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A mostrar mensagens com a etiqueta Informação

Sobre a laboração nas minas do Vale das Gatas

Alguns aspetos da laboração nas minas do Vale das Gatas, na freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, concelho de Sabrosa Eduardo Vilela descreve-nos as suas experiências enquanto trabalhador nas minas do Vale das Gatas, onde, para além de mineiro, desempenhou outras profissões. Neste vídeo, o Eduardo fala de interessantes curiosidades e do fim da atividade nas minas daquele lugar, e o consequente desemprego que originou, com referência a pormenores atribulados desse período difícil. youtube.com/c/netbila

A Devesa, em S. Lourenço de Ribapinhão

Do Santuário de Nossa Senhora da Saúde, para S. Lourenço de Ribapinhão, aldeia sede de freguesia, do concelho de Sabrosa.

Foral de Lagoaça

Mosaicos de Ciência e Cultura Transmontana Por  Barroso da Fonte Publicação recuperada do NetBila, de  07 julho 2011 Foral de Lagoaça Não é plágio, é elogio na hora certa e no lugar próprio Durante o mês de Junho último vieram à luz do dia livros que valem ouro e que merecem palmas. De autores nacionais houve muitos. Mas como dos Transmontanos se fala pouco e daqueles falam muito as televisões, as rádios nacionais e jornais de elite, seja-me lícito falar de três exemplos de obras que abonam Trás-os-Montes e os Transmontanos, como os castanheiros da Terra Quente. António Manuel Pires Mosca surpreendeu tudo e todos, com a monografia de Monte de Arcas - uma aldeia da Montanha Transmontana, nos meados do século XX. Chamou a essas 450 páginas Quem me dera naqueles montes... Mais que uma monografia, é um tratado de sociologia rural, onde todos fazem de tudo e onde a moeda corrente é «hoje para ti, amanhã para mim». Tivesse o autor batido à porta de uma reitoria universitária a requerer a def

A Olaria em Bisalhães

A Olaria em Bisalhães - Vila Real Publicação recuperada do NetBila, de 1 de abril de 2009 Peças em barro de Bisalhães(...) A Olaria é a arte de trabalhar o barro. Nasceu com os primeiros passos da evolução dos primitivos pois tinham necessidade de cozinhar e guardar os alimentos. Cedo se espalhou por toda a parte e chegou à Península Ibérica. Na nossa região, diziam os oleiros mais antigos, fixou-se, principalmente, em Lordelo; passou para Mondrões e estacionou em Bisalhães. Matéria-prima: barro e água. Locais do barro: os barreiros da Telheira, em Parada de Cunhos, e os barreiros de Chaves. Trabalhos preparatórios: seca-se o barro ao sol, numa eira; leva-se, em baldes ou caixotes, para o salote ( espécie de barraco ) onde fica arrumado; esmigalha-se, no pio; peneira-se para a gamela onde é amassado com água; fazem-se as peis ( postas de barro ) com o peso, mais ou menos, de vinte a trinta quilos. Uma piada dá duas ou três peis. Técnica: coloca-se uma bola de barro no tampo de uma roda

A Banana

A Banana Enviado por Jorge Lage Publicação recuperada do NetBila, de 16 de fevereiro de 2009 A Banana é muito nutritiva e recomendada aos desportistas por ser fonte de energia de rápida assimilação, sobretudo em refeições ricas em gorduras. Comida em madura é de fácil digestão, mas em verde não, e contém mais fibras para um melhor trânsito intestinal, prevenindo as úlceras. 100 g de banana tem 95 calorias, 75% de água, 21 g de açúcares, 29 g de hidratos de carbono, fibras e rica em magnésio, fósforo, vitaminas A e C, potássio que combate as cãibras. Dizem que a mistura de banana verde e uma maçã juntas, durante alguns dias, num local escuro e num saco de papel, aumenta a quantidade de potássio na banana. O potássio combinado com o sódio estimula a produção de colagénio na pele, fazendo retardar o envelhecimento. Originária da Nova Guiné, sudeste asiático, aí cultivada há mais de 5.000 anos, sendo, depois do arroz, trigo e milho, o quarto alimento mais utilizado no mundo. Deve ter sido

Freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, na História

S. Lourenço de Ribapinhão: alguns aspetos da sua História, por Dr. António Soares Em boa hora solicitou a Junta de Freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão ao Dr. António Soares, para, através dos seus vastos conhecimentos de História Universal e do saber resultante dos sucessivos trabalhos de investigação a nível local, organizar uma sessão cultural, abrangendo um conjunto de aspetos históricos referentes à freguesia de S. Lourenço. Dr. António Soares e a Presidente da Junta de Freguesia de S. Lourenço, Dra. Cilina Vilela Ocorreu, deste modo, numa sala plena de curiosidade e interesse, no dia 2 de outubro de 2022, das 17:00 às 18:15 horas, no Centro Social e Promoção Cultural e Desportiva de S. Lourenço de Ribapinhão, a tão esperada sessão que, em meu entender, também ela fez história, pois tanto quanto sei, não tem precedentes na freguesia um evento tão importante no que respeita à exposição e informação detalhada de elementos históricos mundiais, ligados à História local da freguesia

Sobre o vídeo das Queijatas

  Algumas considerações sobre o vídeo das " Queijatas " publicado neste blogue e no seu Canal do YouTube .

Atividades do NetBila

Serrobeco

Serrobeco ou Serrubeque No vídeo “ Caminhos de Vilar Celas ”, António Vilela refere-se ao “serrubeque” ou avental de “serrubeque”. Tomei eu próprio a liberdade de inscrever no subtítulo desse vídeo a expressão “xaile de serrubeque”. De facto, tal como em outras terras, na freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, em tempos que já lá vão, chamava-se “serrubeque”, como muito bem diz o António, ao tecido grosseiro resultante da lã das ovelhas de “serrubeque” – ovelhas de cor preta, cuja lã seria muito áspera, mas que protegia muito bem do frio e da chuva as senhoras que o usavam. Entretanto, contribuindo para um melhor esclarecimento desse termo antigo, a Márcia Parente e o José Vilela, comentando no Facebook, associaram a palavra “serrubeque” às capas de burel, despertando a minha curiosidade, levando-me a uma breve pesquisa e consulta ao dicionário de língua portuguesa, concluindo que o termo popular em referência deve escrever-se serrobeco, tal como consta no dicionário online Priberam.

Prémio literário atribuído a Jorge Lage

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa premiou o escritor Jorge Lage A Direção da Casa de Trás-os-Montes e Alto-Douro atribuiu o Prémio Literário Prof. Doutor Adriano Moreira, de Carreira, ao escritor Jorge Lage, segundo notícia da mesma Direção, na sua página do Facebook. O escritor e investigador, também jornalista, colaborador em vários jornais transmontanos e blogues, entre os quais este mesmo, o NetBila, em netbilanews.com , é natural da aldeia de Chelas, concelho de Mirandela, constando no “Dicionário dos Mais Ilustres Transmontanos e Alto-Durienses”. Jorge Lage tem dedicado uma boa parte do seu tempo ao estudo da história, cultura e tradições da castanha, sendo considerado um especialista, com vários livros publicados sobre o tema. Jorge Lage, investigador etnográfico Jorge Lage, investigador e escritor (vídeo)

Jogos Populares, em Vila Real, em 1977

Jogos Populares Transmontanos Jogos Populares Transmontanos, em Vila Real, em 1977 (A taça para o 1º prémio) Como foi já referido nestas páginas, o tema "Jogos Populares" e a feitura de alguns artigos relacionados, apoiaram-se no estudo e investigação efetuados por António Cabral, expert do Conselho da Europa no II Estágio Alternativo Europeu sobre Desportos Tradicionais e Jogos Populares. Excertos, imagens e resumos dos seus livros editados sobre este tema, têm sido aqui inseridos. Diz António Cabral no seu livro "OS JOGOS POPULARES (Onze anos de história: 1977-1988)" que a grande festa de Jogos Populares ocorreu, em vários pontos da cidade de Vila Real, em 13 de Novembro de 1977. Com um garrido cenário de zés-pereiras, tunas, bandas de música, ranchos folclóricos e grupos de teatro, participaram nos jogos, perante vários milhares de espectadores, cerca de 1150 pessoas (crianças, jovens e adultos de ambos os sexos) . Subida ao poste ensebado, jogo do cepo, jogo da

Jogos Populares

Implementação dos Jogos Populares pelo CCRVR António Cabral Segundo o livro "Os Jogos Populares" de António Cabral, foi em Vila Real que, em 13 de Novembro de 1977, se iniciou o movimento de recuperação festiva dos jogos populares, tanto em Portugal como no resto do mundo. Em Setembro de 1988, o CCRVR - Centro Cultural Regional de Vila Real - preparou: - os II Jogos Populares do Marão, juntamente com a Associação Cultural de Candemil; - os VII Jogos Populares Galaico-Transmontanos de colaboração com a Associação Pedagógica Galaico-Portuguesa; - os VI Jogos Populares Transmontanos; - os V Jogos Populares Transmontanos Infantis. Fez a avaliação da sua participação na grande festa de Jogos Populares Portugueses, em Lovaina (Bélgica), entre 14 e 18 de Setembro. Trabalhou, através do seu representante, na Comissão de Honra dos Jogos da Malha, uma iniciativa da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. Preparou uma exposição sobre jogos populares e organizou uma ludoteca. A apresent

As Festas dos Jogos Populares

O Jogo das Panelas, junto à Torre de Belém Imagem do livro "Os Jogos Populares (Onze anos de história: 1977-1988)", de António Cabral Jogo das Panelas, numa festa de Jogos Populares, junto à Torre de Belém, em Lisboa! A partir de 1977, com a grande festa de jogos populares - I Jogos Populares Transmontannos -, inúmeras localidades transmontanas começaram a festejar o seu reaparecimento. De facto, nesta altura, as populações sentiam que a cultura popular, a sua própria cultura, renascia pelo interesse e empenho que todos demonstravam e pelos apoios que recebiam das estruturas locais do Estado. António Cabral esteve à cabeça deste movimento, contribuindo com o seu entusiasmo, a sua investigação e o apoio dado aos grupos que, entretanto, se formaram e organizaram em associações culturais, tomando estas parte na implementação dos jogos, alguns deles adormecidos pela distância do tempo. Até ao ano de 1988, os jogos populares transmontanos percorreram e divertiram milhares de pesso

Jogos populares entre 1981 e 1988

António Cabral foi o grande estudioso e investigador dos Jogos Populares António Cabral Entre os anos de 1981 e 1988, os jogos populares transmontanos foram, por todo o território nacional e por vários países, mostrados e discutidos nas suas várias vertentes e sensibilidades. Além dos jogos propriamente ditos, com a participação festiva das populações, conferências, cursos, seminários, reuniões, publicações, exposições, filmes, etc., aconteceram com patrocínios das câmaras municipais e juntas de freguesia, centros culturais, escolas e universidades, Fundação Gulbenkian, Instituto Nacional dos Desportos e outras entidades. O tema foi estudado, investigado, discutido e colocado à disposição de todos, durante este período áureo dos Jogos Populares Transmontanos. António Cabral foi, de facto, o grande estudioso e investigador destes jogos que provêm de tradições ancestrais e que

Os Jogos Populares

Exagero dos detalhes Detalhes que não favorecem a actividade lúdica Numa pequena reflexão sobre jogos, no seu livro "Os Jogos Populares", António Cabral alerta para o exagero dos detalhes. Em jogos tão simples, como por exemplo, os jogos das crianças, mas também os dos adultos, determinados pormenores àcerca das regras, quando levados em conta com objectivos perfeccionais, desvirtuam completamente a actividade lúdica. Diz o autor: " ...num jogo tão simples como a Corrida do Arco, entrar em detalhes que nada têm a ver com a actividade lúdica infantil, complicando, por exemplo, o sistema de pontuação relativamente à queda do arco, ao derrube de obstáculos e aos minutos de prova, transforma-se o jogo numa autêntica gincana. Assim, com exagero de procedimentos em relação às regras de jogo, este deixa de ter características simples e perde espontaneidade e naturalidade. " António Cabral alerta ainda que os meios técnic

Os Narros

Quem são os Narros? por Jorge Lage Pela proximidade de uma localidade os vizinhos tendem sempre a arcar ou a ser confundidos, pelos que estão de fora. Em Valência ao ouvirem-me falar, disseram-me que eu era Galego. Até sou de perto e até o meu amigo José Posada, grande referência na indústria da castanha, dizia que eu era «Galego do Sul». No Litoral Centro chegam a dizer-nos que somos Espanhóis, pelo simples facto de ficarmos perto da fronteira.  Também a família mesmo que afastada acaba toda por «herdar» a mesma alcunha ou o epíteto. Mesmo que se queira negar, aparece logo quem diga: - É rescendido de… Vem isto a propósito de quem são os «Narros» ou mais depreciativamente os «Nharros»? Depois de muita consulta, investigação e pesquisa para o livro «Mirandelês», chegámos à conclusão que, em tempos recuados, os «Narros» seriam os humildes artesãos de metais dos subúrbios do casco velho de Bragança, hoje bem integrados na cidade. O Dicionário de Espanhol-Português refere «narria» como um

O Pulsar do País Real

Portugal adveio de um processo fraternal por Barroso da Fonte Por Barroso da Fonte, foi escrito este texto, e enviado ao NetBila, no dia 24 de Junho de 2011, data em que se completaram 883 anos da Batalha de S. Mamede, travada em Guimarães, após um processo quase ensaiado 268 antes. Ou seja: Portugal adveio de um processo fraternal que povos ancestrais foram preparando para que a emancipação se transformasse com quietude e naturalidade. Em 868 deu-se a reconquista cristã, com Vímara Peres a ser designado primeiro titular daquela porção de terreno que ocupava a parte poente do Império Asturo-Galaico-Leonês. Onde desagua o Rio Douro existia uma povoação conhecida por Cale que tinha influência fulcral para a entrada e saída daqueles que viviam do mar e pretendiam sossegar em terra firme, ou que, vivendo em terra, utilizavam o mar para viagens mais distantes. Desse movimento de entradas e saídas nasceu o Portus de Cale que daria Portusc

Na formação de Portugal

Na formação de Portugal: Preponderante o papel de Santos Portugueses por Barroso da Fonte O Grupo dos Amigos da Piconha nasceu dia 19 de Fevereiro de 2005, durante uma confraternização entre Transmontanos, mais ligados à Região de Barroso. Começou por uma aposta entre dois dos presentes, sobre quem ganharia as eleições legislativas do dia seguinte. Quem perdeu, pagou. Para engrossar o grupo, começaram por convidar os restantes membros da mesa. Depois o homenageado desse dia, mais um por isto e mais outro por aquilo. Fixou-se o grupo em doze casais. Vivem dispersos por todo o país: Lisboa, Gaia, Porto, Guimarães, Chaves. Mas para epicentro elegeu-se Tourém, no concelho de Montalegre. E, para pretexto das várias reuniões culturais, gastronómicas e turísticas, escolheu-se o simbolismo histórico do Castelo da Piconha que foi Português até ao Tratado dos Limites, em 1864, que pretendeu endireitar as fronteiras entre Portugal e a Espanha. Como sempre acontece em partilhas, uns ganham e outro

Monografia de Sabrosa

"SABROSA da Pré-História à Actualidade" de A. M. Rocha Soares Sabrosa Desde há uns dias a esta parte, folheio, de novo, as páginas da Monografia do Concelho de Sabrosa, dando conta da importância deste livro, para quem tem a vontade ou simples curiosidade em conhecer melhor a História e histórias do concelho, cujo autor é A. M. Rocha Soares , personalidade sabrosense que referi já em artigos anteriores.  A monografia “SABROSA Da Pré-História à Actualidade” é uma edição do Município de Sabrosa, do tempo em que José Marques foi Presidente da Câmara Municipal, referindo na parte final do seu texto introdutório, inserto neste livro: Com a edição desta obra, que se constitui como a primeira Monografia do Concelho, mais uma vez, António Manuel Soares, presta um elevado serviço cultural à Comunidade Sabrosense. Trata-se de uma obra de homenagem à terr

Quadras populares a S. Gonçalo de Amarante

Quadras populares a S. Gonçalo de Amarante in «Aveiro do Vouga ao Buçaco» Enviado por Jorge Lage (…) Foguetes em S. Gonçalo Há festa na beira-mar! As velhas cantam de galo… Nunca é tarde p’ra casar! (…) S. Gonçalo, meu Santinho, Como tu não há nenhum! Arranja-me um maridinho Para quebrar o jejum… (…) Meu santinho, desespero, Repara na minha idade! Por favor, eu também quero O que quer a mocidade (Amadeu de Sousa – poeta popular) (…) S. Gonçalo de Amarante, Casamenteiro das velhas, Por que não casais as novas? Que mal vos fizeram elas? (…) Hás-de saltar as fogueiras À noite no arraial, Dançar com velhas gaiteiras Uma dança divinal. (João Gaspar) Quadras populares a S. Gonçalo de Amarante in «Aveiro do Vouga ao Buçaco», de Amaro Neves e outros. As festas e romarias fazem parte das festas cíclicas anuais e são precisas para a alma do povo como de pão para a boca. O povo tem remédio para tudo na Bíblia e nas tradições e saberes orais. Há santos, rezas, mezinhas e produtos do campo para tod