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Montalegre é o concelho das barragens

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Noroeste Transmontano e suas Barragens (III) Bem podemos dizer que Montalegre é o concelho das barragens que conferem beleza, frescura e desporto às populações periféricas. E sobretudo iluminam e dão força motriz a muitas unidades industriais do norte de Portugal. Mas os Barrosões têm sido injustiçados porque pagam a energia que exportam mais cara do que quem a recebe e, as contrapartidas, estão longe, muito longe, de compensarem a ocupação dos melhores vales, que obrigaram à desertificação do concelho e à não cobrança de impostos, como o IMI. Em Terras de Barroso há, pois, três barragens que produzem energia que abastece o país. Pisões, Venda Nova e Paradela. Integralmente em solo do concelho de Montalegre. Ainda parcialmente em solo de Montalegre está a Barragem de Salamonde. É nesse solo que se fundem os dois importantes rios que ao longo do seu curso refrescam e injectam nos terrenos envolventes a humidade que os lameiros exigem para florescer o feno e medrar a erva que engordam,…

Barroso da Fonte, contribuidor do NetBila

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Noroeste Transmontano e suas Barragens (II) O Rabagão nasce na lama dos Porcos, em Codeçoso (Meixedo), dirige-se para sul, fecunda esse imenso e fértil vale, atravessa a EN 108 (Montalegre-Chaves), banha e distrai os pescadores da boa truta. Originou a ponte romana de Peirezes e entra, mansamente, em S. Vicente da Chã, onde começa a maior Barragem do sistema Cávado-Rabagão, construída entre 1958 e 1966. Teve esta albufeira o privilégio de ter a primeira central de bombagem do país, ou seja, além do túnel que perfura a serra de Viade  para ir buscar o reforço do caudal ao Cávado. Tem mais um túnel de 5,9 km que leva a água da Barragem de Pisões (ou Alto Cávado) para a da Venda Nova (1950). Mas, em caso de necessidade, esse aproveitamento, até àquela data, inédito, era composto por uma central subterrânea, com dois grupos turbino-alternador-bomba de 45 MVA cada. Essas bombas permitem a bombagem das águas da albufeira de Venda Nova para a de Pisões. A subestação é composta por dois tran…

Barroso da Fonte

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Barroso da Fonte, contribuidor do NetBila Barroso da Fonte, contribuidor do NetBila, publicando textos sobre Trás-os-Montes, principalmente os relacionados com a sua região natal - o Barroso -, enviou-nos, em março de 2013, texto sobre o Noroeste Transmontano e suas Barragens.  Por excertos, republicaremos neste blogue o artigo de Barroso da Fonte sobre os principais rios que nascem, fertilizam e refrescam os solos de Barroso: Cávado, Rabagão e Bessa.
Noroeste Transmontano e suas Barragens
Cávado, Rabagão e Bessa São três os principais rios que nascem, fertilizam e refrescam os solos de Barroso: Cávado, Rabagão e Bessa. Todos férteis em truta e outros espécimes piscícolas. O primeiro nasce na Fonte Fria, na vertente sul da Serra do Larouco, (1.525 m).  A Câmara de Montalegre fez, à sua passagem,  bem junto à marginal, um parque de lazer, com um reconfortante açude que substitui, para muitos, a praia atlântica e mediterrânica, para além de parque de merendas. Segue o leito que sempre te…

Nordeste Transmontano

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Aspectos interessantes do Nordeste Transmontano O Nordeste Transmontano é constituído pelos concelhos de: Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo-de-Espada-à-Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vimioso e Vinhais. Toda esta região é repousante e mais «limpa» porque menos explorada. Tem potencial para constituir o escape do citadino cansado e saturado. No Nordeste Transmontano há uma grande diversidade paisagística. A este respeito podem referir-se as escarpas imponentes do Douro Internacional, a serenidade dos planaltos de Miranda e de Mogadouro, os contrastes entre os agrestes penedos graníticos e os vales frondosos da Vilariça, os maravilhosos espectáculos das amendoeiras em flor e das cerejeiras, as serras de Bornes, Coroa, Nogueira e Montesinho (Parque Natural). No aspecto etnográfico refiram-se a existência de um dialecto - o Mirandês - e os usos e costumes ancestrais como as «máscaras» usadas ainda ho…

Trás-os-Montes

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Pelos caminhos de Trás-os-Montes Dizem os escritores e os poetas transmontanos que Trás-os-Montes é uma dádiva especial da Natureza e a grande obra de pedra e água feita em Portugal. É neste Norte que, arduamente, se riscam e planeiam caminhos, se cruzam vontades e se resiste, com granítica força e persistência dos rios, à invasiva e danosa cultura que desvirtua e engana a História. São incontáveis os caminhos que podem percorrer-se na região transmontana. As estradas existentes podem considerar-se, hoje, suficientes para, de automóvel, se atingir facilmente qualquer ponto da região. Do Douro até à fronteira norte com Espanha, sucedem-se os montes para todos os gostos: uns agrestes e extremamente frios na estação do inverno, outros suaves e cultivados, possuidores de microclimas a suportarem vales traçados por riachos de águas límpidas, convidativas a um mergulho de frescura por entre uma vegetação constituída por pinheiros, amieiros, carvalhos, castanheiros, vidoeiros e muitas outra…

Nas margens do rio Olo

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A caminho da Açureira, Mondim de Basto
Ainda na margem esquerda do rio Olo, no lugar do Barreiro, de pedra em pedra, atravessa-se para a outra margem, menos acidentada, com caminho para a Açureira, terra de colheitas e do feno que atirará por terra os mais incautos quando cortado rente ao chão. Naqueles rebos entremeados nas águas, por elas desgastados e arredondados, autênticas camas de frescura ali se oferecem a quem quiser recostar-se e descansar um pouco.

Bouça, rio Olo, lugar do Barreiro

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Parque Natural do Alvão
Em pleno Parque Natural do Alvão, na margem esquerda do rio Olo, a uns 1500 a 2000 metros a montante das Fisgas de Ermelo, encontra-se a Bouça Diabólica, assim lhe chama o seu proprietário, Joaquim Dinis, natural daqueles montes, concretamente do lugar do Barreiro.

Cagalhonas de cabra

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Reconhecimento por tão viçosas alfaces Homens ou mulheres há como este que evidencio, em sinal de reconhecimento por certos favores prestados e paciente escuta de lamentações, a propósito das alfaces raquíticas que tinha no quintal virado ao vento frio do norte.  Alguém lhe deixou mesmo atrás do automóvel um saco... cheio... não sei de quê, dizia o dono da viatura, transmontano citadino. Quando este chegou a casa, curioso com tamanho saco e ainda por cima pesado, abriu-o desapertando o barbante.  Algumas semanas depois, olhava sorrindo a um canto do quintal, observando as alfaces, os pés de feijão e os tomateiros crescendo pujantes pelo efeito das cagalhonas de cabra que, do saco, tinha espalhado na terra e a tornaram bem mais produtiva. Abençoada forma de agradecimento daquele transmontano que das cagalhonas de cabra bem aproveitadas tão viçosas alfaces deu!...

Praia do Azibo

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Praia do Azibo, Macedo de Cavaleiros

Trás-os-Montes e Alto Douro

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Região transmontano-duriense Desde sempre andaram muito ligadas a região de Trás-os-Montes e a região do Alto Douro e, por isso, a usada expressão "Trás-os-Montes e Alto Douro" denota a ideia de uma só região. Esta ideia perdura ainda nos dias de hoje, apesar das identidades distintas que são caracterizadas por alguns pormenores de natureza paisagística e dos costumes das suas gentes. Talvez estas diferenças tivessem originado percursos distintos e, deste modo, constata-se uma área - Trás-os-Montes -, mais rude na sua paisagem pelos seus montes e nos costumes dos seus habitantes e outra área - o Alto Douro -, mais concordante com o vinho que produz, o vinho do Porto, também chamado vinho tratado ou vinho fino. As próprias autoridades de governação local têm, em nosso entender, seguido caminhos condizentes com a estrutura cultural de cada uma destas duas zonas que, no entanto, se considera como a mesma região. Entendemos a importância do valor e da riqueza em todos os seus v…