Alto Douro Vinhateiro e Região Transmontana
As regiões do Alto Douro Vinhateiro e de Trás-os-Montes partilham uma profunda ligação geográfica e cultural, destacando-se por marcas históricas, sociais e paisagísticas singulares, de acordo com o acervo dos blogues do canal NetBila e NetBila'News.
Património e Vinhas: A paisagem duriense foi moldada pelo trabalho agrícola de ordens religiosas entre os séculos XII e XIV, através da expansão das vinhas e da construção de muros de contenção. Este esforço valeu ao Alto Douro Vinhateiro a classificação de Património Mundial pela UNESCO (Paisagem Cultural), tendo a vila do Pinhão como ponto central e emblemático.
Identidade, Gastronomia e Memória: A identidade transmontana e duriense assenta em tradições comunitárias vivas — como os Caretos e a língua Mirandesa no nordeste transmontano. A sua gastronomia típica, rica em carnes de porco e vitela, resultou da necessidade de sustentar o trabalho físico árduo exigido pela agricultura de subsistência e, servindo como exemplos a construção dos muros de xisto que suportam os vinhedos e as pedras graníticas utilizadas nas construções das habitações. A memória social da região é ainda marcada pela vaga de emigração para o Brasil e pela exploração de volfrâmio, no período áureo das décadas de 1940 e 1950, destacando-se as minas do Vale das Gatas, na freguesia de S. Lourenço, concelho de Sabrosa.
Paisagem e Vias de Transporte: A paisagem de socalcos e as quintas históricas podem ser contempladas a partir de vários miradouros emblemáticos, como os miradouros do Ujo, de Casal de Loivos, Castedo ou o Santuário do Senhor Jesus da Capelinha. A navegabilidade dos rios Douro, Pinhão, Sabor e Tua — reforçada pelas albufeiras —, aliada à circulação de barcos-hotel e do comboio histórico, redefiniu a identidade e a dinâmica turística da região ao longo do tempo.
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