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A simplicidade de um arroz

Arroz para acompanhar uns bifes de vitela


Sei bem que um simples arroz não necessita de grandes cuidados quando se trata de o cozinhar, ainda que haja quem diga nem um ovo saber estrelar e, por isso, nunca será demais deixar este testemunho do modo de preparação de um arroz a que pode chamar-se de chouriço ou de azeitonas. De gostos diversos dependerá o modo como se confeciona. No caso concreto, o sal não entra. Melhor dizendo: entra porque está já no chouriço e nas azeitonas. Coisa pouca, portanto, para um arroz que se pretende seco, sendo por isso o acrescento da água importante, no que se refere à sua quantidade.


Servirá o arroz para acompanhar uns bifinhos de vitela, condimentados com azeite, sal, pimenta e alho.
Para um tacho suficientemente largo, deite-se uma cebola média cortada miudinha. Acrescente-se uma porção de azeite, umas rodelas de chouriço e algumas azeitonas descaroçadas. Deixa-se estrugir suficientemente, com cuidados para não deixar queimar. A partir de determinada altura, o lume deve ser brando e um raminho de salsa adiciona-se ao estrugido, mexendo de vez em quando. 
Devidamente aloirada a cebola, percebendo-se pronto o chouriço, o lume deverá aumentar-se para o máximo, não sendo este pormenor, no meu entender, importante. Mas faça-o, experimentando com cuidado a reação exuberante quando duas porções de água a ferver se lançam para uma porção de arroz – exatamente nesta proporção –, que se juntou ao estrugido e com ele esquentou.
Logo de início, deve dar-se uma mexedela ou duas na fervedura e esperar a cozedura com o testo sobre o tacho. Um pouco antes de sumir-se a água, o lume deverá abrandar-se até à conclusão do processo. Retire-se o testo e aguarde um pouquinho antes de servir.
Venha de lá o arroz e os bifes, e um copo ou dois de “Montes Ermos”, tinto, da adega de Freixo de Espada à Cinta. 
Se for conduzir, por favor, não beba.

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