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Nanixe e o caso do Chixe

Não era hábito do Nanico, aliás, Nanixe como prefere agora ser tratado, preocupar-se muito com os outros nem importunar demasiado a cabeça. O esforço de pensamento transmite-lhe uma certa inquietação, irritabilidade, como ele próprio diz - um certo “nervoso” na língua, uma espécie de comichão gustativa que o preocupa.
- Há aqui um nervo qualquer “leva e traz” que deve fazer ligação entre a cabeça e a língua, diz convencido.
O “leva e traz” tem lógica admitindo que o “nervo” do Nanico, desculpem, Nanixe, leva os seus pensamentos da cabeça à língua e por outro lado quando ataca na comida e na bebida, uma comichão atroz assola-lhe o couro cabeludo. Este facto é apenas um exemplar da dualidade conceptual que caracteriza a sua mentalidade tornando-se numa das suas manias mais enraizadas que os seus amigos e vizinhos conhecem. Um desses vizinhos contava ainda há pouco, numa acesa discussão sobre questões da matemática, que o Nanixe já bem rosado e brilhante de suor, com aquele ar de quem nada sabe mas tudo explica, atira para cima do interlocutor:
- Contas? Isso é comigo. Sei fazer de tudo e já fiz muitas… até nas contas "d’ir e vir" me desenrasco!
Queria o Nanixe dizer que além de outras sabe todas, inclusivamente as que os outros desconhecem. Umas e outras levaram o seu raciocínio ao rubro sobre o caso do Chixe da Caganita. Esta alcunha do Chixe, também ele influenciado pela terminologia moderna, resulta da relação próxima que, nos últimos tempos, tem mantido com as partes excrementícias das suas ovelhas, cabras e cabritos. Passam os dias, os meses, os anos e nem tudo corre da melhor forma e o Chixe sempre aspirou a uma vida melhor, tendo vislumbrado nessas partes um bom meio de alavancar, como agora se diz, a sua economia.

As caganitas do Chixe

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