Vinhos e temperaturasNetBila'News Avançar para o conteúdo principal

Vinhos e temperaturas

Influência das temperaturas no sabor dos vinhos



Normalmente bebe-se o vinho branco demasiado gelado e é assim que ele é degustado por uma grande maioria de apreciadores. Esta ideia é contrariada pela generalidade dos enólogos que, dizem, o facto de se beber o vinho branco fortemente gelado contraria a apreciação na sua plenitude, naturalmente porque nesse estado ficam inexpressivas algumas das características do vinho e, quem sabe, poderão as próprias papilas gustativas não reconhecer tão facilmente toda a variedade de gostos que o vinho branco proporciona.
Dizem os sabedores do tema "Vinhos" que um branco normal deverá ser servido a uma temperatura que ronde os dez graus centígrados. É evidente que, neste e noutros casos, o gosto de cada um tem de ser levado em conta, reconhecendo-se, contudo, que determinados parâmetros não devem ser ultrapassados, como o arrefecimento brusco em congelador.
Tal como os brancos, no que respeita a temperaturas, os tintos têm as suas regras para serem bebidos. Neste caso, entre os normais consumidores e mesmo em restaurantes ditos de qualidade superior, existe o hábito de se afirmar que os vinhos tintos devem ser bebidos à temperatura ambiente. Como facilmente se reparará, a temperatura varia precisamente de ambiente para ambiente. Sabem todos que, sobretudo no verão, há ambientes extremamente quentes e, por isso, não se aconselha a seguir aquela regra. Um bom tinto encorpado não deverá ser bebido a mais de vinte graus centígrados; um tinto jovem bebe-se bem a uma temperatura entre os treze e os quinze graus. De modo que, dependendo das situações climatéricas, não devem certos apreciadores chocar-se com um tinto ligeiramente arrefecido no frigorífico.
Relativamente aos vinhos generosos: um Porto Tawny e um Moscatel devem ser um pouco refrescados a uma temperatura que ande à volta dos doze graus centígrados. Um Porto Vintage aprecia-se muito bem a uma temperatura de dezoito graus, sensivelmente.
Sendo assim, os vinhos mais encorpados e pesados servir-se-ão, de preferência, no inverno e os mais leves no verão.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Encontro com Delfim da Silva Monteiro, nas Paredes

Número de telefone para contactar o Sr. Delfim: 969179420 No lugar das Paredes, freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, o encontro espontâneo com Delfim da Silva Monteiro que, em tempos, me contou a lenda de Nossa Senhora das Candeias. Neste vídeo, em linguagem simples, muito expressiva, refere as curas que consegue a quem o procura, através da invocação de Nossa Senhora da Saúde!

Quadras populares a S. Gonçalo de Amarante

Quadras populares a S. Gonçalo de Amarante in «Aveiro do Vouga ao Buçaco» Enviado por Jorge Lage (…) Foguetes em S. Gonçalo Há festa na beira-mar! As velhas cantam de galo… Nunca é tarde p’ra casar! (…) S. Gonçalo, meu Santinho, Como tu não há nenhum! Arranja-me um maridinho Para quebrar o jejum… (…) Meu santinho, desespero, Repara na minha idade! Por favor, eu também quero O que quer a mocidade (Amadeu de Sousa – poeta popular) (…) S. Gonçalo de Amarante, Casamenteiro das velhas, Por que não casais as novas? Que mal vos fizeram elas? (…) Hás-de saltar as fogueiras À noite no arraial, Dançar com velhas gaiteiras Uma dança divinal. (João Gaspar) Quadras populares a S. Gonçalo de Amarante in «Aveiro do Vouga ao Buçaco», de Amaro Neves e outros. As festas e romarias fazem parte das festas cíclicas anuais e são precisas para a alma do povo como de pão para a boca. O povo tem remédio para tudo na Bíblia e nas tradições e saberes orais. Há santos, rezas, mezinhas e produtos do campo para tod...

São Lourenço

Olá, São Lourenço! São Lourenço, Diácono e Mártir, figura de fé e coragem, nasceu em 225, em terras que hoje fazem parte do Reino de Espanha. Conhecido, em espanhol, pelo nome San Lorenzo, viveu uma vida dedicada à Igreja e ao serviço cristão. O seu martírio ocorreu em Roma, a 10 de agosto de 258, sendo por isso celebrado nesse dia. Reconhecido como um dos primeiros diáconos da Igreja Romana, permaneceu na memória dos fiéis pela sua bravura diante da perseguição aos cristãos. Foi condenado à morte e queimado vivo sobre uma grelha, um sofrimento que se tornou símbolo da sua resistência e fé inabaláveis. Por essa razão, as representações de São Lourenço mostram-no, frequentemente, segurando uma Bíblia, e ao lado da grelha que marcou o seu martírio. Em sua honra, numerosas igrejas assumem o seu nome, assim como várias localidades, entre elas São Lourenço de Ribapinhão. Douro! Olá, São Lourenço! São Lourenço de Ribapinhão, Sabrosa A freguesia de São...