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A mostrar mensagens de Agosto, 2020

A simplicidade de um arroz

Arroz para acompanhar uns bifes de vitela Sei bem que um simples arroz não necessita de grandes cuidados quando se trata de o cozinhar, ainda que haja quem diga nem um ovo saber estrelar e, por isso, nunca será demais deixar este testemunho do modo de preparação de um arroz a que pode chamar-se de chouriço ou de azeitonas. De gostos diversos dependerá o modo como se confeciona. No caso concreto, o sal não entra. Melhor dizendo: entra porque está já no chouriço e nas azeitonas. Coisa pouca, portanto, para um arroz que se pretende seco, sendo por isso o acrescento da água importante, no que se refere à sua quantidade. Servirá o arroz para acompanhar uns bifinhos de vitela, condimentados com azeite, sal, pimenta e alho. Para um tacho suficientemente largo, deite-se uma cebola média cortada miudinha. Acrescente-se uma porção de azeite, umas rodelas de chouriço e algumas azeitonas descaroçadas. Deixa-se estrugir suficientemente, com cuidados para não deixar queimar. A partir de determinada

Cantil e cabaça, de José António Raio, de Lagoaça

Cantil da antiga Guarda Fiscal A Guarda Fiscal era o corpo especial de tropas de Portugal responsável sobretudo pelo controlo fronteiriço. O cantil era usado pelos agentes que percorriam as fronteiras com Espanha, a pé, de dia ou de noite. Com eles levavam, geralmente, um pequeno farnel (um naco de pão, presunto, queijo ou salpicão) e vinho que transportavam no cantil. Este, de alumínio, de cor verde, tem uma forma ovalada, como mostra a fotografia e pertenceu a José António Raio, de Lagoaça, concelho de Freixo de Espada à Cinta. Foi usado nas décadas de 1930 e 1940. Dimensões: 21cm x 13cm x 4cm. A Guarda Fiscal foi extinta em 1993. Já na sua aposentação, José António Raio usava de igual modo uma cabaça, nas deslocações à horta, um pouco fora da aldeia, para a realização dos trabalhos agrícolas. Clique nas imagens para visualização em tamanho maior

Candeia da década de 1940

Candeia (2) Candeia - dimensões: 27cm x 7cm x 12cm Clique na imagem para visualizar em tamanho maior A foto mostra uma candeia semelhante à primeira, apresentada em artigo anterior . As candeias são também conhecidas por lamparinas ou, simplesmente, lâmpadas de azeite. Na parte inferior de um suporte, um pequeno vaso contém um óleo (azeite) combustível que alimenta o lume na extremidade de uma torcida (pavio, torcida ou mecha) que sai pelo bico. Dimensões: 27cm x 7cm x 12cm. Esta candeia, assim como a candeia anteriormente apresentada, foram usadas nas décadas de 1940/50 do século XX, em Lagoaça, Freixo de Espada à Cinta.

Surge o Tua, do Rabaçal e do Tuela

Chelas, Mirandela, entre o Rabaçal e o Tuela Surge este artigo, na sequência de outro recente " Era no tempo da apanha ", de Jorge Lage, servindo de simples curiosidade, naturalmente do conhecimento geral, não deixando, contudo, de suscitar algum interesse. Poderá dizer-se que, ao contrário de muitos outros, o rio Tua não nasce, mas sim surge já crescido da junção dos dois rios que envolvem a aldeia de Chelas, na freguesia de, Cabanelas, do concelho de Mirandela, ambos com origem no país vizinho. Aspeto de uma rua da aldeia de Chelas, Mirandela Muito terá Jorge Lage a dizer e ensinar sobre essa linda aldeia de Chelas de onde é natural, não me sentindo eu capaz de o fazer e, por isso, deixo aqui o repto ao escritor e investigador para, com todos os pormenores e saberes, escrever novos textos sobre Chelas, divulgando-os neste blogue – o NetBila, em netbilanews.com , sabendo bem que Jorge Lage, neste momento, novas pesquisas e novas aventuras de invest

Oleiro de Bisalhães

O Senhor Ramalho, oleiro de Bisalhães Foi em 1962 que fui para a estrada do Marão e já o meu pai lá tinha estado desde 1940, mais ou menos. Era um saltinho de Bisalhães até ali. Por volta de 1950, alcatroaram a estrada... Lá se ouve o barulho de um automóvel. Será que vai parar? Vinte ou trinta escudos era o que fazia num dia. Enquanto os meus filhos eram pequenos, a minha mulher vestia-os com qualquer trapo que comprava na feira. Quando cresceram, tive de arranjar emprego na Câmara. Era varredor, mas não gostava. Ao fim do dia, lá ia eu para o barraco que fiz ao pé da estrada. Aí tinha o forno, o barro e a roda. O pior era no Inverno: vinha o vento e muitas vezes partia-se a louça. E o frio? Muito lá rapei. E andei assim uns anitos. Depois fartei-me de varrer as ruas; o que eu gostava mesmo era fazer panelos. A "patroa" bem dizia: ó homem, um emprego é mais certo, e logo na Câmara. Não te metas em alhadas. Mas eu não quis saber e dediquei-me à arte a tempo inteiro. Dei um ar

"Era no tempo da apanha", por Jorge Lage

Ou da Barca!... Ou Ti Bnadito!... Era no tempo da apanha, em que o rio gelado pela fúria das invernias e das neves derretidas na serra da Sanábria impunha respeito, indo pelas bordas e levando o meio cheio. Rio Tuela, Chelas, Mirandela, antes de juntar-se ao rio Rabaçal, dando origem ao rio Tua As maiores incertezas assaltaram o Ranhiço, quando passou o S. Sebastião. Depois, foi andar de mata cavalos até ao «Alto da Maravilha», que hoje é cruzado pela A4. Passada a Maravilha (maravilhoso mar de Oliveiras medievas), o protesto do Ranhiço andar a altas horas da noite era dada pelo afouto latir dos cães da «Azenha do Riça». Duzentos metros à frente lançou o primeiro grito a «barar» a gélida noite: - Ooouuuu !... E avançava com o coração apertado, apenas escoltado, à direita, pelo enorme muro de xisto da Quinta do Pinto Azevedo. Aqui o grito foi mais forte e o muro agigantou-se e viu-se encurralado entre um muro ligado à fraga e pela frente o marulhar baixinho da correnteza que parecia con

Gatinhos

Dia a dia de uma gata e seus dois gatinhos! De manhã bem cedo, começa a azáfama da família de gatinhos que, apesar de selvagens, ali permanecem próximos do quintal, onde lhes são servidas as refeição e aí correm e brincam!

O milagre das novidades II

Tomate-cereja É bem conhecida, atualmente, esta variedade de tomate. Contudo, uma clara e breve explicação aqui se deixa, retirada do Dicionário da Língua Portuguesa:  "Tomate-cereja: variedade de tomate cujos frutos são do tamanho aproximado de uma cereja". " tomate-cereja ", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Também neste caso, tal como aconteceu com os figos referidos no artigo anterior , o tomate-cereja que apresento na imagem foi oferta de uma outra amiga, igualmente bondosa e simpática, amiga de distribuir e preocupada em não deixar estragar a sua colheita, oferecendo. Clique na imagem para ampliá-la O tomate-cereja come-se muito bem na sua simplicidade, como as cerejas. Mas, aprimorando um pouco, faça-se uma refeição ligeira ou acompanhe-se com qualquer outro prato. No caso, após a oferta e de imediato, decidiu-se numa espécie de simples homenagem à “novidade” e a quem no-la presenteou, colocar uma boa porção numa taça, lançando pequenas pedrinhas d

O milagre das novidades

As colheitas, os novos frutos! Houve já oportunidade de referir em anterior artigo neste blogue o significado da palavra “novidade”, ou no seu plural “novidades”, para os agricultores. As colheitas novas, os novos frutos, aos quais por vezes não damos a devida importância, aí estão prontinhos para completar as nossas refeições. Estes caminhos e costumes rotineiros, ano a ano, como as colheitas, são muitas vezes desvalorizados e encarados como normalidades, não se lhes dando o valor que merecem. Clique na imagem para ampliá-la Para quem não acredita em milagres, uma breve reflexão sobre este brotar da terra dos alimentos, ao mesmo tempo apreciando-os e degustando-os com respeito, amenizará certamente algumas considerações e correntes de pensamento.  Nem sempre os agricultores ficam satisfeitos com as suas colheitas. Vezes há em que a produção é escassa ou, pelas circunstâncias do tempo, as novidades nem sempre terão a qualidade desejada. Não é o caso dos preciosos figos que uma amiga o

Candeia

Candeia da década de 1940 Candeia - dimensões: 27cm x 7cm x 12cm Clique na imagem para visualizar em tamanho maior Objeto em folha delgada de ferro que servia para alumiar (iluminar) espaços interiores das habitações. Na parte inferior de um suporte, um pequeno vaso contém um óleo combustível que alimenta o lume na extremidade de uma torcida que sai pelo bico. Objeto da década de 1940. Esta candeia e outras semelhantes eram utilizadas regularmente, desde há muitas décadas até aos anos 70, do século XX. No entanto, julga-se que, em alguns pontos de Portugal, excecionalmente, ainda se utilizará, na falta de energia elétrica.

Ditos e provérbios

Ditos e provérbios, por Jorge Lage e Maria da Graça Do cerejo ao castanho, bem eu me arranjo; agora do castanho ao cerejo é que me vejo. Do cerejo ao castanho, bem me abanho; do castanho ao cerejo é que me vejo. A velha guardou a melhor cepa para comer as cerejas ao lume. Até ao S. Pedro tem o vinho medo. Junho floreiro, paraíso verdadeiro. A roupa suja lava-se em casa. Em Julho reina o gorgulho. Julho debulhar, Agosto engravelar. Por todo o mês de Julho o celeiro atulho. Julho quente, seco e ventoso, trabalha sem repouso. Em Julho abafadiço fica a abelha no cortiço. Junho calmoso, ano formoso. Pelo S. João, figo na mão. Julho o verde e o maduro. Em Julho o centeio no estadulho. Lua nova trovoada, trinta dias é molhada. Julho é o mês das colheitas e Agosto o das festas. Pelo S. Tiago, na vinha acharás bago, se não for maduro será inchado. Maçado como o sol de Agosto! Corra o ano como for, haja em Agosto e Setembro calor. O Verão colhe e o Inverno come.

Pela palha se conhece a espiga (provérbios)

Os provérbios que Maria da Graça e Jorge Lage enviam ao NetBila O sol de Junho madruga muito. No mês de Junho foices em punho. Pela palha se conhece a espiga. Pelo S. João os ouriços são do tamanho de um botão. Quem os pardais receia, o milho não semeia. A chuva de Santo António tira o pão à gente e dá o vinho ao demónio. Em Maio com sono caio. Maio que não der trovoada não dá coisa estimada. Guarda pão para Maio e lenha para Abril, que quem não veio há-de vir. Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital. Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente. Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira. Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril. No princípio ou no fim, costuma Abril ser ruim. A geada de Março tira o pão do baraço e a de Abril nem ao baraço o deixa ir. Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto. Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece.

Responso de Santo António

Responso de Santo António, enviado por Jorge Lage Beato Santo António se lebantou, Se bestiu e calçou Suas santas mãos labou, Ao Paraíso cortou. Chigou ao meio do caminho Com o Senhor se incontrou, – Para onde bais, Beato Santo António? – Com o Senhor eu bou. – Tu comigo num irás Que eu p’ro Céu subirei. Tudo quanto me pedires te farei: Cães e lobos com os dentes trabados; Rios e regatos bão imbaçados; Corações inimigos acobardados; O perdido seja achado; O esquecido, lembrado. Peço ao Beato Santo António …(pedido)… Pai Nosso... (Avé Maria… Salve Rainha…) in «Quem me dera naqueles montes…» de António Mosca (As duas últimas orações são nosso acrescento) Sempre que se perdia uma rês no campo, para além da perda material era sentida como se fizesse parte da casa de lavoura. Era sempre motivo de buscas para ver se encontrava morta ou viva. Ainda estou a ver há mais de cinquenta anos um corpulento carneiro, que ficou preso numas silvas na Recta Figueira (termo de Chelas). Passados uns dias,

Trás-os-Montes: saberes, artes, tradições

Saberes, artes e tradições Muitos dos saberes, artes e tradições de Trás-os-Montes são passados pela memória, de geração em geração. As gentes desta terra nascem a gostar dos presuntos, da carne de porco com castanhas, da vitela e do cabrito assado à moda de Montesinho e da posta mirandesa. Sabe-se que dos bovinos desta região sai a melhor carne: de Miranda, a raça mirandesa, do Barroso, a raça barrosã, do Marão, a raça maronesa. Aprende-se a rota dos vinhos de Chaves, de Valpaços, de Macedo de Cavaleiros e do Planalto Mirandês. Bebem-se estes vinhos num ritual de amizades colectivas.Nos lugares serranos, cercados de centeio e de lameiros, haverá, certamente, o forno do povo, que se reacende, simbolicamente, em volta da cozedura do pão em dia de festa ou de cerimónia. Outrora, quando povoações vizinhas se encontravam em pastagens próximas, os pastores lançavam os touros um contra o outro para os verem lutar. Terá assim nascido a "chega" dos bois barrosões que se transformou e

Vídeo sobre as rogas e as terras vizinhas do Alto Douro

Realizado na freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, concelho de Sabrosa, em 19 08 2020

Os vizinhos do Douro

Terras vizinhas da região demarcada do Alto Douro Em alguns textos sobre o Douro, concretamente acerca da região vinhateira do Alto Douro, refiro-me por diversas vezes a áreas vizinhas do território da região demarcada como sendo elas próprias parte desta região, hoje em dia muito falada e apreciada, não apenas em Portugal, mas por todo o mundo, como se verifica pela chegada de turistas de muitos países, sobretudo no verão e na época das vindimas. Vozes discordantes fazem ouvir-se e, de certo modo com razão, pois, de facto, a região está bem definida nos seus limites e curvas, estabelecidos em certa altura da História. Mas, sendo algumas áreas tão intimamente ligadas ao Douro, pelas raízes culturais dos seus habitantes, pelos costumes comuns e vocabulário e os ditos muitos deles coincidentes, e também pela morfologia e características das terras que igualmente produzem vinhos de grande qualidade, permito-me assim considerar essas pequenas áreas encostadas à região do Alto Douro, como p

Freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão

Freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, concelho de Sabrosa, em 28 07 2020

Vinho..., ou "binho"

A propósito de vinho A propósito de vinho, junto neste artigo pequeno e simples uma quadra muito engraçada sobre vinho ou “binho” como também se diz, e algumas citações sobre o dito, cujos nomes dos autores estão devidamente mencionados. Encontrei algures estes dizeres, não sabendo se realmente foram escritos ou ditos por eles mesmo. Quadra popular enviada por Maria da Graça "Binho": B de "Binho" " Binho, beneno e bocê " Bou-te dizer, meu benzinho, O que se escreve com V, É bocê, beneno e binho, Binho, beneno e bocê. Citações sobre o Vinho - Filosofia do Vinho Existe mais Filosofia numa garrafa de vinho que em todos os livros (Pasteur); A penicilina cura os homens, mas é o vinho que os torna felizes (Alexander Fleming); Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram (Cícero); Nunca fiz amigos bebendo leite, por isso bebo vinho (Silas Sequetin); Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário (Napoleão Bonaparte); Com o passar

"Madruga e verás; trabalha e terás" (provérbios)

Provérbios enviados por Maria da Graça, Costa Pereira e Jorge Lage Aleatoriamente, nesta página se transcreve um conjunto de ditos e provérbios, enviados por Maria da Graça, Costa Pereira e Jorge Lage, os três sempre atentos ao que se passa e diz nas terras onde nasceram e regiões que bem conhecem. Não é a moeda forte que faz o país. O país é que faz a moeda forte. No dia 8 de Setembro abalam as merendas, vêm os serões. Vento de Março e chuva de Abril, fazem o vinho florir. Março marçagão, de manhã cara de rainha, de tarde corta com a foucinha. Março marçagão, de manhã inverno e de tarde verão. Boi velho quer erva tenra. Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir e sorrir. Em Março tanto durmo como faço. Dia de S. Barnabé seca-se a palha pelo pé. Lisboa diverte-se, o Porto trabalha, Coimbra estuda e Braga reza. O sol de Junho madruga muito. No mês de Junho foices em punho. Pela palha se conhece a espiga. Pelo S. João os ouriços são do tamanho de um botão. Quem os pardais recei

Processos de fabricação de vinhos, no Douro

Métodos modernos e tradicionais para fabricação dos vinhos Conforme os vinhos que se pretende produzir, as castas utilizadas são, de acordo aos objetivos a alcançar, diferentes, tal como as respetivas colheitas, mais ou menos tardias.  Após o corte das uvas, estas são de imediato transportadas para as adegas, de modo a serem preservadas sãs e num bom estado de maturação. Nos lagares, são esmagadas por processos automáticos com o auxílio de maquinaria moderna. Casos existem ainda, contudo, em que algumas quintas fabricam o vinho com uma pequena parte da produção de uvas por métodos antigos, no sentido de preservar um certo estatuto de tradição e conservação de sabores de boa memória. Nessas lagaradas, as uvas são espremidas pela força dos membros inferiores, sobretudo de homens, mas também de mulheres. Intervalo para o almoço, nos trabalhos de vindima, no Alto Douro (foto antiga) A pisa automática é hoje a mais usada, permitindo mais rapidez na sua conclusão, apesar do processo ter de p

Vindima e fabricação dos vinhos no Alto Douro

A vindima e a fabricação do Vinho do Porto Nota-se, pelas reações e comentários, que a designação “Vinho do Porto” causa algum aziúme na generalidade dos durienses e amantes da região vinhateira do Alto Douro, sendo, no meu entender, compreensível. Pessoalmente situo-me na mesma linha de preferência: “Vinho do Douro” ou “Vinho do Alto Douro”, ou então tratado, generoso ou vinho fino. Contudo, parece-me uma inevitabilidade a continuação do uso desta marca identitária, servindo desde há muitos anos para promover o precioso néctar fabricado no Douro, mas envelhecido nas caves de Gaia/Porto. Homem carregando as uvas em cesto de vindima As vindimas no Alto Douro são feitas por grupos de homens e de mulheres que, manualmente, vão cortando as uvas, transportando-as em baldes para um local da propriedade, acessível a um trator ou camionete que por sua vez as conduzirá para a adega. Outrora, eram os cestos de vindima ou cestos vindimo, como também eram designados, levados às costas pelos homens

O vinho do Douro e os barcos rabelos

A designação "Vinho do Porto" A designação "Vinho do Porto" deve-se ao facto da sua armazenagem e comercialização serem feitas a partir da cidade do Porto, mais concretamente na cidade de Vila Nova de Gaia onde existem os grandes armazéns e se procede ao seu envelhecimento. O Vinho do Porto faz parte de uma gama de importantes vinhos com a especial capacidade de não perderem qualidades com o seu envelhecimento. Barco rabelo, no Porto, talvez na década de 1940 ou 1950 Durante um longo período de tempo, até 1887, o Vinho do Porto, produzido na região do Alto Douro, aí permanecendo até depois do inverno logo a seguir às vindimas, era transportado pelos famosos barcos rabelos, rio abaixo até às caves de Gaia. Estes barcos tinham características próprias para a navegabilidade no rio Douro que, então, impunha enormes dificuldades em todo o seu percurso. A estrutura destes barcos era formada essencialmente por um fundo achatado, sem quilha, de modo a poder navegar nas água

Região do Douro

Vinho do Porto e paisagem cultural A paisagem do Douro - região vinhateira do Alto Douro - é uma criação humana concebida pela força das mulheres e dos homens durienses que, durante séculos, moldaram esses montes que circundam o vale do rio Douro. Inúmeros terraços e muros de xisto foram desenhados, construídos sem máquinas, com instrumentos rudimentares manuseados pela energia dos braços de sucessivas gerações de famílias que no Douro sempre permaneceram. Este trabalho de transformação da paisagem duriense e o seu resultado foram, como é do conhecimento geral, os motivos que determinaram para o Alto Douro a classificação de Património da Humanidade pela UNESCO. Aldeia de Covelinhas - União de freguesias de Galafura e Covelinhas O Alto Douro é uma região de características únicas, tendo sido o seu valor reconhecido por aquela organização internacional, contribuindo assim para o desenvolvimento e a implementação de dinâmicas capazes de fazer crescer a região vinhateira do Alto Douro em

Os vinhos do Douro e o tratado de Methuen

O Tratado de Methuen e os Vinhos do Porto O Tratado de Methuen, assinado em dezembro de 1703 entre Inglaterra e Portugal, obrigava os dois países a facilitarem as trocas comerciais concretamente no que dizia respeito aos lanifícios e aos vinhos. Aquele tratado estabelecia a livre entrada em Portugal dos lanifícios ingleses e, do mesmo modo, os vinhos portugueses - numa grande quantidade do Douro -, entravam em Inglaterra com uma enorme redução das tarifas anteriormente impostas. Assim, os vinhos portugueses tomaram uma posição comercial de vantagem em relação aos vinhos franceses que eram naquele tempo exportados para Inglaterra. É neste contexto que os vinhos do Douro assumem um papel importantíssimo na economia portuguesa, tornando-se o principal produto de exportação do reino, naquele tempo. Com o Tratado de Methuen a possibilitar o escoamento fácil dos vinhos, é dado um impulso enorme no desenvolvimento da região duriense, originando a plantação de novas vinhas. Aumentada a procur

Novidade ou Novidades

As novidades, tantas e saborosas “Novidade” ou melhor ainda “Novidades” são palavras que têm um significado muito importante para quem, com trabalho árduo, vê o resultado desse labor levado a cabo durante dias e dias, semana a semana com todos os cuidados que dizem respeito à faina agrícola, permitindo agora colherem-se as novidades, tantas e tão saborosas. Algumas delas vão servir diretamente as pessoas, agricultores e seus familiares, amigos, mesmo os das cidades, sabedores da qualidade dos produtos naturais das aldeias, das suas aldeias, com os sabores genuínos que não encontram nas grandes superfícies comerciais durante o inverno que se aproxima. “Novidade” ou “Novidades” são palavras que significam “notícia”, “qualidade de novo”, “raridade”; mas significam também “novos frutos do ano”, “searas” – campos com cereais prontos a alcançar. Estas são as novidades que o pequeno agricultor, o chamado agricultor que pratica a tal agricultura de subsistência, retira para o seu sustento. Na

Migas Doces

Migas Doces, por Jorge Lage Ingredientes: 300 gramas de açucar; 3 pães pequenos; 8 gemas de ovos; Água q.b.; Canela. Confecção: Faça um xarope com o açucar e água necessária. Ao mesmo tempo migue o miolo do pão. Quando o xarope estiver um pouco espesso, retire-o do lume e acrescente-lhe o pão. De seguida, reponha o preparado no lume até engrossar. Bata as gemas e deite-lhes a mistura, sempre a mexer. Leve ao lume para engrossar, continuando sempre a mexer. Por fim, deite numa travessa e polvilhe com canela.. in Carta da Doçaria Tradicional do Minho - Receita cedida por Maria Isabel Vale e recolha da Câmara Municipal de Melgaço. Uma forma sábia e simples de aproveitar pão do dia anterior e fazer dele um doce manjar.

Janeiro a abril: provérbios

Abril molhado, ano abastado Em vinte de Janeiro dá o Sol no abixeiro. Lareira acesa é sol de Inverno. Pinheiro cortado em Janeiro, vale por castanheiro. Bons dias em Janeiro vêm a pagar-se em Fevereiro. Pela Lua Cheia não cortes a tua nem a alheia. À árvore caída todos vão buscar lenha. Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira. Não chovendo em Fevereiro, nem bom prado, nem bom palheiro. Faz o teu filho teu herdeiro e não teu despenseiro. Quer no começo quer no fundo, em Fevereiro vem o Entrudo. Casa de esquina, ou morte ou ruína. Em Abril, águas mil. Em Abril quem lavra e cria, ouro fia. Borreguinho de Abril, tomaras tu mil. Primeiro de Abril, mentiras mil. Abril molhado, ano abastado. Enviado por Jorge Lage

O Vinho do Porto

O Vinho do Porto representa Portugal em todo o mundo Vinho do Porto: colheita de 1927, de Manuel Adolfo Pinto Vilela, Cheires, Alto Douro - Quinta dos Azeredos Ao longo de séculos, tem vindo a fazer-se, nas encostas xistosas do Douro, uma paisagem vitícola única e um vinho excecional. O Vinho do Porto é um património cultural de trabalho e saberes que sucessivas gerações foram acumulando. É um produto importantíssimo para a economia nacional e um valor simbólico que, distintamente, representa Portugal em todo o mundo. O Vinho do Porto distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares, como a intensidade de aroma e de sabor, um teor alcoólico elevado (geralmente compreendido entre os 19 e os 22% vol.) e uma vasta gama de doçuras e de cores. A cor dos diferentes tipos de Vinho do Porto varia entre o retinto e o alourado-claro. Os Vinhos do Porto brancos apresentam tonalidades entre o branco pálido, branco palha e branco dourado. No que respeita à doçura, o Vinho do P

Douro: Vinho do Porto

O vale do Douro e os seus vinhos Encostas do concelho de Armamar: vista para o Peso da Régua Entre as montanhas de Trás-os-Montes e as montanhas das Beiras, duas regiões com características próprias mas em certa medida muito semelhantes, existe um território atravessado por um rio - o Douro - que àquelas duas pertence mas delas "independente" na sua forma, paisagem natural e traçado humano. Esse território é o Alto Douro, também designado por Douro Vinhateiro, pois dele têm brotado milhões de pipas de vinho, segundo os relatos históricos, desde há mais de 2000 anos. Por se situar entre montes que o protegem dos ventos frios e húmidos, o Alto Douro é "senhor" de um clima muito especial: esta região vinícola é quente e seca durante longos períodos do ano mas também fria no inverno. Além de outras condicionantes como a especificidade da terra, essencialmente xistosa, o seu clima permite aos vinhos do Douro atingirem um grau de maturação de qualidades exclusivas. Não há

Vila Real: o que se come

Pratos tradicionais e doces Vila Real tem como especialidades as sopas, a vitela e o cabrito assados com arroz de forno, as tripas aos molhos, os covilhetes, a posta maronesa, o joelho da porca, a bola de carne e diversos enchidos. O vila-realense teve sempre o gosto da boa mesa, adotando como suas algumas especialidades de outros locais, como os pratos de bacalhau, o cozido à portuguesa, os milhos, etc. Pitos de Santa Luzia No campo da pastelaria, o destaque vai para os pastéis de toucinho ou cristas de galo e os pastéis de Santa Clara, conventuais, as tigelinhas de laranja, os pitos de Santa Luzia, os cavacórios e bexigas, e os santórios. Destaque também para uma especialidade de confeitaria: as ganchas. Como principais industriais de pastelaria e salgados tradicionais, para além de alguns produtores particulares com grande fama local, refiram-se: Casa Lapão, Pastelaria Nova Pompeia, Pastelaria Gomes e Pastelaria Tosta Fina. Em matéria de vinhos, são de referir os vinhos do Douro (fi

Feijão inchado

Sopa de feijão inchado com abóbora por António Mosca Chamava-se feijão inchado ao feijão já feito mas não ainda em condições de secar, pelo que tinha que ser consumido ainda em verde. A forma usual de lhe dar destino era na sopa de abóbora. Num pote punham-se a cozer duas cebolas cortadas em tiras finas, duas batatas e abóbora cortada aos quartos, a gosto. Juntava-se o feijão, depois de retiradas as cascas das vagens e convenientemente lavado. Temperava-se com sal e pingo ou, em vez deste, cozia-se uma fatia de carne de porco curada entremeada. Cozidas as batatas e a abóbora, esmigalhavam-se na concha da sopa. Deixava-se cozer até o feijão ficar a desfazer-se. Retirava-se a carne e servia-se a sopa. in Quem me dera naqueles Montes , de António Mosca

Ditos sobre Maio

Ditos sobre o mês de Maio - investigação de Jorge Lage Maio atrevoado, ano temperado. Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente. Maio frio, Junho quente, trazem o lavrador contente. Maio que não dá trovoada, não dá coisa de nada. Maio quente, traz o diabo no ventre. Maio sem trovões, é como um homem sem tomatões. Maio sem trovões é como um burro sem orelhões. Maio trigão, Agosto milhão. Maio, mês das flores, de Maria e dos amores. Mal vai o maio, se o boi não bebe na pegada. Míscaro de Maio, vede-o e deixai-o. Não há Maio sem trovões, nem burro sem... orelhas. Não há Maio sem trovões, nem moço sem calções. Quando o Maio chegar, quem não arou há-de chorar. Quando chove pela Ascenção, até as pedrinhas dão pão. Quando em Maio arrulha a perdiz, ano feliz. Quem semeia depois de Maio, semeia para o gaio. Se soubesse quando era a quinta-feira da Ascenção, nem o passarinho punha o bico no chão. Trigo, quer serôdio quer temporão, fica em Maio em grão. Um de Maio: vê se te levantas cedo se

Mais provérbios

Mais provérbios, enviados por Jorge Lage Das pesquisas e dos contactos com as pessoas, Jorge Lage faz o favor de enviar para este blogue o resultado do trabalho que tem desenvolvido ao longo dos anos sobre as diversas culturas regionais, neste caso, ditos e provérbios, muitos deles transcritos nos seus livros. Está a lavar a roupa na água das castanhas. Janeiro gear; Fevereiro chover; Março encanar; Abril espigar; Maio engrandecer; Junho ceifar; Julho debulhar; Agosto engravelar; Setembro vindimar; Outubro revolver; Novembro semear; Dezembro nasceu Deus para nos salvar. Vinho turvo, madeira verde e pão quente são três inimigos da gente. Cada novelinho seu ouricinho. Pela Santa Marinha visita a tua vinha; tal a acharás, tal vindima farás. Quem meu filho ama, meu coração adora.

Visita ao Ecomuseu de Barroso

Ecomuseu de Barroso - Espaço padre Fontes, em Montalegre Ao acaso, alguns ensinamentos sobre aspetos da cultura tradicional da região do Barroso, Trás-os-Montes Ecomuseu de Barroso - Espaço padre Fontes, Montalegre No Entrudo vale tudo Em Montalegre é dado o nome de "Serrada da Velha" ao Entrudo Entrudo Os velhos diziam que neste dia não se podia comer caldo, porque, caso contrário, suava o cu todo o ano. Em algumas localidades dizia-se também que os mosquitos não largariam quem comesse caldo nesta altura.  São curiosas algumas designações locais relacionadas com o Entrudo: o 19º dia antes do Entrudo (Quinta-feira magra) chama-se Quinta-feira dos Compadres; a Quinta-feira Gorda é denominada pelos Barrosões de Quinta-feira das Comadres. Ambos são ocasião de festejo. Na Quinta-feira Gorda era uso levar-se leitões, porcos e broa aos santos, para invocar a sua protecção. Em algumas aldeias do concelho de Montalegre é dado o nome de "serrada

Castas das videiras transmontanas

Contributo à biodiversidade das várias castas das videiras transmontanas É sabido que os vinhos da nossa região têm dado saltos qualitativos. Os nossos agricultores e produtores de vinho têm seguido a tendência nacional de se caminhar para a produção de vinhos monocasta que acabam por ser bastante parecidos em qualquer parte. O que acontece é que os vinhos multicastas estão a diminuir, pelos menos os produzidos com as castas regionais. Um dia verificar-se-á a procura dos vinhos tradicionais e o seu preço subirá. Recordo-me que no final da década de setenta, na região de vinhos verdes, entraram na moda os vinhos verde brancos e vai daí arrancam-se imensas vinhas tradicionais de uvas tintas. Não tardou uma década que o vinho verde tinto subisse de preço e ultrapassasse o branco. Hoje a aposta é mais no verde tinto, como quase sempre foi. Estou em crer que com os vinhos tradicionais multicasta e os novos monocastas se verificará um percurso semelhante. Tanto mais que as várias castas de v

Vinho do Porto, fruto maior do Douro

O Douro inspirou poetas como António Cabral e Miguel Torga São costumes perfeitamente marcados no quotidiano das gentes do Douro que ao longo dos séculos se têm mantido em tudo que envolve a cultura do vinho, principalmente, mas também outras culturas que completam a agricultura duriense. Envolvendo os solares, as quintas, os miradouros, a monocromia do verde das paisagens contrapõe-se às cores berrantes dos vinhedos, no outono. O património, nas suas diversas vertentes, não somente o Vale do Côa, mas igualmente a Capela de S. Pedro de Balsemão do século VII, as ruínas de Panóias em Vila Real, os castelos como o de Numão, Marialva, Penedono e os palácios como o de Mateus, a três quilómetros da cidade de Vila Real, são sinais importantes de interesse cultural para todos os que visitam o Douro. De diferentes perspetivas e por vários meios, o Douro pode contemplar-se de uma varanda de uma casa brasonada, de um barco de cruzeiro, de comboio, de um hotel, pousada ou casa de turismo rural, o

Ditos sobre a junção de carne ao vinho tratado

Vinho do Porto e carne não farão boa parelha Poderá dizer-se, certamente com razão, que vinho do Porto e carne não farão boa parelha. Um bom tinto de consumo (vinho de mesa entre doze e catorze graus) será, esse sim, o acompanhamento por excelência de um bom bife ou costeleta. Contudo, não é este tipo de associação aqui mencionado. Ditos há, de facto, acerca da ligação entre o vinho do Porto – o generoso, fino ou tratado, do Douro – e a carne. A este propósito contam-se histórias extraordinárias. Diz-se que o "tratado" tem características excecionais de absorção de tudo que é comestível e, sendo assim, a junção da carne ao vinho seria, segundo ditos populares, um método eficaz para o encorpamento do precioso néctar. Segundo a tradição popular, a carne, nomeadamente presunto e cabrito, mergulhados nas cubas que continham o tratado, seriam "comidos" pelo vinho que, deste modo, o tornariam mais grosso e substancial. Evidentemente que estes ditos não são mais que meras

Provérbios

Provérbios Enviado por Jorge Lage Cada novelinho seu ouricinho. Pela Santa Marinha visita a tua vinha; tal a acharás, tal vindima farás. Quem meu filho ama, meu coração adora. Dia de S. José come-se e bebe-se e bate-se o pé. Março encanaço, Abril espiguil, Maio granai-o, Junho segai-o. Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber. Quem castanhas come, madeira consome. Outubro chuvoso, ano copioso. O modo como se dá vale mais do que aquilo que se dá. Ouriço raro, castanha ao carro. Quem planta no Outono leva um ano de abono. Para que o ano não vá mal, hão-de encher os rios três vezes entre S. Mateus e o Natal.

Mamoa de Madorras, Vilar de Celas

Mamoa de Madorras, Vilar de Celas - freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, em 04 08 2020

"Julho debulhar" - provérbios ou ditados

Julho debulhar, Setembro vindimar Está a lavar a roupa na água das castanhas. Janeiro gear; Fevereiro chover; Março encanar; Abril espigar; Maio engrandecer; Junho ceifar; Julho debulhar; Agosto engravelar; Setembro vindimar; Outubro revolver; Novembro semear; Dezembro nasceu Deus para nos salvar. Vinho turvo, madeira verde e pão quente são três inimigos da gente. A folha do castanheiro, enquanto verde não roje. Cavar e estercar em Agosto, ao lavrador alegra o rosto. Perde-se o que se tem na mão, não se perde o que se tem no coração. Enviado por Jorge Lage

Arrepelados

Arrepelados: por levarem amêndoa, eram considerados doces de luxo Enviado por Jorge Lage Ingredientes: 1 kg de amêndoas; 1 kg de açúcar; 2 ou 3 claras de ovo (conforme a amêndoa for, nova ou velha). Preparação: Põe-se água ao lume até ferver. Retira-se do lume e mergulham-se os grãos de amêndoa para retirar a casca. Rala-se a amêndoa na máquina de picar. Depois, mistura-se 1kg de açúcar com 2 ou 3 claras de ovo (sem as bater). Mistura-se tudo muito bem. A seguir, fazem-se bolinhas e com as duas mãos enformam-se em forma de cone e envolvem-se em açúcar. Distribuem-se em tabuleiro untado com azeite e polvilhado com farinha e deixam-se repousar umas horas ou de um dia para o outro.  Por fim, vão a forno médio até o vértice do cone ficar douradinho. (Receita cedida por Maria Gentil Vaz e «herdada» da família, de Mós – Torre de Moncorvo) Nota: Estes doces, por levarem amêndoa, eram considerados doces de luxo. Faziam-se, pela primeira vez no ano, na quadra da Páscoa e utilizavam-se para enfe

O monte da Senhora da Piedade, Mondim de Basto

O monte da Senhora da Piedade, por Costa Pereira Capela de Nossa Senhora da Piedade Tomei a liberdade de fazer pequeníssimas alterações à notícia que Costa Pereira enviou para o NetBila, em 2015, relativamente à recuperação de um dos lugares mais bonitos de Mondim de Basto. Cinco anos depois, penso de todo o interesse assinalar o lugar para todos(as) quantos(as) desejem visitá-lo, confirmando ou não o trabalho que terá sido desenvolvido na sua preservação.   Capela de Nossa Senhora da Piedade - São Cristóvão de Mondim de Basto "É dos sítios mais belos que São Cristóvão de Mondim de Basto tem de seu, para mostrar ao forasteiro que se fique apenas pela vila. Ali, numa colina das traseiras da igreja paroquial donde se colhe uma sedutora panorâmica de todo o amplo espaço que envolve o Tâmega, o Cabril e o Bouro, fica a linda capela consagrada a Nossa Senhora da Piedade. A Junta de Freguesia empenhada no manter aquele relevo paisagístico devidamente zelado e atraente fez aos habitantes