Caminhos de Vilar Celas, Carvalhada, Saudel, e xailes de serrubeque!
Número de telefone para contactar o Sr. Delfim: 969179420 No lugar das Paredes, freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, o encontro espontâneo com Delfim da Silva Monteiro que, em tempos, me contou a lenda de Nossa Senhora das Candeias. Neste vídeo, em linguagem simples, muito expressiva, refere as curas que consegue a quem o procura, através da invocação de Nossa Senhora da Saúde!
Gostei deste passeio virtual e veio-me à lembrança um maravilhoso poema que aí foi escrito num tempestuoso dia de caça, pelo meu saudoso pai.
ResponderEliminarGALÁXIA
_Fragas de Anta. Era de Cristo. Vento furioso arrepela a carvalhada de Ludares e o céu faísca na fragada de Vilar de Celas. Granizo como ovos. A Senhora da Azinheira? Nada, aposentou-se de milagres. Agacho-me a contra-vento duma anta, o cão a grunhir aos calcanhares. Lavrei acta do acontecimento:
Vão em louca farândola exangues folhas mortas
Da última primavera que passou
E anda o vento a uivar faminto pelas portas
Apátrida e sem Deus, que sua dor voltou.
Some-se a vida à terra, aves desaninhadas
Têm silêncios na voz, pousam nos galhos nus...
Tiritam de miséria as faunas enfragadas
E um céu de mau agoiro anda a turvar a luz.
Mas esta é a galáxia - o centro do Infinito
Onde a vida acontece e sitiado habito
dobrado à contrição de cegos fatalismos...
E alheia à tragédia, a Terra paralítica
Prossegue silenciosa a grande curva elíptica
Num tropismo fatal ao caos e aos abismos!
M. Vaz de Carvalho in Poemas do Solstício
Belos trilhos na zona.
ResponderEliminarGostei destes lugares que desconheço sendo embora neles que brotam as minhas raízes.
ResponderEliminarLindo poema.
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