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Provérbios



Trás-os-Montes e o Alto Douro são as regiões mais referenciadas e descritas nas páginas deste blogue. Com a participação de alguns colaboradores amigos, têm sido enriquecidas com textos informativos e de opinião, para além de imagens, muitas delas documentos inéditos da história e cultura transmontano-duriense.
Verificando que algumas pessoas se interessam por provérbios, rubrica que era mantida em anterior plataforma, volto a essa temática, sempre com a prestimosa ajuda de Jorge Lage, escritor e investigador transmontano que se dedica à reflexão e ao estudo de tudo que se relaciona com as culturas tradicionais, costumes e ditos, como os provérbios que de um modo espontâneo aqui se apresentarão.

Provérbios sobre a castanha

Segundo Vasconcelos (1980), na máxima parte dos casos as crenças, os costumes, os provérbios, e outros elementos do viver hodierno são como ecos de eras afastadas: "o que ao presente parece gracioso ou ridículo, foi sério e grave…"
Dado serem aforismos que ninguém ousa modificar são, muitas vezes, preciosos auxiliares para se compreender melhor a evolução semântica das palavras.


A castanha é boa lá na maré, mas acompanhada com água-pé.
A castanha e o besugo em fevereiro não tem sumo.
A castanha é de quem a come e não de quem a apanha.
A castanha tem uma manha: vai com quem a apanha.
As castanhas sempre têm muitas manhas, e regoldam nas entranhas.
Estalar a castanha na boca.
Castanha peluda, castanha reboluda.
Em Maio comem-se as castanhas ao borralho.

in Castanea - uma dádiva dos deuses, de Jorge Lage

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