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A mostrar mensagens de Outubro, 2019

A pisa das uvas

Ganhar a "meia-noite" Na região transmontano-duriense, a que melhor conheço, mas também noutras regiões, a pisa tradicional das uvas, após a sua colheita, era dos trabalhos mais importantes para uma boa fermentação e consequente preparação do bom vinho. Ainda hoje, em algumas Quintas, também com fins turísticos, uma pequena parte do vinho faz-se por esse processo antigo.  A pisa das uvas realizava-se tradicionalmente num lagar, por homens que, em grupos, com os braços dados uns sobre os outros, efetuavam primeiramente o “corte”, percorrendo o lagar várias vezes, até que as uvas se transformassem num líquido vinícola espesso. Este procedimento inicial, mais organizado e responsável, exigia bastante esforço. De seguida, o trabalho tornava-se mais ligeiro, pois os pisadores podiam agora percorrer o lagar de modo aleatório e mais soltos, iniciando-se alguns jogos adequados àquele ambiente festivo, durando cada sessão quatro horas. Além dos jogos, como por exemplo a cabra-c

Santuário de Fátima: uma visão complementar

Santuário de Nossa Senhora de Fátima (06-12-2018) Exposição

Restaurante "O Costa", em Vila Real

Grill / restaurante "O Costa" O Grill / Restaurante "O Costa" foi inaugurado no dia 9 de abril de 1994. Tem capacidade para 120 pessoas em três espaços contíguos, independentes e convertíveis em dois espaços. Está situado na rua Dr. Sousa Costa, 16, Vila Real. Desde 1999, o restaurante "O Costa" tem dado um grande contributo à divulgação da gastronomia regional com a constante participação em inúmeros certames de gastronomia: Colaboração com o "Porto Palace Hotel" na preparação da Carta Gastronómica do Norte de Portugal; Degustação de vários produtos regionais no encontro de Natal de cidades geminadas e amigas, em 2004, Grasse – França; Preparação de um almoço, em parceria com o "Sheraton Hotel", no Hotel Hespéria de Madrid, no âmbito da divulgação da gastronomia do norte de Portugal a promotores turísticos espanhóis; Acordos de cooperação com promotores turísticos portugueses. "O Costa" tem como fornecedor ex

Restaurante Mercantil, em Armamar

Licor espanta sogras O restaurante Mercantil situa-se na avenida 8 de Setembro, junto ao Mercado Municipal, em Armamar, vila sede de concelho do distrito de Viseu. Possui um espaço amplo – uma sala principal e uma marquise – bem iluminadas pela luz natural.  Em Armamar, a grande especialidade é o cabrito assado que, neste restaurante, deverá ser encomendado, servido apenas aos domingos. No entanto, pelo que nos apercebemos, haverá sempre cabritinho, assim designado pela sua carne tenra de animal de leite, grelhado. Muito bom para quem aprecie a simplicidade. O cabritinho grelhado vem acompanhado com batata grelhada – batata cozida com a casca, cortada em rodelas com uma espessura de mais ou menos um centímetro e meio ou dois –, e grelhada, evidentemente, servindo-se num tacho e respetivo testo protetor; hortaliça em tacho mais pequeno e ainda num tacho mediano um arroz de feijão, devidamente cobertos por testos, também. De facto, o pormenor das iguarias serem servidas em tacho

Restaurante Costa, em Montalegre

Cozido à Barrosã Este artigo foi pela primeira vez publicado, em 17 de fevereiro de 2014, voltando a marcar presença neste blogue, visto que o restaurante em referência continua ainda a servir a boa comida transmontana. É nos domingos de inverno que o cozido à barrosã é muito bem servido no restaurante Costa, em Montalegre. Sê-lo-á, da mesma forma, certamente, em todos os outros restaurantes desta vila nortenha do distrito de Vila Real. Contudo, foi este, por mero acaso, o escolhido para a degustação de uma ótima refeição à base de carnes cozidas de porco. Sendo o domingo o dia apropriado para esse famoso prato de Terras de Barroso, podem os clientes, no entanto, encomendá-lo para outro dia ou mesmo para o próprio dia, com a devida antecedência. Foi esse o caso. Três horas antes da hora de almoço, fez-se a reserva de mesa e a encomenda de um cozido à barrosã. O restaurante Costa situa-se na rua Victor Branco, 7, no centro de Montalegre, próximo do castelo. A serra do Larou

Adega Castanheira

Restaurante em Lamares Apesar de visitar este restaurante algumas vezes, este pequeno texto refere apenas singelos pormenores de um almoço, em setembro de 2011, ainda essa casa daria os primeiros passos da sua existência. A ementa não poderia ser melhor, principalmente para quem o trabalho exige força física. Nesse dia, o peixe e mesmo o bacalhau não imperavam. Tripas, leitão assado, costeletas de vitela grelhadas! A escolha torna-se difícil, mas com a simpática ajuda do dono do restaurante a opção vai para uma "vaquinha" de tripas e leitão, com acompanhamento de um bom vinho tinto da região. Da região de S. Lourenço, concretamente de Vilela, direi eu, mesmo ao lado da fonte de Vilela – a Fontela. Um conjunto de pequenas propriedades de cultura da vinha por lá continuam ainda a produzir. Dizia-se há uns quarenta ou mais anos que o vinho dessas terras, pertencentes não só a laurentinos, mas também a habitantes de Lamares e outros lugares da freguesia de Mouçós, era

Restaurantes

Restaurantes: qualidades e pormenores Ao acaso, paramos, comemos e deixamos aqui os comentários, realçando os pontos positivos. Tal como em plataformas anteriores, assim daremos continuidade a esta rubrica, sem recorrer à "expertise" gastronómica.

Azulejos na estação do Pinhão

Painéis de azulejos colocados em 1937 A via férrea, no Pinhão, concretamente no percurso entre esta localidade e o Ferrão, entrou em funcionamento em 1880, fazendo o transporte de pessoas e bens, Douro abaixo até ao Porto. Em 1937, a estação de caminhos de ferro do Pinhão, concelho de Alijó, colocou nas paredes exteriores do seu edifício principal um conjunto de vinte e quatro belos painéis de azulejos, encontrando-se ainda nos dias de hoje a revestir e embelezar a estação, a mais bela da linha do Douro e uma das mais bonitas de Portugal. 

Senhor da Capelinha, Vilar de Maçada

Santuário do Senhor Jesus da Capelinha O Santuário do Senhor Jesus da Capelinha encontra-se no ponto mais alto de Vilar de Maçada, sede de freguesia com o mesmo nome que se situa na margem esquerda do rio Pinhão. Vilar de Maçada pertence ao concelho duriense de Alijó, distrito de Vila Real. Num espaço amplo e arranjado, o Santuário do Senhor Jesus da Capelinha é composto por duas capelas e a paisagem que daí pode observar-se principalmente para o lado sul é deslumbrante. Logo ali no sopé do monte, a povoação. Parada do Pinhão, S. Lourenço e o Santuário de Nossa Senhora da Saúde, em Saudel, ali tão próximo. À esquerda, o Vale das Gatas e Souto Maior e, estendendo o olhar mais ao longe, consegue ver-se um conjunto de grandiosas montanhas numa gradação de tons azuis acinzentados: o Santuário de S. Domingos de Vilela do Douro, no concelho de Sabrosa, a Quinta das Carvalhas, já Além-Douro. Concelho de Alijó

Freguesia de São Lourenço de Ribapinhão

S. Lourenço: brasão heráldico Orago - São Lourenço Área - 12,8 Km2 Ordenação heráldica do brasão Publicada no Diário da República, III Série de 28/01/2003 Armas - Escudo de ouro, grelha de negro posta em pala, entre dois ramos de oliveira de verde, frutados de negro, com os pés passados em aspa; campanha diminuta ondada de azul e prata de três peças. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “S. LOURENÇO DE RIBAPINHÃO”. São Lourenço, freguesia do concelho de Sabrosa No primeiro período da Monarquia, pelo menos no século XII e mesmo no século XIII, a freguesia de S. Lourenço que se chamaria no início Riba de Pinhão, estendia-se pela maior parte do curso superior do rio Pinhão, ou seja, desde a Torre do Pinhão até Souto Maior, incluindo Parada do Pinhão e Justes. O território da freguesia de S. Lourenço incluía-se, até ao século XIV, no vasto distrito ou terra de Panóias. Na primeira metade do século XIV, era senhor de Riba Pinhão o fil

Castedo do Douro

A povoação do Castedo A povoação do Castedo situa-se sobranceira ao rio Douro na sua margem direita, a seis quilómetros da sede do concelho, a vila de Alijó. As vinhas circundam em abundância o denso casario de que faz parte a casa do escritor António Cabral , nascido naquela aldeia a 30 de abril de 1931. Mais do que as palavras, as imagens fotográficas que apresentamos sobre o Douro, nomeadamente as do Castedo – concelho de Alijó , demonstram bem a sua imensa beleza. De lá, como de uma varanda se tratasse ao pé da capela de Santa Marinha, pode contemplar-se o rio Douro, ziguezagueando montes abaixo numa composição natural de perfeita harmonia. Canal de divulgação da obra de António Cabral Douro: Castedo, 15-09-2019 (vídeo) Castedo – concelho de Alijó

Doçaria conventual de Amarante

Centro histórico de Amarante Mesmo em ambiente frio de outono como este que vimos atravessando, uma visita ao centro histórico de Amarante vale bem a pena, usufruindo-se da beleza luminosa da igreja de S. Gonçalo, a ponte que lhe dá acesso, e a rua de tasquinhas onde se encontra um bom copo a acompanhar uma boa sande de presunto e outras coisas boas a comer sentado ou em pé. Sete e trinta. Sendo horas de jantar, a noite inicia-se tranquila. A arquitetura do lugar desperta os sentidos na melhor das intenções e, por isso, uma entrada na Confeitaria da Ponte dá-nos certamente o gostinho especial e frescura de uns papos de anjo, umas lérias, foguetes e brisas do Tâmega e mesmo "são gonçalos", tudo enquadrado na boa doçaria conventual de Amarante. Com um café, um docinho especial e como oferta, uma pequena caixa bem ornada de várias especialidades servirá com toda a certeza como grande satisfação a quem aprecia uma boa doçura.  Fazendo companhia ao momento, como se de

Exploração de volfrâmio no Vale das Gatas

A experiência da Sra. Maria Emília da Ribeira contada à revista "Visão" Vem este escrito ao de cima, na sequência do artigo inserido neste blogue, em 13/10/2019, " Minas do Vale das Gatas " e da consulta a uma das publicações antigas da revista "Visão" – o número 202, datado de 30 de janeiro de 1997 –  a propósito do tema da exploração do volfrâmio em Portugal. Alguns factos ali relatados baseiam-se em documentos pertencentes aos serviços secretos americanos, expressando de alguma forma a história das minas do Vale das Gatas e de outras existentes na região transmontana, pertencentes à Companhia Mineira Norte de Portugal, dirigida pelo alemão Kurt Dithmer. O sr.  Dithmer p ermaneceu naquele lugar durante muitos anos, tornando-se uma figura respeitada da terra, apesar da sua condição de patrão, dando emprego a muitos homens e mulheres, não só da freguesia e terras da região norte, como de aldeias do sul do Douro e também, durante um certo tempo, a uma

Nossa Senhora da Saúde, em Saudel

Alto Douro: miradouro de Sabrosa

Sabrosa, sede de concelho Toda a região do Alto Douro, não só a área próxima ao rio, esse rio Douro que atravessa todo o vale, é rica de paisagens maravilhosas – uma beleza indescritível! Pontos de vista nos cumes dos montes encontram-se e podem aceder-se por uma rede de estradas e caminhos existente entre as muitas localidades, vilas e aldeias. Daí, grandes extensões de partes da região duriense podem facilmente observar-se. Os miradouros permanecem disponíveis aos visitantes, seja no tempo quente de céu azul ou nos invernos de dias mais cinzentos mesmo assim de grande nobreza, favoráveis ao despertar de nuances únicas nos tons das cores que pintam a paisagem. Do miradouro de Sabrosa, situado na estrada que liga a vila de Sabrosa a Souto Maior, aldeia do mesmo concelho, avista-se para sul uma boa parte do concelho de Alijó, como por exemplo as localidades de Sanfins do Douro, Cheires, Favaios e outras aldeias e áreas envolventes com as suas vinhas encrustadas nos declives.

De Sanfins do Douro à Sanradela

Numa diversidade de coloridos de outono, as vinhas, outrora lugares de serra bravia, resplandecem, mesmo em dia de céu nublado como este entre Sanfins do Douro e Sanradela, no seu miradouro em honra de Santa Luzia.

Brexit

Douro: Pinhão

Gata e gatinhos

Santuário da Senhora da Saúde, Saudel

Nossa Senhora da Saúde, Saudel - S. Lourenço - Sabrosa Pelo menos desde o início do século XX, era habitual muitos dos habitantes da cidade de Vila Real e localidades próximas, dirigirem-se, a pé, até ao Santuário de Nossa Senhora da Saúde, em Saudel, freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão, concelho de Sabrosa. Por alturas da romaria em honra de Nossa Senhora da Saúde que se realizava e ainda hoje se realiza nos dias 7, 8 e 9 de agosto, acorriam àquele santuário centenas de forasteiros que, normalmente, aí permaneciam durante os três dias em que decorriam as festividades. O caminho que percorriam as gentes de Vila Real começava em Mateus, seguia pela Raia, Lage, Mouçós, Pena de Amigo, Magarelos, Gache, Vilar de Celas e Saudel – pequena aldeia onde se situa o Santuário de Nossa Senhora da Saúde. Do mesmo modo, as gentes da freguesia de S. Lourenço de Ribapinhão iam e vinham no mesmo dia, também a pé, a Vila Real, percorrendo os mesmos caminhos, no dia 13 de junho, dia de Santo

Minas do Vale das Gatas

Vale das Gatas, em S. Lourenço, Sabrosa Surge este pequeno artigo do interesse de António Vilela e Cilina Vilela pela história local, concretamente a que diz respeito à freguesia de S. Lourenço, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real. Guardam respeitosa e religiosamente tudo o que a ela diz respeito: fotografias antigas, escritos, folhas de jornais e revistas.

Lugar das Penas, Castedo

Castedo, vista para Foz do Tua, Douro Na região vinhateira do Alto Douro, muitos são os locais da natureza de deslumbrante beleza paisagística! Os vinhedos, em muitos pontos anelados por oliveiras, ajardinam os montes que tombam sobre o rio! Este, serenado pelas albufeiras, é sustentáculo permanente de um ambiente superiormente agradável e encantador!

Oração do Terço na Capelinha das Aparições, em Fátima

Pelos montes do Alvão, o Escalheiro

Transformação de espinhos em sumarentas pêras A rudez patente na singularidade deste habitat está bem espelhada no Escalheiro, popularmente designado por Arrascalheiro, árvore bravia de pequeno porte com características essencialmente espinhosas e outras que lhe dão um estatuto respeitoso, por parte das pessoas e animais que com ela convivem. Os pescadores da truta, habituados ao uso de utensílios rudimentares da natureza, conhecem a importância dos seus espinhos que, agilmente aplicados ao corte longitudinal de uma rolha de cortiça, dão origem à boia ideal para o ludíbrio do orgulhoso peixe, existente nos riachos destas paragens. Tal como as pedras do rio Olo e a sua modelação pelas infindas águas, também a aspereza do Escalheiro facilmente se transforma, enxertando-se, transformando os seus espinhos em sumarentas pêras ou mesmo outras variedades de fruta. Na imagem, a serra do Alvão. Entre giestas, o escalheiro contempla  o Monte Farinha e o Santuário da Senhora da Graça!

Nas margens do rio Olo

A caminho da Açureira, Mondim de Basto Ainda na margem esquerda do rio Olo, no lugar do Barreiro, de pedra em pedra, atravessa-se para a outra margem, menos acidentada, com caminho para a Açureira, terra de colheitas e do feno que atirará por terra os mais incautos quando cortado rente ao chão. Naqueles rebos entremeados nas águas, por elas desgastados e arredondados, autênticas camas de frescura ali se oferecem a quem quiser recostar-se e descansar um pouco. Das palavras soltas do pastor e de seu filho, já experimentado nestas lides, que por sorte connosco se cruzaram e permaneceram durante mais ou menos uma hora, comendo, bebendo, e sobretudo transmitindo experiências e conhecimento, deduzimos que as cabras prenhes, ocasionalmente,  aproveitam a frescura do ar e o sopro humedecido da brisa para, ali mesmo, parirem. Os berros de parto são abafados pelo som da água corrente, proporcionando à fêmea momentos de profunda intimidade com a cria. – E depois? – perguntámos. – De

Bouça, rio Olo, lugar do Barreiro

Parque Natural do Alvão Em pleno Parque Natural do Alvão, na margem esquerda do rio Olo, a uns 1500 a 2000 metros a montante das Fisgas de Ermelo, encontra-se a Bouça Diabólica, assim lhe chama o seu proprietário, Joaquim Dinis, natural daqueles montes, concretamente do lugar do Barreiro.  Apesar do verão, ali, na Bouça, o tempo é outro e corre de um modo diferente daquele que entendemos como normal. Uma camisolita ou jaqueta ajuda ao conforto das costas, não inibindo um espirro ou outro sobre as encostas frescas daquele sítio de vegetação luxuriante e tons verdes carregados, retirando protagonismo à casinha da mesma cor que presta o apoio necessário para a experiência de um dia diferente, mas muito bem preenchido, nessa varanda natural sobre o rio que percorre sonoridades e inspirações. À volta do cantarolar, em direção às quedas das Fisgas, os carvalhos são imponentes, altos, adultos, às centenas. Marcam a personalidade do lugar e condicionam os pensamentos de quem os observ

Douro: vindimadeira

Vindimadeira em Santa Marta de Penaguião Quem faz o percurso de Vila Real para a Régua, passando por Santa Marta de Penaguião, aqui mesmo nesta linda vila sede de concelho, quase no extremo mais próximo da Régua, encontrará o visitante destas paragens uma bela estátua alusiva às vindimadeiras do Douro que o Município de Santa Marta, deste modo, homenageia.

Douro: turismo e vinhos

Região vinhateira do Alto Douro Desde há séculos, podemos afirmar, o vinho tem sido e será, certamente, no futuro, a força impulsionadora da região demarcada mais antiga do mundo – a Região Vinhateira do Alto Douro. Sobretudo na última década, os vinhos do Douro – vinhos de mesa e vinhos generosos – têm-se afirmado por grande parte dos países do mundo como vinhos de primeira qualidade, produzidos hoje sob a orientação dos mais conceituados enólogos que utilizam no seu fabrico processos cientificamente avançados e reconhecidos pelos melhores especialistas. Todo esse trabalho desenvolvido por técnicos e produtores com fortes capacidades e conhecimentos modernos de promoção e divulgação é, evidentemente, sustentado pela qualidade dos terrenos, das vinhas e castas e pela abundância da luz solar e clima ideal para a vitivinicultura. Além do trabalho efetuado ao longo de muitos anos pelos residentes do Alto Douro, é justo dizer que a região muito deve também aos ingleses. Desde muit

Alto Douro

Um passeio pelo Douro

Douro: Régua

Alto Douro

Douro Vinhateiro

Do Pinhão a Sabrosa Eis-nos no Pinhão, atravessada a ponte que lhe dá acesso do término da estrada que percorre a margem sul do rio, desde a Régua até àquela vila, um dos centros principais da região do Douro. A estação dos comboios situa-se precisamente no centro, onde deverá visitar-se a exposição de painéis de azulejos incrustados nas suas paredes. 

Santa Marta de Penaguião

Um passeio pelo Douro À entrada da vila de Santa Marta de Penaguião, sede de concelho do distrito de Vila Real, as boas vindas são dadas com gentileza pelo homem do Douro que nos serve de guia, daí em diante, mostrando-nos vinhas e mais vinhas, agora despejadas do seu fruto precioso, transfiguradas em quadros de grande expressividade cromática, numa quantidade imensa de tonalidades como se de jardins se tratasse. Parar na marginal da Régua é como que obrigação, calcorreando pela margem do rio que segura o cais, ponto de movimentação turística, atraído por pequenos vendedores e artesãos. Até os famosos rebuçados da Régua ali chegam vindos da estação de caminho de ferro e, para os desprevenidos, um chapeuzinho pode adquirir-se, caso aconteça um passeio de barco debaixo do sol que persiste neste início de Outono. Já rio acima pela estrada marginal para o Pinhão, coração do Douro, passada a barragem de Bagaúste, a água da albufeira espelha histórias antigas e contrastes da moderni

Um passeio pelo Douro

Pelo Douro, numa tarde Um passeio pelo Douro é sempre um ótimo passeio, mesmo descontraído e sem grandes expectativas no que diz respeito a visitas concretas a lugares, caves ou restaurantes. Uma tarde poderá ser suficiente para percorrer este pedaço de Douro que vos indico, por esplendorosa paisagem, natureza moldada pelo homem!  Uma tarde, ou para os que preferem demorar-se um pouco mais e despender um dia completo, será o espaço de tempo capaz de preencher em pleno as necessidades de um certo bem-estar, na companhia de bons ares complementados pela variedade de cores e de texturas que a zona envolvente ao rio Douro faz transpirar nesta altura do ano. Vindimas feitas, durante o percurso de automóvel, sente-se ainda por diversas vezes o cheiro a mosto.  Vila Real: saída para a Régua pela estrada de Santa Marta de Penaguião. Depois da Cumieira, numa primeira paragem para observar do alto algumas raízes do cineasta Manoel de Oliveira – Veiga, aldeia no vale emoldurada –,

O fruto do marmeleiro

Jorge Lage e José Ribeiro

Pacoval: "epopeia" à tropilha!

S. Lourenço, 01-10-2019