de Maio, que se come bem cedo, acompanhado de um copito de aguardente ou licor, antes do nascer do Sol, «para não entrar o burro», nas pessoas da casa e nos animais. Este bolo encanta-me e a minha filha acha-o uma delícia, por isso abasteço-me quando por lá passo. O negócio vende bem desde o Alto Alentejo até Beja e, em vez do tradicional bolo de meio quilo ou quilo, já se espalharam os bolos fintos miniaturas, do tamanho dos económicos transmontanos. Mas, ainda sonho comer um dia um bolo finto feito em casa particular, por exemplo em casa da Luísa Conceição, em Veiros. O «Bolo Finto», como o nome indica, fica a fintar longas

Ainda o pão-de-ló

Pão-de-ló: farinha, açúcar e ovos O pão-de-ló tem como ingredientes a farinha, o açúcar e os ovos. Estes ingredientes são comuns em diversas regiões do país, apresentando-se, no entanto, com ligeiras mas diferentes nuances de sabor e doçura de região para região. Muito apreciado pelos portugueses, o pão-de-ló oferece também qualidades diversas em função das mãos que o confecionam.  Uns destacam-se em relação a outros, naturalmente. Sirva-se de uma fatia de pão-de-ló de Trás-os-Montes e Alto Douro e verá que aquilo que lhe parece igual, pode ser diferente, seguramente para melhor, com o devido respeito por outros pães-de-ló. Um bom vinho do Porto, doce, liga muito bem com a doçura do pão-de-ló. Apresentam-se a seguir ligações para outros artigos, neste blogue, sobre pão-de-ló: Pão-de-Ló "abatido" Pão-de-ló "abatido" (Vídeo) Pão-de-ló de Vizela

Marron Glacé

Castanha caramelizada por Jorge Lage O “marron glacé” ou castanha caramelizada tem na origem o uso e saber dos gregos e romanos de guardarem os frutos secos em mel, já que este é um poderoso conservante natural. Os franceses (possivelmente através dos conventos e mosteiros) foram herdeiros destes saberes e já na época do romantismo teve um desenvolvimento e aperfeiçoamento notável, uma vez que serviam para galantear as belas e nobres damas nos saraus e salões. Mais tarde os espanhóis ficaram impressionados com os preços altíssimos que os franceses vendiam o “marron glacé” em Paris, pelo que se informaram das técnicas e saberes e puseram mãos à obra. As palavras dos rótulos condizem com o produto e o alegre espírito galego:  “O autêntico «Marron Glacé» é o doce mais caro, romântico e esquisito do mundo.”; “Uma jóia gastronómica da nossa cultura europeia…”; “Sem corantes ou conservantes, alimenta o bom gosto e provoca optimismo e euforia.”; “Devemos comer tantos marrons glacés quantas as

Licor sem nome

Licor de aguardente, limão, açúcar e mel Numa consulta breve a duas edições do dicionário da língua portuguesa, pela necessidade de inserir este pequeno artigo sobre determinado licor caseiro na rubrica mais adequada das que fazem parte dos temas do blogue NetBila, concluí que “Gourmet” será a mais próxima para o assunto deste licor simplório que apresento. Se estiver enganado, talvez algum dos leitores faça o favor de me esclarecer, ou eventualmente sugerir nova rubrica. Assim, “Gourmet” é a palavra francesa que significa "apreciador de vinhos". Por outro lado, “Gourmet” é uma pessoa, geralmente entendida em vinhos e em gastronomia, que preza a qualidade e o requinte culinários, ou ainda produto de elevada qualidade para uso culinário.  No caso deste licor, ele não tem como componente o vinho, mas sim a aguardente bagaceira, também designada por bagaço, por ser feita a partir do bagaço de uva. O licor é, portanto, uma bebida açucarada que não é fermentada, cuja base é o álco

Queijo de ovelha curado da Quinta da Veiguinha

Queijaria Artesanal Quinta da Veiguinha, em Alfândega da Fé Não sendo um especialista de queijos, nem sequer um mero entendedor das características que conferem qualidade aos queijos, vou observando, aqui e ali, e vendo alguns programas televisivos sobre variadíssimos queijos e as suas confeções. Tive já oportunidade de constatar o trabalho e cuidados que  a feitura do queijo exige, principalmente o que se faz por processos artesanais. A montra de queijos à qual costumo dirigir a vista, de vez em quando, estava hoje vazia daquele que costumo comprar. Um pouco desanimado por esse facto, olhei em redor, verificando o carácter insignificante da variedade. Disposto a desistir da ideia de um aperitivo à base de queijo, reparo em duas unidades, ali, num canto, como desprezadas por outros clientes, imaginando o desânimo dos dois queijos, despertando assim a minha atenção. – Mostre-me estes dois se faz favor. Queijo de ovelha curado da Quinta da Veiguinha, em Alfândega da Fé Aproximando-me, en

Falachas, por Jorge Lage

Falachas: o pão mais primitivo de castanha As Falachas estiveram quase em extinção, não fosse a teimosia de uma ou outra “falacheira”. Sim, as Falachas seduziram-me e levaram-me a prosseguir a investigação sobre a Castanha, depois de publicar «A Castanha Saberes e Sabores», aparecendo o livro «Castanea uma dádiva dos deuses», com 100 receitas práticas em que entram as Falachas (páginas 251 e 252) de Pesqueira, de Cimo de Vila de Resende. Fiz cerca de 600 km por causa das Falachas. Porém, notícias deturpadas sobre as Falachas apareceram num ou noutro local e até no meio académico. O livro «Memórias da Maria Castanha» na página 53 e 54 dão uma definição sintética. Assim, o novo livro «Maria Castanha - Outras Memórias», teve de ir mais longe, dissipando crentes primários de certas receitas gastronómicas e alguns escritos de gente mais conceituada.  Quando surjam dúvidas não se fiquem pelo que, às vezes, ligeiramente se diz na internet com meias verdades ou até mentiras. Vão às fontes! Sob

Os Emigrantes, por Jorge Lage

Os nossos emigrantes são hoje mais selectivos nas compras que fazem Pão de azeite e azeitonas Os nossos emigrantes de volta mais uma vez, e muitos já idos de novo, neste ano de 2020   Pão de azeite e azeitonas - foto da Padaria Seramota Durante muitas décadas foi vê-los chegar para umas curtas férias com os bolsos cheios de dinheiro e a melhor forma de o ostentarem era (e é) nas grandes máquinas e nas compras que faziam nos supermercados. Varriam, literalmente, com tudo o que era bom e apetecível das prateleiras dos supermercados. Nas aldeias alardeavam-se as grandes compras e o que mais fizesse era o maior. As festas anuais eram de arromba, com muita música e fogo-de-artifício. Os ventos mudaram e quem dá brilho aos festejos anuais são mais os que por cá ficaram e aguentaram um mundo rural moribundo. Hoje, os nossos emigrantes são mais selectivos nas compras que fazem, procuram o melhor e o mais genuíno. É obrigatório levarem o nosso azeite local (Mirandela é o «Poço do Azeite»), o no

Queijos: queijo Roquefort

Queijos de leite cru e pasteurizados Roquefort O visionamento de um programa televisivo francês com legendagem em português, em 24-08-2017, no Canal 2 da RTP, sobre algumas marcas de queijos franceses, sugeriu este artigo, com destaque para o queijo "Roquefort". De facto, o texto que se segue é tão simplesmente a transcrição de parte desse programa, com alguns acrescentos, e que resolvemos inserir nas rubricas " Gourmet " e " Gastronomia ". "A França é conhecida também como a grande produtora da maior variedade de queijos – mais de 1000! Queijo Roquefort Existem queijos feitos com leite cru e queijos feitos com leite pasteurizado. Um dos queijos mais célebres em França é o Roquefort, sendo os mais preferidos o queijo "Emmental" e o "Camembert". Cada francês come em média, por ano, 24 Kg de queijo. Em geral, o queijo é, hoje em dia, usado não só como parte de uma boa sanduíche mas também em refeições mais complexas: pode encontrar-s

O milagre das novidades II

Tomate-cereja É bem conhecida, atualmente, esta variedade de tomate. Contudo, uma clara e breve explicação aqui se deixa, retirada do Dicionário da Língua Portuguesa:  "Tomate-cereja: variedade de tomate cujos frutos são do tamanho aproximado de uma cereja". " tomate-cereja ", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Também neste caso, tal como aconteceu com os figos referidos no artigo anterior , o tomate-cereja que apresento na imagem foi oferta de uma outra amiga, igualmente bondosa e simpática, amiga de distribuir e preocupada em não deixar estragar a sua colheita, oferecendo. Clique na imagem para ampliá-la O tomate-cereja come-se muito bem na sua simplicidade, como as cerejas. Mas, aprimorando um pouco, faça-se uma refeição ligeira ou acompanhe-se com qualquer outro prato. No caso, após a oferta e de imediato, decidiu-se numa espécie de simples homenagem à “novidade” e a quem no-la presenteou, colocar uma boa porção numa taça, lançando pequenas pedrinhas d

O milagre das novidades

As colheitas, os novos frutos! Houve já oportunidade de referir em anterior artigo neste blogue o significado da palavra “novidade”, ou no seu plural “novidades”, para os agricultores. As colheitas novas, os novos frutos, aos quais por vezes não damos a devida importância, aí estão prontinhos para completar as nossas refeições. Estes caminhos e costumes rotineiros, ano a ano, como as colheitas, são muitas vezes desvalorizados e encarados como normalidades, não se lhes dando o valor que merecem. Clique na imagem para ampliá-la Para quem não acredita em milagres, uma breve reflexão sobre este brotar da terra dos alimentos, ao mesmo tempo apreciando-os e degustando-os com respeito, amenizará certamente algumas considerações e correntes de pensamento.  Nem sempre os agricultores ficam satisfeitos com as suas colheitas. Vezes há em que a produção é escassa ou, pelas circunstâncias do tempo, as novidades nem sempre terão a qualidade desejada. Não é o caso dos preciosos figos que uma amiga o

Novidade ou Novidades

As novidades, tantas e saborosas “Novidade” ou melhor ainda “Novidades” são palavras que têm um significado muito importante para quem, com trabalho árduo, vê o resultado desse labor levado a cabo durante dias e dias, semana a semana com todos os cuidados que dizem respeito à faina agrícola, permitindo agora colherem-se as novidades, tantas e tão saborosas. Algumas delas vão servir diretamente as pessoas, agricultores e seus familiares, amigos, mesmo os das cidades, sabedores da qualidade dos produtos naturais das aldeias, das suas aldeias, com os sabores genuínos que não encontram nas grandes superfícies comerciais durante o inverno que se aproxima. “Novidade” ou “Novidades” são palavras que significam “notícia”, “qualidade de novo”, “raridade”; mas significam também “novos frutos do ano”, “searas” – campos com cereais prontos a alcançar. Estas são as novidades que o pequeno agricultor, o chamado agricultor que pratica a tal agricultura de subsistência, retira para o seu sustento. Na